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  <title>História e Geografia - Na luta - Fora PM do Mundo! Fora Univesp!</title>
  <subtitle>O Blog é de todos nós! Envie sua contribuição para: 2009uspgreve@gmail.com</subtitle>
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    <title>CARTA ABERTA DOS ESTUDANTES DE LETRAS</title>
    <published>2009-08-05T16:27:52Z</published>
    <updated>2009-08-05T16:27:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;Desde que entraram em greve, no come&amp;ccedil;o do m&amp;ecirc;s de junho, os estudantes de Letras da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo optaram por n&amp;atilde;o retirar cadeiras das salas de aula, nem mesmo fazer piquetes na frente do pr&amp;eacute;dio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa decis&amp;atilde;o consensual no meio estudantil tinha por objetivo zelar pelo di&amp;aacute;logo e convencimento entre as partes, portanto, sempre que uma aula come&amp;ccedil;ava, um grupo era formado para informar os colegas de curso sobre as decis&amp;otilde;es das assembl&amp;eacute;ias (tanto de estudantes como de professores e funcion&amp;aacute;rios), esclarecer d&amp;uacute;vidas e convenc&amp;ecirc;-los a aderir ao movimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No dia oito de junho, um professor, Gabriel Antunes de Araujo, impediu um grupo de estudantes de levar essas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos seus alunos. As turmas deste professor eram as &amp;uacute;nicas, no curso de Letras, a se manterem completamente lotadas durante a greve. Ao final dessa aula, uma aluna do professor encaminhou-se &amp;agrave; assembl&amp;eacute;ia dos estudantes da Letras que acontecia na entrada principal do pr&amp;eacute;dio e deu informe de que o professor teria a pr&amp;aacute;tica de, talvez para impedi-los de aderir ao movimento grevista, informar aos alunos que ele n&amp;atilde;o estava em greve, n&amp;atilde;o aderiria a ela e seus alunos que o fizessem correriam o risco de ser reprovados ou por ac&amp;uacute;mulo de faltas ou por perda de avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Foi decis&amp;atilde;o un&amp;acirc;nime da assembl&amp;eacute;ia que a atitude do professor poderia configurar ass&amp;eacute;dio moral, j&amp;aacute; que alunos seus estavam sendo impedidos de decidir por si pr&amp;oacute;prios, como informara esta estudante, se adeririam ou n&amp;atilde;o &amp;agrave; greve j&amp;aacute; deflagrada pelos tr&amp;ecirc;s setores (professores, estudantes e funcion&amp;aacute;rios). A assembl&amp;eacute;ia decidiu, ent&amp;atilde;o, de forma conjunta, encaminhar-se at&amp;eacute; a sala onde o professor estava, sem piquete f&amp;iacute;sico do lado &lt;br /&gt;de fora, mas com piquete moral do lado de dentro, e garantir que seus representados estudantes fossem informados, esclarecidos e tivessem o direito de decidir por si pr&amp;oacute;prios se queriam continuar dentro daquela sala ou sair dela, sem nenhuma press&amp;atilde;o ou ass&amp;eacute;dio moral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim que os primeiros estudantes entraram na sala, o professor doutor Gabriel Antunes de Ara&amp;uacute;jo correu em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o a eles, deu um salto e socou com os dois punhos o peito de um ingressante do primeiro semestre do curso, empurrando-o para tr&amp;aacute;s. Em seguida, o professor saltou &amp;agrave; porta, bateu-a com for&amp;ccedil;a contra os demais estudantes que entravam e tentou mant&amp;ecirc;-la fechada &amp;agrave; for&amp;ccedil;a, colocando um dos p&amp;eacute;s para tr&amp;aacute;s, para ter mais apoio, danificando a ma&amp;ccedil;aneta da porta. Percebendo o rid&amp;iacute;culo da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o &lt;br /&gt;professor recuou, foi at&amp;eacute; sua mesa, sacou seu aparelho de telefone celular e come&amp;ccedil;ou a fotografar o rosto dos estudantes da assembl&amp;eacute;ia. Percebendo amovimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, outros professores que passavam pelos corredores tentaram acalmar os &amp;acirc;nimos tanto do professor quanto dos estudantes, propondo que ali se estabelecesse o di&amp;aacute;logo. A partir da&amp;iacute;, Gabriel Araujo passou a dizer, &lt;br /&gt;ainda em estado alterado, que nenhum estudante estaria coagido a assistir suas aulas. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o recebo por cabe&amp;ccedil;a, portanto &amp;eacute; at&amp;eacute; melhor que eu tenha menos alunos na sala de aula&amp;rdquo;, disse provocativamente o professor. Disse isso tudo n&amp;atilde;o sem dirigir, de forma &lt;br /&gt;lament&amp;aacute;vel&lt;u&gt;&lt;span style="color: red"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;para um professor da universidade mais respeitada do pa&amp;iacute;s, palavras de baixo cal&amp;atilde;o a um dos diretores do CAELL, o centro acad&amp;ecirc;mico dos estudantes do curso de Letras da USP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este mesmo professor, semanas antes, entrara em conflito com o movimento estudantil, quando, segundo relatos, haveria agredido verbalmente uma aluna em uma paralisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na ocasi&amp;atilde;o os estudantes decidiram fechar uma das entradas do pr&amp;eacute;dio e deixar a outra aberta. Araujo, para espanto de todos, teria olhado de forma provocativa aos manifestantes e come&amp;ccedil;ado a empurrar &lt;br /&gt;agressivamente mesa e cadeira que ali estavam para cima de uma aluna, em uma tentativa brusca de for&amp;ccedil;ar passagem. Intimidada, nossa colega retirou-se rumo &amp;agrave; biblioteca. Tivemos relatos de que ele a teria seguido e apontado o &lt;br /&gt;dedo, de forma amea&amp;ccedil;adora. Segundo outras pessoas, que ouviam mas n&amp;atilde;o viam o incidente, ele estaria &amp;quot;berrando que nem um maluco&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse mesmo professor&lt;span style="color: red"&gt; &lt;/span&gt;teria caracterizado diversas vezes, em sala de aula e fora dela, o movimento de estudantes, professores e funcion&amp;aacute;rios de maneira pejorativa e caluniosa. Segundo alunos matriculados nesse semestre, nas duas mat&amp;eacute;rias lecionadas por ele, desde que a greve come&amp;ccedil;ou, o docente teria cobrado presen&amp;ccedil;a dos alunos, marcado prova e avisado por e-mail que o &lt;br /&gt;conte&amp;uacute;do da mesma seria dado durante o per&amp;iacute;odo de greve.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o, no m&amp;iacute;nimo, insensatas&lt;span style="color: red"&gt; &lt;/span&gt;as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste professor, cuja contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela USP s&amp;oacute; foi poss&amp;iacute;vel gra&amp;ccedil;as ao longo movimento grevista de 2002, que conquistou a maior contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores da hist&amp;oacute;ria da Faculdade. Entretanto, deixamos de nos surpreender, quando passamos a saber que, publicamente, Gabriel Antunes de Araujo &amp;eacute; partid&amp;aacute;rio de Jo&amp;atilde;o Grandino Rodas, &lt;br /&gt;o membro do CO respons&amp;aacute;vel pela relatoria da resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que autoriza a entrada da PM na universidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s todos os incidentes relatados acima, mostrando e confirmando que n&amp;atilde;o cederia ao di&amp;aacute;logo de forma alguma - di&amp;aacute;logo t&amp;atilde;o prezado e necess&amp;aacute;rio em uma universidade, local onde as diverg&amp;ecirc;ncias e o debate s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o imprescind&amp;iacute;veis &lt;br /&gt;quanto dispens&amp;aacute;veis s&amp;atilde;o a trucul&amp;ecirc;ncia, a for&amp;ccedil;a f&amp;iacute;sica, a amea&amp;ccedil;a moral e policial -, o professor resolveu continuar suas aulas no pr&amp;eacute;dio da Qu&amp;iacute;mica, para onde convocou seus alunos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes fatos aqui relatados foram colhidos de in&amp;uacute;meras testemunhas que assistiram, estupefatas, ao rol de arroubos c&amp;ecirc;nicos descontrolados do professor. Caso algum departamento, a Congrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou outra parte qualquer considere necess&amp;aacute;rio, n&amp;oacute;s podemos convocar essas testemunhas para relatar pessoalmente cada um desses lament&amp;aacute;veis acontecimentos protagonizados por um professor t&amp;atilde;o respeitado por sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o acad&amp;ecirc;mica, mas t&amp;atilde;o relapso em respeito &amp;agrave; democracia e ao debate de id&amp;eacute;ias, um fundamento indispens&amp;aacute;vel, para a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento na universidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpFirst"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Estudantes do curso de Letras da USP: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda de Moraes Brito &lt;br /&gt;Ana Beatriz da Costa Moreira &lt;br /&gt;Ana Cl&amp;aacute;udia Borguin &lt;br /&gt;Ant&amp;ocirc;nio Fernandes G&amp;oacute;es Neto &lt;br /&gt;Arielli Tavares Moreira &lt;br /&gt;Beatriz Cyrineo Pereira &lt;br /&gt;Carolina Solano Carrion &lt;br /&gt;Diego Navarro &lt;br /&gt;Diogo Moraes Leite &lt;br /&gt;Edilson da Silva Cruz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Emi Asakura &lt;br /&gt;Erika Pires &lt;br /&gt;Estev&amp;atilde;o Pascole&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Fernando Bustamante &lt;br /&gt;Fernando Peres Penteado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Francisco Cabral &lt;br /&gt;Gabriela Hip&amp;oacute;lito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Guilherme Augusto de Assis Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Gustavo Diniz de Faria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;&amp;Iacute;caro Francesconi Gatti &lt;br /&gt;Isadora Rebello&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;&amp;Iacute;sis Liberato Martins&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Ivan Antunes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Jo&amp;atilde;o Paulo de C&amp;aacute;ria Silva&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Jos&amp;eacute; Eduardo de Souza G&amp;oacute;es&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Jos&amp;eacute; Quibao Neto &lt;br /&gt;Julia de Almeida &lt;br /&gt;Juliana Lopes Miasso &lt;br /&gt;Kraly de Castella&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Lucas George&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Leandro Paix&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Luciana Placucci Vizzoto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Luiz Henrique Vieira Lins&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Maria J&amp;uacute;lia Alves Garcia Montero &lt;br /&gt;Marcilia Barros Brito &lt;br /&gt;Marina Almeida Nascimento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="EC_apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Micael Cimet Dattoli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt; &lt;br /&gt;Michel de Castro Sousa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Milena de Moura Barba&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Natalya Amaral Stabile &lt;br /&gt;Nathalia Canale Guerra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Oriana Harumi de Lima Tanaka&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Pablo Angyalossy Alfonso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Paula Aparecida Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Pedro Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Peter Mac Hamilton&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Raiana Araujo &lt;br /&gt;Rafael de Almeida Padial&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Rafael Zanvettor &lt;br /&gt;Renata Alves da Silva &lt;br /&gt;Ricardo Maciel &lt;br /&gt;S&amp;acirc;mia de Souza Bomfim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Simone Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Suelen A Pereira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="EC_apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Taila Virgine Costa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Tatiana Castro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Thais Fran&amp;ccedil;a Freire&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Vanessa Couto da Silva &lt;br /&gt;Vin&amp;iacute;cius de Lima Zaparoli&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle" style="margin-bottom: 12pt"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Vitor Mortara &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariamente, estudantes de outros cursos da USP:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Gabriela Iglesias - curso de ci&amp;ecirc;ncias sociais &lt;br /&gt;Luana Cordeiro Cardoso - Ci&amp;ecirc;ncias Sociais &lt;br /&gt;Ludmila Facella - Artes C&amp;ecirc;nicas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Amanda Freire &lt;span style="background: #ffffcc"&gt;de&lt;/span&gt; Sousa - Filosofia - USP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariamente: &lt;br /&gt;Diego Vilanova, professor da rede estadual &lt;br /&gt;Maicon Alves de Miranda, empres&amp;aacute;rio &lt;br /&gt;Maria Estela Veneziane, estudante de Psicologia da Unicsul &lt;br /&gt;Teila Cristina Veneziane, psic&amp;oacute;loga &lt;br /&gt;Ana Cristina Oliveira da Silva - Professora &lt;span style="background: #ffffcc"&gt;de&lt;/span&gt; Hist&amp;oacute;ria - Recife/PE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Rosa Guadalupe Soares Udaeta - historiadora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seguintes entidades e &amp;oacute;rg&amp;atilde;os representativos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;&lt;br /&gt;Gest&amp;atilde;o Ver Com Olhos Livres, do CAELL &lt;br /&gt;Comando de Greve dos Estudantes da Letras USP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;Assembl&amp;eacute;ia do curso de Letras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <title>comando da união sinistra! segunda, 27/07!</title>
    <published>2009-07-26T17:31:28Z</published>
    <updated>2009-07-26T17:39:30Z</updated>
    <content type="html">galera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa segunda , &amp;agrave;s 18h, no espa&amp;ccedil;o aqu&amp;aacute;rio, teremos mais um comando da unificado hist&amp;oacute;ria/geografia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a montagem da semana de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; muito bem estruturada. entretanto, falta acertamos alguns detalhes para que possamos, a paritr desta semana, divulg&amp;aacute;-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a id&amp;eacute;ia trocarmos id&amp;eacute;ia na segunda e nos proximos dias realizar uma for&amp;ccedil;a-tarefa de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o - crafts, panfletos, pain&amp;eacute;is e tudo&amp;nbsp; mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o nome da semana, ao que tudo indica, ser&amp;aacute;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Semana de debates: Mem&amp;oacute;rias, Realidades e Movimentos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;11/08 :: Ter&amp;ccedil;a - Painel sobre Univesp com C&amp;eacute;sar Minto&lt;br /&gt;no anfiteatro da Hist&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;12/08 :: Quarta - Debate sobre a Estrutura de Poder na Universidade com&lt;br /&gt;* Jos&amp;eacute; Pereira de Queiroz Neto (Geografia) &lt;br /&gt;* Carlos Guilherme Motta (Hist&amp;oacute;ria)&lt;br /&gt;* Pablo Ortelado (EACH/USP)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;no anfiteatro da Geografia&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;13/08 :: Quinta - Bate-Papo sobre Criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Movimentos Sociais&lt;br /&gt;Tribunal Popular, MST, MTST, Sintusp, Adusp, DCE, Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Moradores de Parais&amp;oacute;polis,Movimento da S&amp;atilde;o Jorge, integrante da ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pinheirinho, integrante da favela real parque&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No dia do bate-papo, na parte da tarde, ficaremos passando&amp;nbsp; v&amp;iacute;deos que os movimentos sociais produziram sobre as formas de criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vem sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no Espa&amp;ccedil;o Aqu&amp;aacute;rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;montaremos tamb&amp;eacute;m um painel sobre a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na greve para expor durante a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;14/08 :: Sexta - Festa&amp;nbsp; &amp;quot;Contra o Capital, Skol a&amp;nbsp;&amp;nbsp;um Real!&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com bandas e discotecgaem da r&amp;aacute;dio v&amp;aacute;rzea!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;no Espa&amp;ccedil;o Aqu&amp;aacute;rio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas as atividades, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o da festa, ser&amp;atilde;o das 17horas &amp;agrave;s 20:30&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;e vamo que vamo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;uni&amp;atilde;o sinistra que apavora e arrepia&lt;br /&gt;&amp;eacute; hist&amp;oacute;ria e geografia&amp;quot;&lt;/em&gt;</content>
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    <title>comando de mobilizaçao da união sinistra!</title>
    <published>2009-07-20T01:40:46Z</published>
    <updated>2009-07-20T01:40:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Ol&amp;aacute; pessoas,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;uacute;ltimo 13/07 houve mais um encontro do&amp;nbsp; Comando de Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Hist./Geo ou Geo/Hist.!&lt;br /&gt;Nessa reuni&amp;atilde;o fechamos a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da semana, ainda sem nome, que segue abaixo:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11/08 :: Ter&amp;ccedil;a - Painel sobre Univesp com C&amp;eacute;sar Minto&lt;br /&gt;no anfiteatro da Hist&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;12/08 :: Quarta - Debate sobre a Estrutura de Poder na Universidade com&lt;br /&gt;* Jos&amp;eacute; Pereira de Queiroz Neto (Geografia) &lt;br /&gt;* Carlos Guilherme Motta (Hist&amp;oacute;ria)&lt;br /&gt;* Pablo Ortelado (EACH/USP)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;no anfiteatro da Geografia&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;13/08 :: Quinta - Bate-Papo sobre Criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Movimentos Sociais&lt;br /&gt;Tribunal Popular, MST, MTST, Sintusp, Adusp, DCE, Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Moradores de Parais&amp;oacute;polis e o Movimento da S&amp;atilde;o Jorge.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;no Espa&amp;ccedil;o Aqu&amp;aacute;rio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;14/08 :: Sexta - Festa com banda e Skol a R$1,00 !!!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;no Espa&amp;ccedil;o Aqu&amp;aacute;rio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Todas as atividades, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o da festa, ser&amp;atilde;o das 17horas &amp;agrave;s 20:30&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;A pr&amp;oacute;xima reuni&amp;atilde;o, segunda-feira 20/07 &amp;agrave;s 18horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;uni&amp;atilde;o sinistra que apavora e arrepia&lt;br /&gt;&amp;eacute; hist&amp;oacute;ria e geografia&amp;quot;&lt;/em&gt;</content>
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    <title>Continuando a mobilização!</title>
    <published>2009-07-10T19:24:35Z</published>
    <updated>2009-07-10T19:25:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;br /&gt;Na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, houve o encontro do Comando de Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Geografia/Hist&amp;oacute;ria que discutiu, especificamente, a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma semana de atividades no momento do retorno &amp;agrave;s aulas, no segundo semestre.&lt;br /&gt;Algumas coisas foram encaminhadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Eixos:&lt;br /&gt;Os eixos ser&amp;atilde;o: Criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos Movimentos Sociais, &lt;br /&gt;Estrutura de Poder na USP e &lt;br /&gt;UNIVESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a princ&amp;iacute;pio as atividades acontecer&amp;atilde;o em tr&amp;ecirc;s dias na semana do dia 10/08. a id&amp;eacute;ia &amp;eacute; paralisar as aulas parcialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Formato:&lt;br /&gt;Este &amp;eacute; um ponto que se encontra em aberto, mas a ideia inicial &amp;eacute; que tenhamos um grupo de discuss&amp;atilde;o sobre Criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Movimentos Sociais, um debate sobre Estrutura de Poder na USP e um painel sobre a UNIVESP. Os nomes de quem ir&amp;aacute; compor cada mesa, tamb&amp;eacute;m se encontram em aberto, menos o painel que ser&amp;aacute; o C&amp;eacute;sar Minto da Adusp.&lt;br /&gt;- Houve uma boa discuss&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o o suficiente, sobre o Movimento Estudantil, sua estrutura de poder (afinal, se n&amp;oacute;s estamos discutindo a da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o universit&amp;aacute;ria, pq n&amp;atilde;o fazermos isso consoco?), aspectos que tangem a quest&amp;atilde;o da representatividade. Foi apontado de realizarmos algum tipo de atividade sobre este tema -&amp;nbsp; n&amp;atilde;o durante essa semana - para debatermos mais sobre esse ponto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro q n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o procuraremos ajuda do DCE. se eles tiverem interesse no q estamos realizando, eles q se juntem a n&amp;oacute;s. a iniciativa&amp;nbsp; parte da hist/geo, que caminharam durante toda a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no sentido contr&amp;aacute;rio ao DCE e seu comando de greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a id&amp;eacute;ia &amp;eacute; tentar expandir para os outros cursos, desde que consigamos solidific&amp;aacute;-lo na nossa querida rodovi&amp;aacute;ria. o que &amp;eacute; bem prov&amp;aacute;vel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O Pr&amp;oacute;ximo encontro est&amp;aacute; marcado para a segunda-feira (13/07) &amp;agrave;s 18horas no Aqu&amp;aacute;rio (Hist./Geo.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Nessa segunda, ent&amp;atilde;o, podemos nos organizar melhor para trocarmos id&amp;eacute;ia nos outros cursos, seja para falarmos com os outras pessoas e&amp;nbsp;CAs como para escrevero panfletos e distribu&amp;iacute;-los. E tamb&amp;eacute;m para dar prosseguimento &amp;agrave;s formas e conte&amp;uacute;dos dos eventos e as pessoas que convidaremos!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;at&amp;eacute; segunda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bom feriado! (pelo menos pra isso a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o? constitucionalista serviu!)&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;</content>
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    <title>TRIBUNAL POPULAR</title>
    <published>2009-07-10T19:19:47Z</published>
    <updated>2009-07-10T19:19:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;br /&gt;Galera, o tribunal popular j&amp;aacute; existe h&amp;aacute; um tempo.&lt;br /&gt;Essa se&amp;ccedil;&amp;atilde;o de agosto busca se contrapor &amp;agrave; confer&amp;ecirc;ncia nacional de seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica que o governo federal ir&amp;aacute; realizar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;VAMO AE!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mail.google.com/mail/?attid=0.1&amp;amp;disp=emb&amp;amp;view=att&amp;amp;th=122661368d195f64" alt="" /&gt;</content>
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    <title>O que será da Universidade de São Paulo no futuro?</title>
    <published>2009-07-08T19:13:40Z</published>
    <updated>2009-07-08T19:13:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;em&gt;por Cristiano, 4&amp;ordm; Ano, Hist&amp;oacute;ria&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Basta caminhar pelas unidades da USP para rapidamente obter a resposta. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ancoradas na&amp;nbsp; Universidade est&amp;atilde;o funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es milion&amp;aacute;rias que faturam pesado comercializando com a &amp;ldquo;marca&amp;rdquo; USP, cursos, consultorias, pesquisas e estudos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Se por um lado o sistema de vestibular sepulta os sonhos de milhares de jovens, da entrada em uma universidade p&amp;uacute;blica, as funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es por outro, cobrando caro, a peso de ouro, possibilitam a entrada na USP de pessoas dispostas a desembolsarem uma fortuna, muitas vezes patrocinadas por empresas, para polirem seus curr&amp;iacute;culos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Qual a correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a falta de democracia na Universidade e a prolifera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de institutos e funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es? &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;At&amp;eacute; que ponto a democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos processos decis&amp;oacute;rios n&amp;atilde;o colocaria em risco as atividades milion&amp;aacute;rias destas pessoas que de maneira vergonhosa privatizaram uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ensino que deveria ser p&amp;uacute;blica? Que tipo de servi&amp;ccedil;o esta gente est&amp;aacute; prestando? &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; O que ser&amp;aacute; da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo no futuro? &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O que s&amp;atilde;o as funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es hoje! Lugar de venda de conhecimento e apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vultosos lucros sem qualquer compromisso com inclus&amp;atilde;o social, reflex&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica, forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana, enfim s&amp;atilde;o empresas de ensino voltadas para o mercado consumidor (para quem tem dinheiro para pagar!). A privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; ocorreu. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Quanto vale a marca USP? &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Por exemplo, um mestrado em Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Fia, funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ligada &amp;agrave; Fea-Usp, custa &amp;agrave; Vista: R$ 53.100,00!!. &lt;br /&gt;No site &lt;a href="http://www.fia.com.br"&gt;www.fia.com.br&lt;/a&gt; informam que j&amp;aacute; formaram mais de 6.000 pessoas nos cursos de MBA&amp;acute;s em 16 anos de atividades; ou seja&amp;nbsp; 6.000 pessoas&amp;nbsp; x R$ 30.000,00 (custo m&amp;eacute;dio de um MBA) = R$ 180.000.000,00!!!. Que espet&amp;aacute;culo de servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico prestado! &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Outro magn&amp;iacute;fico exemplo &amp;eacute; o trabalho da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Carlos Alberto Vanzolini (&lt;a href="http://www.vanzolini.org.br"&gt;www.vanzolini.org.br&lt;/a&gt;). Seus belos an&amp;uacute;ncios, todos os domingos nos principais cadernos de empregos de S&amp;atilde;o Paulo, s&amp;atilde;o p&amp;eacute;rolas! Prestam o magn&amp;iacute;fico servi&amp;ccedil;o de venda de cursos de extens&amp;atilde;o e MBA a profissionais de mercado com a &amp;ldquo;grife&amp;rdquo; USP. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Que Usp queremos? O que est&amp;aacute; em jogo no processo de Democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Quanto vale a marca USP? &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A Usp, ainda, &amp;eacute; p&amp;uacute;blica e gratuita! Dias de luta!&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;</content>
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    <title>Calendário dos Professores para a Reposição.</title>
    <published>2009-07-08T12:32:16Z</published>
    <updated>2009-07-25T23:01:48Z</updated>
    <content type="html">&lt;span style="color: rgb(255,0,0)"&gt;Segue abaixo o calend&amp;aacute;rio de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de alguns professores. Estas s&amp;atilde;o informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a Comiss&amp;atilde;o de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o conseguiu diretamente com os docentes por e-mail. Elas est&amp;atilde;o selecionadas por ordem alfab&amp;eacute;tica de curso e professor. Conforme formos recebendo informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais atualizadas, colocaremos aqui no blog. Uma observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o importante &amp;eacute; de que&amp;nbsp;a Comiss&amp;atilde;o de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; aberta a todos que tenham interesse em participar.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria Antiga I&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Francisco Murari Pires&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Os informes sobre o curso est&amp;atilde;o sendo dados pelo site do programa em que ficaram definidas as datas de entrega dos trabalhos mais a Recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como, no caso do professor, as aulas finais do curso previstas no programa foram editadas no mesmo site em raz&amp;atilde;o de sua viagem, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; aulas a repor. Estar&amp;aacute; no Departamento nas segundas-feiras durante o m&amp;ecirc;s de julho para atendimento dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Marcelo Rede&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;AVISO&lt;br /&gt;As aulas de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o consistir&amp;atilde;o de exerc&amp;iacute;cios de an&amp;aacute;lise, conduzidos pelo professor, dos documentos que compunham os semin&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o realizados. &amp;Eacute; portanto indispens&amp;aacute;vel que os alunos estejam munidos da Apostila de Semin&amp;aacute;rio do curso.&lt;br /&gt;CALEND&amp;Aacute;RIO&lt;br /&gt;Vespertino: 27/7 e 3/8&lt;br /&gt;Noturno: 28/7 e 4/8&lt;br /&gt;RECUPERA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;br /&gt;A atividade de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o consiste de uma an&amp;aacute;lise documental a ser entregue, por escrito, at&amp;eacute; o dia 22 de julho de 2009, impreterivelmente.&lt;br /&gt;A base documental &amp;eacute; composta pelas fontes de um dos semin&amp;aacute;rios do curso, a ser escolhido pelo aluno, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquele realizado durante o semestre. Todos os documentos do semin&amp;aacute;rio devem ser levados em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o na an&amp;aacute;lise. A an&amp;aacute;lise deve articular os documentos com as aulas expositivas e as leituras realizadas no decorrer do semestre.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;- Marlene Suano&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dias 6 e 7 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria Contempor&amp;acirc;nea I&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Francisco Alambert&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Ter&amp;aacute; duas aulas de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o: dia 23 e 30/07 (noturno)/24/7 e 01/08 (vespertino). Os textos destas aulas ser&amp;atilde;o aqueles correspondentes &amp;agrave;s unidades 2 (textos de Marx - do 18 Brum&amp;aacute;rio apenas a primeira parte) e 3.&lt;br /&gt;O &amp;uacute;ltimo dia para a entrega do relat&amp;oacute;rio, que ser&amp;aacute; o &amp;uacute;nico trabalho do curso, ser&amp;aacute; o dia 23 ou 24 de julho.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Lincoln&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;CALEND&amp;Aacute;RIO DE RECUPERA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;br /&gt;27 de julho - As provas estar&amp;atilde;o no xerox (para fazer em casa).&lt;br /&gt;7 de agosto - Data M&amp;aacute;xima para a entrega das provas na secretaria at&amp;eacute; &amp;agrave;s 20h (pedir para deixar no escaninho do professor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria da Am&amp;eacute;rica Colonial&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Eduardo Natalino dos Santos&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;ADAPTA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES NO PROGRAMA&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A &amp;uacute;ltima aula do M&amp;oacute;dulo IV (aula 13) e a aula de encerramento (aula 15) n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o ministradas;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A 2&amp;ordf;. prova n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; realizada e a nota da 1&amp;ordf;. (que em princ&amp;iacute;pio valia de 0 a 5 pontos) ser&amp;aacute; duplicada, ou seja, valer&amp;aacute; de 0 a 10 pontos;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Caso algum aluno ainda n&amp;atilde;o tenha entregado o trabalho, dever&amp;aacute; faz&amp;ecirc;-lo at&amp;eacute; o dia 8 de julho (deixando-o em minha sala, caso eu l&amp;aacute; esteja, ou na Secretaria do Depto. de Hist&amp;oacute;ria);&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nota final ser&amp;aacute;, portanto, calculada pela m&amp;eacute;dia simples entre a nota da prova j&amp;aacute; realizada (0 a 10 pontos) e a nota do trabalho (0 a 10 pontos);&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Os alunos que n&amp;atilde;o atingirem a nota m&amp;iacute;nima far&amp;atilde;o a Recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o (segundo os crit&amp;eacute;rios previstos no programa da disciplina).&lt;br /&gt;CRONOGRAMA DA REPOSI&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O E DA RECUPERA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;20 e 21 de julho &amp;ndash; Aula 11 (nestes dias, os trabalhos corrigidos e comentados ser&amp;atilde;o devolvidos e as notas e frequ&amp;ecirc;ncias finais ser&amp;atilde;o divulgadas);&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;27 e 28 de julho &amp;ndash; Aula 12;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;3 e 4 de agosto &amp;ndash; Recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o: realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nova prova sobre os m&amp;oacute;dulos I, II e III (aulas anteriores &amp;agrave; greve) ou entrega de trabalho refeito, dependendo da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que o aluno tenha tido o desempenho menos satisfat&amp;oacute;rio (vide Crit&amp;eacute;rios de Recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o no programa).&lt;br /&gt;.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 7 de agosto &amp;ndash; Divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das notas de Recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Horacio Guti&amp;eacute;rrez&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;CALEND&amp;Aacute;RIO&lt;br /&gt;Dias 20/21 de julho (vespertino/noturno) : Aula (Estados Unidos)&lt;br /&gt;Dias 27/28 de julho (vespertino/noturno): Aula (reformas borb&amp;ocirc;nicas e rebeli&amp;otilde;es)&lt;br /&gt;Dias 3/4 de agosto (vespertino/noturno): Prova Final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria da Am&amp;eacute;rica Independente &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;- J&amp;uacute;lio&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;AULAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;As &amp;uacute;ltimas aulas ficam, ent&amp;atilde;o, agendadas para: 20.07, segunda, vespertino: aulas sobre Rod&amp;oacute; e Octavio Paz; 21.07, ter&amp;ccedil;a, noturno: aula sobre Octavio Paz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;RECUPERA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Aqueles que desejarem fazer a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, devem entregar at&amp;eacute; o dia 28 de julho: an&amp;aacute;lise do texto extra&amp;iacute;do de &lt;em&gt;Facundo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e lido durante o curso; resenha de &lt;em&gt;Ariel&lt;/em&gt;, de Jos&amp;eacute; Enr&amp;iacute;que Rod&amp;oacute;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Maria L&amp;iacute;gia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Problemas individuais ser&amp;atilde;o resolvidos pessoalmente no rein&amp;iacute;cio das aulas.&lt;br /&gt;Calend&amp;aacute;rio de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;br /&gt;20/21-07 &amp;ndash; Dois semin&amp;aacute;rios:&lt;br /&gt;1)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cultura Popular&lt;br /&gt;2)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hist&amp;oacute;ria, paisagem e na&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;br /&gt;27/28-07 &amp;ndash; Semin&amp;aacute;rio: Constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es identit&amp;aacute;rias&lt;br /&gt;27/28-07 &amp;ndash; Entrega de relat&amp;oacute;rios (referentes &amp;agrave; terceira unidade)&lt;br /&gt;03/04-08 &amp;ndash; Semin&amp;aacute;rio: Pensando as identidades latino-americanas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pinturas&lt;br /&gt;03/04-08 - Entrega de relat&amp;oacute;rios (referentes &amp;agrave; quarta unidade)&lt;br /&gt;03/04-08 &amp;ndash; Entrega do trabalho optativo&lt;br /&gt;03/04-08 &amp;ndash; Proposta do tema da prova final a ser realizada em casa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entrega no dia seguinte.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;07-08 &amp;ndash; 17h30 - Recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o (diurno e noturno) &amp;ndash; Prova a ser feita&amp;nbsp;em classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Hist&amp;oacute;ria da Cultura I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carlos Nogueira&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;AULAS&lt;br /&gt;Far&amp;aacute; a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aulas nos dias 30 de julho e 06 de agosto.&lt;br /&gt;TRABALHO&lt;br /&gt;Aos alunos que estavam em greve, podem fazer o trabalho e enviar ao professor.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Hist&amp;oacute;ria das Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- M&amp;aacute;rcia Berbel&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;Encontrar&amp;aacute; os alunos no dia 22 de julho, &amp;agrave;s 14h, para decidir a data da prova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Hist&amp;oacute;ria do Brasil Colonial I&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;u&gt;- Jo&amp;atilde;o Paulo&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;AULAS&lt;br /&gt;06/08, quinta-feira, 19:30: aula n.9, &amp;quot;O debate em torno do Antigo Sistema Colonial&amp;quot; (s&amp;oacute; para o noturno)&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;13/08, quinta-feira, 19:30: aula n.10, &amp;quot;A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do territ&amp;oacute;rio&amp;quot; (s&amp;oacute; para o noturno)&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;15/08, s&amp;aacute;bado, 10:00 hs., aula n.11, &amp;quot;Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o colonial&amp;quot; (noturno e vespertino juntos)&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;22/08, s&amp;aacute;bado, 10:00 hs., aula n.12, &amp;quot;Fundamentos da sociedade colonial&amp;quot; (noturno e vespetino juntos)&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;OBSERVA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O &lt;br /&gt;Aos alunos, esta reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; facultativa. Ela n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sujeita a controle de presen&amp;ccedil;a ou mudan&amp;ccedil;a das notas j&amp;aacute; atribu&amp;iacute;das.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Pedro Puntoni&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Retomada das aulas dias 20 (noite) e 21 (tarde) de julho, dias em que explicar&amp;aacute; as mudan&amp;ccedil;as quanto &amp;agrave; sistem&amp;aacute;tica da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;CALEND&amp;Aacute;RIO&lt;br /&gt;20/7 e 21/7: O escravismo moderno: a conquista da &amp;Aacute;frica e o tr&amp;aacute;fico de escravos.&lt;br /&gt;27/7 e 28/7: Senhores e lavradores.&lt;br /&gt;03/8 e 4/8: A sociedade escravista: formas de resit&amp;ecirc;ncia e legitima&amp;ccedil;&amp;atilde;o; entrega da prova escrita [peso 8 (turma da noite) peso 5 (turma da tarde)].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Rodrigo Ricupero&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguir&amp;aacute; o calend&amp;aacute;rio de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o proposto:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia 20 e 21/7 Textos 10 A, B e C (entrega dos fichamentos)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia 27 e 28/7 Textos 11 A, B e C (entrega dos fichamentos)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia 03 e 04/8 Textos 12 A e B (entrega dos fichamentos)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PROVA FINAL&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda n&amp;atilde;o decidiu se mantem a prova final para toda a turma ou apenas para os alunos que n&amp;atilde;o foram bem na primeira avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Com certeza, ainda dar&amp;aacute; mais um&amp;nbsp;pequeno trabalho&amp;nbsp;para complementar a nota de exerc&amp;iacute;cios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;OBSERVA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dada a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de greve os alunos que n&amp;atilde;o entregaram a primeira avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o exerc&amp;iacute;cio do texto do Nassau devem procurar o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Hist&amp;oacute;ria do Brasil Independente I&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Esmeralda Blanco B. de Moura.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Iniciar&amp;aacute; a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em 20 de julho e&amp;nbsp;a terminar&amp;aacute; em 03 de agosto com a possibilidade, se necess&amp;aacute;rio, de usar um dia a mais em uma das semanas. Se precisar usar mais um dia em uma das semanas usarei ou a quarta ou a quinta-feira, ap&amp;oacute;s consultar os alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Maria Helena P. T. Machado&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;AULAS&lt;br /&gt;20 e 21 de julho, 27 e 28 de julho e 3 e 4 de agosto.&lt;br /&gt;O curso prosseguir&amp;aacute; de onde foi interrompido (aula 10). Cobrir&amp;aacute; mais de um item do programa por aula, portanto os alunos devem comparecer com o m&amp;aacute;ximo de leituras feitas para acompanhar as discuss&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;As aulas t&amp;ecirc;m como objetivo a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conte&amp;uacute;do da mat&amp;eacute;ria. Alunos que, por motivo de for&amp;ccedil;a maior, estiverem ausentes no per&amp;iacute;odo n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o penalizados com faltas.&lt;br /&gt;TRABALHO&lt;br /&gt;Data m&amp;aacute;xima de entrega: 20 de julho.&lt;br /&gt;Pede aos alunos que puderem entregar antes da data limite o fa&amp;ccedil;am. Caso n&amp;atilde;o encontrem a professora ou a monitora, favor colocar o trabalho por debaixo da porta da sala da professora Maria Helena, a O1, e mandar e-mail registrando a entrega para &lt;a href="mailto:mairachinelatto@gmail.com"&gt;&lt;span style="color: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;u&gt;mairachinelatto@gmail.&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span&gt;com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com nome e n&amp;uacute;mero USP.&lt;br /&gt;A nota do curso ser&amp;aacute; aquela do trabalho.&lt;br /&gt;PROVA E RECUPERA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o haver&amp;aacute; prova como meio normal de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do curso ser&amp;aacute; realizada nos dias 3 e 4 de agosto, atrav&amp;eacute;s de prova de toda a mat&amp;eacute;ria com consulta.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- M&amp;ocirc;nica Dantas&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;CALEND&amp;Aacute;RIO&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;28/07 (ter&amp;ccedil;a-feira) - Tema 9&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;01/08 (s&amp;aacute;bado) - Tema 10&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;04/08 (ter&amp;ccedil;a-feira) - Temas 11 e 12&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;PROVA&lt;br /&gt;Estar&amp;atilde;o dispensados da&amp;nbsp;segunda prova todos os que tiverem obtido 5 (cinco) ou mais. Para aqueles que n&amp;atilde;o tiverem alcan&amp;ccedil;ado nota 5,0, dar&amp;aacute; uma outra prova para ser feita em casa.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria do Cotidiano&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Marina&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m aulas a repor, estar&amp;aacute; recebendo os trabalhos at&amp;eacute; dia 20/07 e dar&amp;aacute; a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dia 05/08 no hor&amp;aacute;rio de aula, em sala. Os trabalhos podem ser deixados na secretaria caso n&amp;atilde;o a encontrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria Econ&amp;ocirc;mica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;- Vera Ferlini&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;AULAS&lt;br /&gt;Reiniciar&amp;atilde;o dia 20/08. Nesse dia, redefinir&amp;atilde;o o cronograma das aulas durante a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e discutir&amp;atilde;o os seguintes textos: SOUBOUL, Albert. &amp;ldquo;Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o e medida em hist&amp;oacute;ria social&amp;rdquo;. In: GODINHO,Vitorino Magalh&amp;atilde;es. Hist&amp;oacute;ria social: problemas, fontes e m&amp;eacute;todos. Trad Port. Lisboa: Cosmos, 1993, pp. 25-44. / LABROUSSE, Ernest. &amp;ldquo;La crisis de la economia fracesa al final Del Antiguo Regimen y al principio de la Revolucion&amp;rdquo;. In: Flutuaciones econ&amp;ocirc;micas e historia social. Trad. Esp. Madri: Editorial Tecnos, 1973. Pp. 337-372. / VILAR, Pierre. Iniciaci&amp;oacute;n al vocabul&amp;aacute;rio Del an&amp;aacute;lisis hist&amp;oacute;rico. 3&amp;ordf; Ed. Trad. Esp. Barcelona: Editora critica, 1981, pp. 51-105.&lt;br /&gt;TRABALHOS&lt;br /&gt;Os trabalhos dever&amp;atilde;o ser entregues at&amp;eacute; o dia 03/08/2008. Os alunos que j&amp;aacute; entregaram, se quiserem, poder&amp;atilde;o refaz&amp;ecirc;-los, at&amp;eacute; essa data.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Hist&amp;oacute;ria e Fontes Visuais&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;u&gt;- Marcos Silva&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; feita dentro do calend&amp;aacute;rio informado pela faculdade: de 20 de julho a 7 de agosto. A reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; rigorosamente integral.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;Hist&amp;oacute;ria Ib&amp;eacute;rica &lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Ana Paula&lt;/u&gt;&lt;span style="text-decoration: underline"&gt; Megiani&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vespertino (2 aulas) - 22 e 29 de julho&lt;br /&gt;Noturno (3 aulas) - 24 e 31 de julho e 7 de agosto &lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;- &amp;Iacute;ris&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Vespertino: 29 de julho. Encerramento do curso e reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aula.&lt;br /&gt;Noturno: 30 de julho: Reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o; 31 de julho: Reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Encerramento do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Vera Ferlini&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;AULAS&lt;br /&gt;Reiniciar&amp;atilde;o dias 22 e 24/08. Nesses dias, redefinir&amp;atilde;o o cronograma das aulas durante a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e realizar&amp;atilde;o a aula sobre Iquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na qual o curso havia sido interrompido.&lt;br /&gt;TRABALHOS&lt;br /&gt;Os trabalhos dever&amp;atilde;o ser entregues at&amp;eacute; o dia 03/08/2008. Os alunos que j&amp;aacute; entregaram, se quiserem, poder&amp;atilde;o refaz&amp;ecirc;-los, at&amp;eacute; essa data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria Medieval &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;- Ana Paula T. Magalh&amp;atilde;es&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Aulas est&amp;atilde;o encerradas. Haver&amp;aacute; uma prova de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o no dia 23/07, &amp;agrave;s 19h30, na sala Caio Prado Jr.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria Moderna I&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- Carlos Zeron&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Retomar&amp;aacute; as aulas nos dias 15 e 16 de julho. Nas tr&amp;ecirc;s semanas de julho, concluir&amp;aacute; o programa previsto originalmente (tr&amp;ecirc;s aulas sobre o Estado moderno e discuss&amp;atilde;o dos textos de Jean Bodin, Francisco de Vit&amp;oacute;ria e Juan de Mariana).&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Devido ao fato de muitos alunos j&amp;aacute; terem assumido outros compromissos (Anpuh, Eneh, viagens, trabalhos), e devido ainda ao prazo para a entrega de notas finais determinado pela Pr&amp;oacute;-reitoria de Gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o (incluindo as de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cf. artigo 1&amp;ordm;. da Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o), n&amp;atilde;o far&amp;aacute; a prova final. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; feita com base apenas na resenha.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Considerar&amp;aacute; as resenhas de Bodin, Vitoria e Mariana entregues nesta primeira semana de julho, mas aceitar&amp;aacute; a sua substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, at&amp;eacute; as datas de discuss&amp;atilde;o dos respectivos textos (Bodin: 15 e 16/7; Vitoria: 22 e 23/7; Mariana: 29 e 30/7), daqueles alunos que assim o desejarem. (Importante: conforme est&amp;aacute; abrindo esta possibilidade, esclarece desde j&amp;aacute; que n&amp;atilde;o corrigir&amp;aacute; as resenhas que foram entregues at&amp;eacute; as respectivas datas de discuss&amp;atilde;o dos textos, de maneira que n&amp;atilde;o responder&amp;aacute; a perguntas sobre a opini&amp;atilde;o quanto &amp;agrave; necessidade ou n&amp;atilde;o de fazer tal substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o).&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A primeira semana de agosto ser&amp;aacute; dedicada exclusivamente &amp;agrave;s provas orais de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a serem realizadas no hor&amp;aacute;rio normalmente reservado &amp;agrave;s aulas (dias 5 e 6/8, respectivamente 4&amp;ordf; feira noturno e 5&amp;ordf; feira vespertino).&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&amp;middot;&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da primeira nota fica prevista para o dia 3/8. As notas finais, incluindo as de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no dia 7/8.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Hist&amp;oacute;ria Visual e Ensino&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;u&gt;- Maur&amp;iacute;cio Cardoso&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Vai fazer o calend&amp;aacute;rio esta semana e encaminhar para o maling. Por enquanto, dar&amp;aacute; as aulas de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o definidas pelo calend&amp;aacute;rio, a partir do dia 20 de julho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Metodologia da Hist&amp;oacute;ria I&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;- Marcos Silva&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Far&amp;aacute; a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro do calend&amp;aacute;rio que foi informado pela Faculdade: de 20/7 a 7/8.&lt;br /&gt;Combinar&amp;aacute; com os alunos uma estrat&amp;eacute;gia para compensar uma aula que faltaria em termos lineares (talvez usar um s&amp;aacute;bado).&lt;/p&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Teoria da Hist&amp;oacute;ria I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-Elias&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;AULAS&lt;br /&gt;Ser&amp;aacute; feita a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da aula final, nos dias 5/8(quarta-feira) e 7/9(sexta-feira) nos hor&amp;aacute;rios normais do vespertino e noturno. Oportunamente, enviar&amp;aacute; o esquema pr&amp;eacute;vio desta ultima aula. &lt;br /&gt;AVALIA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;br /&gt;Os prazos para entrega da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficam mantidos. Contudo, quem tiver dificuldades para entregar at&amp;eacute; dia 8/7, pode depositar na&amp;nbsp;sala do professor, at&amp;eacute; 17/7. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;</content>
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    <title>Calendário da Semana!</title>
    <published>2009-07-07T15:55:20Z</published>
    <updated>2009-07-07T15:55:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium"&gt;&lt;span style="color: #ff0000"&gt;TER&amp;Ccedil;A, 07/07&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #ff0000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;18h -&amp;nbsp; HIST&amp;Oacute;RIA E GEOGRAFIA&amp;nbsp; (uni&amp;atilde;o sinistra!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; COMANDO UNIFICADO DE MOBILIZA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span&gt;19H30 - REUNI&amp;Atilde;O DO COMIT&amp;Ecirc; DE COMUNICA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DA HIST&amp;Oacute;RIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20h00 - Grupo de estudos: ensino na hist&amp;oacute;ria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content>
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    <title>     O BONDE DA HISTÓRIA</title>
    <published>2009-07-05T17:21:53Z</published>
    <updated>2009-07-05T17:21:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;span style="font-size: smaller"&gt;&lt;em&gt;por Lu&amp;iacute;s Branco&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A greve do primeiro semestre de 2009 na USP ficar&amp;aacute; marcada pela lat&amp;ecirc;ncia da crise das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de poder e representatividade da Universidade. Seu fim, sem a conquista das pautas mais evidenciadas, embora nos d&amp;ecirc;em um gosto amargo, parece dessa vez n&amp;atilde;o significar um momento alto de desgaste, procedido de um per&amp;iacute;odo de &amp;ldquo;ressaca&amp;rdquo;. Pelo contr&amp;aacute;rio, a simult&amp;acirc;nea sa&amp;iacute;da das 3 categorias (a assembl&amp;eacute;ia geral dos estudantes,&amp;nbsp; ainda n&amp;atilde;o deliberou o seu fim, mas a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; a sa&amp;iacute;da da greve, seguindo o posicionamento das assembl&amp;eacute;ias de curso, que definiram por sua suspens&amp;atilde;o - casos da Hist&amp;oacute;ria, Geografia e Filosofia), articuladas no sentido de n&amp;atilde;o s&amp;oacute; questionar, mas concretamente alterar a estrutura de poder na USP, significa que, para al&amp;eacute;m das pautas espec&amp;iacute;ficas de cada categoria e a despeito de seus posicionamentos e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas diferentes, (essa discuss&amp;atilde;o fica para um outro texto) como est&amp;aacute; a USP n&amp;atilde;o fica: chegamos ao limite.&amp;nbsp; A tens&amp;atilde;o ser&amp;aacute; a t&amp;ocirc;nica do pr&amp;oacute;ximo semestre. &amp;Eacute; bom lembrar que haver&amp;aacute; elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o para reitor. A mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o estudantil no curso de Hist&amp;oacute;ria certamente continuar&amp;aacute; forte nesse segundo semestre; ainda que com algumas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, uma profunda reflex&amp;atilde;o sobre o momento o qual estamos passando e a real possibilidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva nele, foram constru&amp;iacute;das nesse m&amp;ecirc;s de junho. A id&amp;eacute;ia aqui &amp;eacute; dividir com todos o que foi, ent&amp;atilde;o, esse processo na Hist&amp;oacute;ria, sua mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e suas perspectivas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do di&amp;aacute;logo e a (in)conseq&amp;uuml;ente op&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reitoria pela entrada do aparato militar para repress&amp;atilde;o propiciou uma r&amp;aacute;pida resposta de parte da comunidade universit&amp;aacute;ria, indignada com a presen&amp;ccedil;a da PM no campus para &amp;ldquo;mediar&amp;rdquo; as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre as categorias.&amp;nbsp; Os estudantes do curso de Hist&amp;oacute;ria deliberaram por greve no mesmo dia, como rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata &amp;agrave; essa atitude. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Durante os dois dias seguintes, a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no curso se deu por passagem nas salas no sentido de paralis&amp;aacute;-las, conversando com os colegas e docentes sobre os motivos da greve. A partir do terceiro, barricadas, para impedir os fura-greves e for&amp;ccedil;ar o di&amp;aacute;logo e o posicionamento de professores e estudante, que se colocavam como indiferentes &amp;agrave; grave situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o presente da USP, completamente fora de sua normalidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;A conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia das barricadas foi o tensionamento no departamento. A direita dos alunos se organizou para desmontar as cadeiras que bloqueavam os corredores na surdina, para jog&amp;aacute;-las nos grevistas, chamar a pol&amp;iacute;cia para garantir o t&amp;atilde;o propalado &amp;ldquo;direito de ir e vir&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;direito de ter aula&amp;ldquo;. A chefia do departamento, compreendendo o grave momento que se colocava, convocou uma plen&amp;aacute;ria departamental para discutir o momento. Com boa presen&amp;ccedil;a de discentes e docentes, a plen&amp;aacute;ria girou em torno do fato de estudantes e professores desrespeitarem os f&amp;oacute;runs das categorias e as suas decis&amp;otilde;es.&amp;nbsp; A maioria dos presentes se colocou como preocupada em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a isso: &amp;eacute; evidente que os f&amp;oacute;runs de delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o possuem problemas, por&amp;eacute;m eles s&amp;atilde;o os espa&amp;ccedil;os coletivos , p&amp;uacute;blicos de discuss&amp;atilde;o. Se existem problemas, cabe a todos tentar melhora-los, quem sabe at&amp;eacute; transform&amp;aacute;-los, para que eles recuperem sua legitimidade. Decis&amp;otilde;es e posicionamentos individualistas foram amplamente lamentados, rejeitados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o n&amp;iacute;vel de hostilidades era crescente entre os estudantes e que alguns professores n&amp;atilde;o iriam respeitar a decis&amp;atilde;o do movimento estudantil da hist&amp;oacute;ria de paralisar as aulas por completo, passou pela quest&amp;atilde;o de que esse tensionamento se dava muito pela inexist&amp;ecirc;ncia de um canal de di&amp;aacute;logo, de um debate, franco entre os indiv&amp;iacute;duos que comp&amp;otilde;e o departamento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;A partir disso, estudantes e professores buscaram criar esse espa&amp;ccedil;o de di&amp;aacute;logo. O resultado foram os chamados bate-papo semanais, &amp;agrave;s quartas-feiras, em que professores e estudantes exp&amp;otilde;e da maneira mais livre poss&amp;iacute;vel, suas vis&amp;otilde;es sobre a greve, os problemas do departamento, an&amp;aacute;lises e propostas sobre a USP. Foram at&amp;eacute; agora quatro quartas-feiras muito interessantes. Se a primeira come&amp;ccedil;ou com uma s&amp;eacute;rie de desabafos pessoais sobre o que significava a universidade, a greve, o curso de hist&amp;oacute;ria para cada um (o que demonstra realmente a ent&amp;atilde;o falta de espa&amp;ccedil;o para se debater publicamente uma s&amp;eacute;rie de quest&amp;otilde;es), a &amp;uacute;ltima terminou com id&amp;eacute;ias sobre qual &amp;eacute; o papel da Faculdade Filosofia na Universidade, na sociedade; sobre a estrutura de poder no departamento e na USP, o que significa uma greve; que tipo de estudante entra na Hist&amp;oacute;ria, que tipo de historiador, de cidad&amp;atilde;o estamos formando, que tipo de professor entra no departamento; o car&amp;aacute;ter pol&amp;iacute;tico das aulas ministradas, o papel do professor, a estrutura curricular do curso, o car&amp;aacute;ter das pesquisas, o peso do CNPQ e da FAPESP, as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pesquisa oferecidas na gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na p&amp;oacute;s,&amp;nbsp; a falta de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre elas...Enfim, uma s&amp;eacute;rie de reflex&amp;otilde;es h&amp;aacute; tanto tempo acumuladas individualmente ou guardada por poucos grupos e que agora se abrem para o esfor&amp;ccedil;o de pensar coletivo, um esfor&amp;ccedil;o de se elaborar projetos coletivos de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Garantido esse espa&amp;ccedil;o e que o respeito &amp;agrave;s decis&amp;otilde;es tomadas coletivamente seriam respeitadas, as barricadas deixaram de cumprir o seu papel, fundamental, ali&amp;aacute;s, para que ocorresse efetivamente uma mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa e complexa no curso. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;As plen&amp;aacute;rias dos estudantes de Hist&amp;oacute;ria durante o per&amp;iacute;odo em que a greve esteve vigente, sempre giraram em torno de 100 alunos &amp;ndash; um n&amp;uacute;mero muito significativo. Diferentemente das assembl&amp;eacute;ias gerais, com seus v&amp;iacute;cios, conchavos, manobras e marca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es intransigentes de certos grupos partid&amp;aacute;rios, as plen&amp;aacute;rias da hist&amp;oacute;ria, embora cansativas como toda plen&amp;aacute;ria, correram num clima de respeito as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, discuss&amp;otilde;es intensas e complexas sobre as pautas da greve- superando, inclusive, essas. A pen&amp;uacute;ltima, nem mesa tinha &amp;ndash; e funcionou muito bem! Isso se deve muito ao grande e intenso envolvimento dos estudantes aut&amp;ocirc;nomos, militantes independentes &amp;ndash; sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o permite que as diferen&amp;ccedil;as possam coexistir e serem discutidas, proporcionando uma radicaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate e das tomadas de posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Assim, os partidos pol&amp;iacute;ticos s&amp;atilde;o impossibilitados de se tornarem &amp;ldquo;a vanguarda do movimento&amp;rdquo; (argh!) : n&amp;atilde;o conseguem paut&amp;aacute;-lo e delimit&amp;aacute;-lo politicamente. N&amp;atilde;o engessam o processo de reflex&amp;atilde;o e radicaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que esvazia o pr&amp;oacute;prio movimento.&amp;nbsp; Foram obrigados a de fato dialogarem e a construir verdadeiramente com os seus colegas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Durante, ent&amp;atilde;o, o processo de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nos bate-papos de quarta, nas plen&amp;aacute;rias estudantis e nos comandos de greve, uma das coisas mais colocadas foi a necessidade de se aprofundar nos temas que geraram maior discuss&amp;atilde;o no departamento. Surgiu a id&amp;eacute;ia, por exemplo, de se ocupar as salas de aula, no per&amp;iacute;odo de greve e tamb&amp;eacute;m quando esta acabar &amp;ndash; com grupos de estudos e trabalho. quatro j&amp;aacute; foram formados, sendo que dois j&amp;aacute; est&amp;atilde;o funcionando.&amp;nbsp; S&amp;atilde;o eles:&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ensino de Hist&amp;oacute;ria; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Universidade: projetos &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hist&amp;oacute;ria Recente do Movimento Estudantil;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estado, Viol&amp;ecirc;ncia e autoridade&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Assim, o que se busca &amp;eacute; pensar, estimular um outro projeto n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para o departamento de Hist&amp;oacute;ria, mas para a Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&amp;ecirc;ncias Humanas, resgatando o seu esp&amp;iacute;rito cr&amp;iacute;tico na Universidade e tamb&amp;eacute;m na sociedade, pois &amp;eacute; evidente que esse est&amp;aacute; se desmilinguindo, sendo massacrado por pelo produtivismo acad&amp;ecirc;mico e pela no&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tosca, de que a Universidade &amp;eacute; uma mera prestadora de servi&amp;ccedil;os, formadora de profissionais. &amp;Eacute; preciso sim, reafirmar a hist&amp;oacute;ria da FFLCH e as suas lutas. &amp;Eacute; preciso sim fazer a hist&amp;oacute;ria do departamento de Hist&amp;oacute;ria, ainda inexistente, para que a gente n&amp;atilde;o ou&amp;ccedil;a mais absurdos como os ouvidos no &amp;uacute;ltimo m&amp;ecirc;s, de que &amp;ldquo;Greve n&amp;atilde;o serve pra nada&amp;rdquo;, &amp;ldquo;sou contra a greve pol&amp;iacute;tica (????)&amp;rdquo;, &amp;ldquo;o meu direito de assistir (ou dar) aula tem que ser respeitado&amp;rdquo;, &amp;ldquo;quero me formar e ponto&amp;rdquo; ou atitudes de franca ridiculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte de alguns professores estudantes frente aqueles que buscavam dialogar com seus colegas. Isso sem contar&amp;nbsp; manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cunho classista contra os funcion&amp;aacute;rios e o seu direito de greve.&amp;nbsp; Essas frases e atitudes foram, sobretudo, realizadas por gente est&amp;aacute; cursando o seu primeiro ano, segundo ano. Pois &amp;eacute; evidente que a greve desse semestre &amp;eacute; um divisor de &amp;aacute;guas no que diz respeito a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em v&amp;aacute;rios sentidos. Aponto aquele que nos interessa, nesse texto: o conservadorismo, a tecnocracia e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o reacion&amp;aacute;ria se encontram de maneira&amp;nbsp; bem mais organizada na Faculdade de Filosofia &amp;ndash; e n&amp;atilde;o se restringe aos professores e a um pequeno grupo de estudantes.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;A disputa est&amp;aacute; dada e n&amp;atilde;o basta apenas nos defendermos contra o processo de desmantelamento, de esvaziamento das chamadas ci&amp;ecirc;ncias humanas. Reafirmo: &amp;Eacute; preciso atacar - o que significa irmos al&amp;eacute;m do urgente resgate pol&amp;iacute;tico e acad&amp;ecirc;mico da FFLCH, mas de elaboramos um novo projeto, um novo sentido para a sua exist&amp;ecirc;ncia, que a coloque em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as quest&amp;otilde;es, as problem&amp;aacute;ticas da nossa sociedade, com os movimentos que visem a sua transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;O que houve no curso de Hist&amp;oacute;ria foi um salto de qualidade no que tange a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do movimento e no embasamento das discuss&amp;otilde;es. A sa&amp;iacute;da da greve se tornou inevit&amp;aacute;vel,&amp;nbsp; e a sua escolha, dentro de um contexto maior, preserva os ganhos que essa mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o teve. N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o falo em vit&amp;oacute;ria e derrotas &amp;ndash; a id&amp;eacute;ia aqui n&amp;atilde;o &amp;eacute; vender os resultados da greve. &amp;Eacute; constatar que, ainda que as pautas que encabe&amp;ccedil;am o movimento geral n&amp;atilde;o tenham sido alcan&amp;ccedil;adas - fora PM, Fora Reitora, Fora Univesp (o que aponta para os limites do movimento, que devem ser discutidos criticamente) - na Hist&amp;oacute;ria houve um real aprofundamento do que significa a Univesp, o que &amp;eacute; o ensino &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia;&amp;nbsp; a entrada e perman&amp;ecirc;ncia da PM, o papel, ali&amp;aacute;s, da PM na sociedade ( Defendemos o FORA PM DO MUNDO!), o que significa o exerc&amp;iacute;cio de poder na USP, que ali&amp;aacute;s tem muito a ver com a periodicidade em que ocorrem as greves . &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Em agosto, a volta as aulas, com garantia de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva se apresenta com muita perspectiva empenho, para estudantes e professores de se continuar fortemente a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o a partir, ent&amp;atilde;o, de uma patamar de debate mais qualificado e com muitas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; em mentes, visando a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todo o departamento - funcion&amp;aacute;rios inclusive, uma vez que, sem d&amp;uacute;vida, n&amp;atilde;o conseguimos aproxima-los da discuss&amp;otilde;es, um problema grave. Logicamente que Julho n&amp;atilde;o passar&amp;aacute; batido. Os grupos de estudo e trabalho continuar&amp;atilde;o na ativa, bem como reuni&amp;otilde;es visando a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do semestre no que tange as lutas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Ficou claro que posicionamentos individualistas n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o mais tolerados no departamento e sim atacados.. Cabe aos estudantes continuarmos puxando e tensionando. O fim da greve n&amp;atilde;o deve ser encarado como a volta &amp;agrave; normalidade. E Isso &amp;eacute; um grande desafio: &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil nos mobilizarmos realmente, concretamente, com as aulas de volta (at&amp;eacute; quando estamos em greve as dificuldades s&amp;atilde;o grandes!).&amp;nbsp; Por isso, mais do que alterar a estrutura de poder, necess&amp;aacute;ria mesmo num departamento conhecido como um dos mais democr&amp;aacute;ticos da USP, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; exercer de fato o poder (tom&amp;aacute;-lo ou destru&amp;iacute;-lo...) exercer de fato a democracia. &amp;Eacute; agir no sentido de que n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o mais as aulas ordin&amp;aacute;rias, as atividades acad&amp;ecirc;micas que ditar&amp;atilde;o o ritmo do departamento. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;A mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Hist&amp;oacute;ria tem um peso muito grande no movimento atual. N&amp;atilde;o &amp;eacute; a toa que as bombas da pol&amp;iacute;cia estouraram no pr&amp;eacute;dio que abriga a gente e outro curso bem mobilizado, o da Geografia.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nossas posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es influenciam os outros cursos da FFLCH. O momento &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m de tomarmos consci&amp;ecirc;ncia disso e articularmos com os nossos vizinhos, aprofundando os debates e a radicalidade a&amp;nbsp; partir do ac&amp;uacute;mulo j&amp;aacute; constru&amp;iacute;do. Pra faculdade de Filosofia tomar uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara na disputa pela universidade e na sociedade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #ff0000"&gt;&lt;br /&gt;Bonde da Hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; como alguns alunos do curso, muito ativos na mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e notadamente conhecidos por sua criatividade na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;sicas e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para as manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, se denominam&lt;/span&gt;</content>
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    <title>OS PLANOS DO SERRA!</title>
    <published>2009-07-01T04:00:23Z</published>
    <updated>2009-07-01T04:00:23Z</updated>
    <content type="html">&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oMaM7ipWpwM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=oMaM7ipWpwM&lt;/a&gt;</content>
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    <title>Calendário da Geografia  29/06 - 03/07</title>
    <published>2009-06-30T18:54:22Z</published>
    <updated>2009-06-30T19:04:48Z</updated>
    <content type="html">&lt;font color="#3366ff"&gt;Ter&amp;ccedil;a:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h- Assembl&amp;eacute;ia geral de estudantes (na reitoria: a confirmar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#3333ff"&gt;Quarta:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16h- comando de greve unificado - Hist&amp;oacute;ria e Geograifia (uni&amp;atilde;o que arrepia!)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;18h- Assembl&amp;eacute;ia da geografia (no aqu&amp;aacute;rio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#3366ff"&gt;Quinta:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14h- GD UNIVESP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h- poss&amp;iacute;vel reuni&amp;atilde;o do comando (a confirmar)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;18h- Plen&amp;aacute;ria departamental (reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aulas e calend&amp;aacute;rio do pr&amp;oacute;ximo semestre)&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;font color="#3366ff"&gt;Sexta:&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;15h- GD democracia (Tema: funcionamento dos departamentos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</content>
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    <title>A Pós na luta!</title>
    <published>2009-06-28T16:41:25Z</published>
    <updated>2009-06-29T22:09:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center"&gt;&lt;span style="font-size: larger"&gt;&lt;strong&gt;CARTA ABERTA &amp;Agrave; POPULA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;alunos dos Programas de P&amp;oacute;s-Gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Hist&amp;oacute;ria Social e Hist&amp;oacute;ria Econ&amp;ocirc;mica da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;, em assembl&amp;eacute;ia realizada no dia 23/06, na sala Caio Prado Jr., votaram pelo apoio &amp;agrave; declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de greve deliberada pela Assembl&amp;eacute;ia Geral de p&amp;oacute;s-graduandos da USP &amp;ndash; Capital, realizada no &amp;uacute;ltimo dia 17/06.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa decis&amp;atilde;o est&amp;aacute; alicer&amp;ccedil;ada na firme convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que os diversos atos de viol&amp;ecirc;ncia ocorridos na USP, sob ordem e tutela da Reitoria e do Governo do Estado, constituem verdadeiros atentados contra todos os princ&amp;iacute;pios que regem a universidade. O conjunto das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Reitora Suely Vilela &amp;ndash; na verdade um programa de trucul&amp;ecirc;ncia intelectual e pol&amp;iacute;tica &amp;ndash; pretende, por meio de t&amp;aacute;ticas brutais de silenciamento, condenar de antem&amp;atilde;o toda a&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizada em defesa da melhoria do ensino p&amp;uacute;blico superior. Entendemos que, diante desse quadro, a decis&amp;atilde;o tomada pela Assembl&amp;eacute;ia Geral de p&amp;oacute;s-graduandos, e que agora ratificamos, pode contribuir nas lutas de toda a comunidade acad&amp;ecirc;mica para evitar que espa&amp;ccedil;os como a FFLCH, destinados &amp;agrave; livre circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de id&amp;eacute;ias, sejam transformados em palcos da ignor&amp;acirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde 2007 a Reitora Suely Vilela d&amp;aacute; sinais de seu despreparo para o cargo, quando, por exemplo, se recusou a participar de audi&amp;ecirc;ncias p&amp;uacute;blicas para debater o posicionamento da USP em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos decretos promulgados pelo Governador Jos&amp;eacute; Serra contra a autonomia universit&amp;aacute;ria, fazendo, assim, com que os estudantes ocupassem o pr&amp;eacute;dio da reitoria como forma de protesto. No ano seguinte, a Reitora tratou de desrespeitar uma das grandes conquistas daquela greve, o V Congresso da USP, cujo objetivo era debater e formular uma proposta alternativa &amp;agrave; reforma do estatuto em curso no Conselho Universit&amp;aacute;rio. Em primeiro lugar, a Reitora inviabilizou a presen&amp;ccedil;a dos funcion&amp;aacute;rios da USP no V Congresso, quando decidiu n&amp;atilde;o suspender todas as atividades da universidade, e, em segundo, como resposta &amp;agrave;s not&amp;iacute;cias de protestos agendados para aquela semana, demonstrou sua voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o autoritarismo, hoje t&amp;atilde;o clara: convocou um Conselho Universit&amp;aacute;rio extraordin&amp;aacute;rio em &amp;aacute;rea com seguran&amp;ccedil;a militar (IPEN), ocasi&amp;atilde;o esta em que foi aprovado o parecer da Comiss&amp;atilde;o de Legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Recursos da USP &amp;ndash; presidida pelo Prof. Jo&amp;atilde;o Grandino Rodas &amp;ndash;, que autoriza, desde ent&amp;atilde;o, a entrada da Pol&amp;iacute;cia Militar no campus, toda vez que, supostamente, a &amp;ldquo;ordem universit&amp;aacute;ria&amp;rdquo; for amea&amp;ccedil;ada. Ainda em 2008, a Reitoria transferiu outra reuni&amp;atilde;o do Conselho Universit&amp;aacute;rio para o IPEN, mas, dessa vez, sem justificativas e sem aviso pr&amp;eacute;vio aos Representantes Discentes e ao Representante dos funcion&amp;aacute;rios. Aproveitando-se da aus&amp;ecirc;ncia desses representantes, a Reitora inverteu a ordem da pauta e aprovou o or&amp;ccedil;amento anual da Universidade, sem qualquer discuss&amp;atilde;o aprofundada com a comunidade acad&amp;ecirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entendemos que estes cont&amp;iacute;nuos atos de desrespeito da Reitora Suely Vilela diante das representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es estudantis e de funcion&amp;aacute;rios constituem apenas um reflexo da estrutura de poder da pr&amp;oacute;pria USP, isto &amp;eacute;, uma estrutura autorit&amp;aacute;ria e, por isso, absolutamente incoerente com o pr&amp;oacute;prio regime democr&amp;aacute;tico reconquistado em nosso pa&amp;iacute;s nos anos 1980 &amp;ndash; gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; a&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizada da sociedade civil, entre outros espa&amp;ccedil;os, a partir da FFLCH. Essa hist&amp;oacute;ria de conquistas democr&amp;aacute;ticas torna as decis&amp;otilde;es da reitoria ainda mais ofensivas, na medida em que se pretende justific&amp;aacute;-las mediante um discurso que distorce o pr&amp;oacute;prio conceito de democracia, transformando-o em um princ&amp;iacute;pio predat&amp;oacute;rio (ao inv&amp;eacute;s de laudat&amp;oacute;rio) da &lt;em&gt;res publica.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lutar por democracia implica comprometimento com o processo democr&amp;aacute;tico e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva em todas as suas etapas. No que tange aos estudantes, essa luta deve conduzir &amp;agrave; reafirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante da soberania dos nossos espa&amp;ccedil;os deliberativos, bem como &amp;agrave; rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cunho individualista que, em caso de sucesso, condenariam ao esfacelamento a pr&amp;oacute;pria representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o discente nas diversas inst&amp;acirc;ncias administrativas da nossa universidade. As assembl&amp;eacute;ias estudantis, a exemplo da que deflagrou a greve entre os estudantes de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;atilde;o espa&amp;ccedil;os onde a diverg&amp;ecirc;ncia entre opini&amp;otilde;es &amp;eacute; n&amp;atilde;o apenas respeitada, mas amplamente desejada. &amp;Eacute; somente gra&amp;ccedil;as aos constantes debates de id&amp;eacute;ias e o respeito &amp;agrave;s decis&amp;otilde;es tomadas a partir da&amp;iacute;, sejam elas quais forem, que o movimento estudantil na USP pode rejeitar enfaticamente, e de consci&amp;ecirc;ncia tranq&amp;uuml;ila, as cr&amp;iacute;ticas que sugerem um adesismo &amp;agrave;s reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es das greves simplesmente em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua base social. Nenhuma das entidades representativas assumiu postura&lt;em&gt; a priori &lt;/em&gt;sobre a greve. Nos f&amp;oacute;runs de delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a greve &amp;eacute; um instrumento pol&amp;iacute;tico avaliado em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s lutas travadas. Por diversas ocasi&amp;otilde;es, a greve foi rejeitada e, durante os v&amp;aacute;rios anos de hist&amp;oacute;ria dessas entidades, em nenhum momento uma decis&amp;atilde;o contr&amp;aacute;ria &amp;agrave; greve foi desrespeitada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; preciso destacar, no entanto, que alguns setores da m&amp;iacute;dia, e mesmo da comunidade universit&amp;aacute;ria, v&amp;ecirc;m se utilizando de dados quantitativos sobre o atual movimento grevista obtidos de modo, no m&amp;iacute;nimo, question&amp;aacute;vel e n&amp;atilde;o sujeito aos controles dos f&amp;oacute;runs coletivos. Os alunos dos programas de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Hist&amp;oacute;ria Social e Hist&amp;oacute;ria Econ&amp;ocirc;mica compreendem que o car&amp;aacute;ter p&amp;uacute;blico das entidades representativas da USP n&amp;atilde;o depende do n&amp;uacute;mero de presentes nos seus f&amp;oacute;runs de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A legitimidade de uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica nasce do respeito ao debate, do acesso livre &amp;agrave;s inst&amp;acirc;ncias de decis&amp;atilde;o e ao respeito m&amp;uacute;tuo entre os participantes. Por isso, defenderemos o DCE, a APG, a ADUSP e o Sintusp como inst&amp;acirc;ncias de discuss&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o imprescind&amp;iacute;veis para tornar de fato p&amp;uacute;blicas e democr&amp;aacute;ticas as decis&amp;otilde;es do Conselho Universit&amp;aacute;rio da USP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O extremo individualismo em que vivemos dissimula a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o p&amp;uacute;blico e o privado. Para n&amp;oacute;s, o indiv&amp;iacute;duo que n&amp;atilde;o vai &amp;agrave; Assembl&amp;eacute;ia Geral de sua entidade representativa est&amp;aacute; depreciando a sua chance de agir como um cidad&amp;atilde;o, de dialogar com a diversidade de opini&amp;otilde;es daqueles que t&amp;ecirc;m atividades comuns. Frente &amp;agrave; responsabilidade dos cidad&amp;atilde;os de se pronunciarem no espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, qualquer discuss&amp;atilde;o sobre o direito privado &amp;eacute; secund&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, os alunos dos programas de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Hist&amp;oacute;ria Social e Hist&amp;oacute;ria Econ&amp;ocirc;mica, coerentes com o esp&amp;iacute;rito cr&amp;iacute;tico que rege a nossa Faculdade, repudiam a presen&amp;ccedil;a da Pol&amp;iacute;cia Militar na Universidade e a pol&amp;iacute;tica predat&amp;oacute;ria da Reitora Suely Vilela e reivindicam a democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da USP, transpar&amp;ecirc;ncia nas reuni&amp;otilde;es do Conselho Universit&amp;aacute;rio e a revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata da resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permite a entrada da PM no campus. Ao mesmo tempo, afirmamos a necessidade de discuss&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica para assuntos da p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta e efetiva dos nossos representantes na tomada de decis&amp;otilde;es sobre temas como or&amp;ccedil;amento, pol&amp;iacute;ticas de perman&amp;ecirc;ncia e oferta de disciplinas. Para isso, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio que as nossas posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam constantemente refor&amp;ccedil;adas pela consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os de delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em defesa de uma universidade verdadeiramente p&amp;uacute;blica, democr&amp;aacute;tica e de qualidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Fala, Saramago!</title>
    <published>2009-06-28T16:37:44Z</published>
    <updated>2009-06-28T16:39:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;em&gt;Textos retirados do blog de Jos&amp;eacute; Saramago &lt;/em&gt;-&amp;nbsp; &lt;a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/06/25/formacao-1/"&gt;http://caderno.josesaramago.org/2009/06/25/formacao-1/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: larger"&gt;&lt;strong&gt;Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;(1)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;-&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/strong&gt;25/06/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;N&amp;atilde;o ignoro que a principal incumb&amp;ecirc;ncia assinada ao ensino em geral, e em especial ao universit&amp;aacute;rio, &amp;eacute; a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A universidade prepara o aluno para a vida, transmite-lhe os saberes adequados ao exerc&amp;iacute;cio cabal de uma profiss&amp;atilde;o escolhida no conjunto de necessidades manifestada pela sociedade, escolha essa que se alguma vez foi guiada pelos imperativos da voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; com mais frequ&amp;ecirc;ncia resultante dos progressos cient&amp;iacute;ficos e tecnol&amp;oacute;gicos, e tamb&amp;eacute;m de interessadas demandas empresariais. Em qualquer caso, a universidade ter&amp;aacute; sempre motivos para pensar que cumpriu o seu papel ao entregar &amp;agrave; sociedade jovens preparados para receberem e integrarem no seu acervo de conhecimentos as li&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ainda lhe faltam, isto &amp;eacute;, as da experi&amp;ecirc;ncia, madre de todas as coisas humanas. Ora, se a universidade, como era seu dever, formou, e se a chamada forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua far&amp;aacute; o resto, a pergunta &amp;eacute; inevit&amp;aacute;vel: &amp;ldquo;Onde est&amp;aacute; o problema?&amp;rdquo; O problema est&amp;aacute; em que me limitei a falar da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria ao desempenho de uma profiss&amp;atilde;o, deixando de lado outra forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a do indiv&amp;iacute;duo, da pessoa, do cidad&amp;atilde;o, essa trindade terrestre, tr&amp;ecirc;s em um corpo s&amp;oacute;. &amp;Eacute; tempo de tocar o delicado assunto. Qualquer ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o formativa pressup&amp;otilde;e, naturalmente, um objecto e um objectivo. O objecto &amp;eacute; a pessoa a quem se pretende formar, o objectivo est&amp;aacute; na natureza e na finalidade da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o liter&amp;aacute;ria, por exemplo, n&amp;atilde;o apresentar&amp;aacute; mais d&amp;uacute;vidas que as que resultarem dos m&amp;eacute;todos de ensino e da maior ou menor capacidade de recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do educando. A quest&amp;atilde;o, por&amp;eacute;m, mudar&amp;aacute; radicalmente de figura sempre que se trate de formar pessoas, sempre que se pretenda incutir no que designei por &amp;ldquo;objecto&amp;rdquo;, n&amp;atilde;o apenas as mat&amp;eacute;rias disciplinares que constituem o curso, mas um complexo de valores &amp;eacute;ticos e relacionais te&amp;oacute;ricos e pr&amp;aacute;ticos indispens&amp;aacute;veis &amp;agrave; actividade profissional. No entanto, formar pessoas n&amp;atilde;o &amp;eacute;, por si s&amp;oacute;, um aval tranquilizador. Uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que propugnasse ideias de superioridade racial ou biol&amp;oacute;gica estaria a perverter a pr&amp;oacute;pria no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valor, pondo o negativo no lugar do positivo, substituindo os ideais solid&amp;aacute;rios do respeito humano pela intoler&amp;acirc;ncia e pela xenofobia. N&amp;atilde;o faltam exemplos na hist&amp;oacute;ria antiga e recente da humanidade. Continuaremos.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: larger"&gt;&lt;strong&gt;Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;(2)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 26/06/09&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde pretendo chegar com este arrazoado? &amp;Agrave; universidade. E tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; democracia. &amp;Agrave; universidade porque ela dever&amp;aacute; ser tanto uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispensadora de conhecimentos como o lugar por excel&amp;ecirc;ncia de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do cidad&amp;atilde;o, da pessoa educada nos valores da solidariedade humana e do respeito pela paz, educada para a liberdade e para a cr&amp;iacute;tica, para o debate respons&amp;aacute;vel das ideias. Argumentar-se-&amp;aacute; que uma parte importante dessa tarefa pertence &amp;agrave; fam&amp;iacute;lia como c&amp;eacute;lula b&amp;aacute;sica da sociedade, por&amp;eacute;m, como sabemos, a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o familiar atravessa uma crise de identidade que a tornou impotente perante as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es de todo o tipo que caracterizam a nossa &amp;eacute;poca. A fam&amp;iacute;lia, salvo excep&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tende a adormecer a consci&amp;ecirc;ncia, ao passo que a universidade, sendo lugar de pluralidades e encontros, re&amp;uacute;ne todas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para suscitar uma aprendizagem pr&amp;aacute;tica e efectiva dos mais amplos valores democr&amp;aacute;ticos, principiando pelo que me parece fundamental: o questionamento da pr&amp;oacute;pria democracia. H&amp;aacute; que procurar o modo de reinvent&amp;aacute;-la, de arranc&amp;aacute;-la ao imobilismo da rotina e da descren&amp;ccedil;a, bem ajudadas, uma e outra, pelos poderes econ&amp;oacute;mico e pol&amp;iacute;tico a quem conv&amp;eacute;m manter a decorativa fachada do edif&amp;iacute;cio democr&amp;aacute;tico, mas que nos t&amp;ecirc;m impedido de verificar se por tr&amp;aacute;s dela algo subsiste ainda. Em minha opini&amp;atilde;o, o que resta &amp;eacute;, quase sempre, usado muito mais para armar de efic&amp;aacute;cia as mentiras que para defender as verdades. O que chamamos democracia come&amp;ccedil;a a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a urna onde j&amp;aacute; est&amp;aacute; apodrecendo o cad&amp;aacute;ver. Reinventemos, pois, a democracia antes que seja demasiado tarde. E que a universidade nos ajude. Querer&amp;aacute; ela? Poder&amp;aacute; ela?</content>
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    <title>Sobre a legitimidade e representatividade das assembléias</title>
    <published>2009-06-24T17:08:41Z</published>
    <updated>2009-06-25T19:15:28Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify"&gt;&lt;em&gt;Thiago, mestrando em hist&amp;oacute;ria social, no s&amp;eacute;timo ano de universidade p&amp;uacute;blica.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma atividade social por assembleias sindicais nunca foi algo quantitativo. Os cr&amp;iacute;ticos das entidades representativas da USP &amp;ndash; DCE, Sintusp e ADUSP &amp;ndash; t&amp;ecirc;m insistido no n&amp;uacute;mero de presentes nas assembleias para atacar a legitimidade desses espa&amp;ccedil;os. Contudo, n&amp;atilde;o houve, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; e n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; nenhuma assembleia com 100% dos presentes. E caso ela ocorra um dia, n&amp;atilde;o seria o n&amp;uacute;mero de nomes na lista de presen&amp;ccedil;a que forneceria legitimidade para decidir sobre algo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que legitima uma entidade n&amp;atilde;o &amp;eacute; o n&amp;uacute;mero, mas a capacidade que a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o possui de respeitar a diversidade de vis&amp;otilde;es de um grupo comum. Se adotarmos esse crit&amp;eacute;rio, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; como atacar os sindicatos de estudantes, professores e funcion&amp;aacute;rios da USP. Nas assembleias das tr&amp;ecirc;s entidades, que s&amp;atilde;o maiores e mais poderosas que as dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es, j&amp;aacute; presenciei pr&amp;oacute;s e contras &amp;agrave; greve. Inclusive, em outras greves, nesses seis anos que estou na USP, j&amp;aacute; vi algumas vezes o contra a greve ou a sa&amp;iacute;da da greve ganhar, contrariamente &amp;agrave; vontade das dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Em algumas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, votei a favor. Em outras, contra a greve. Nessa perspectiva, cabe perguntar por que alguns membros da USP escolheram t&amp;atilde;o avidamente a identidade&amp;nbsp; im&amp;oacute;vel e ing&amp;ecirc;nua do &amp;ldquo;anti-greve&amp;rdquo;? Mais grave &amp;eacute; que eles esqueceram que a greve &amp;eacute; algo din&amp;acirc;mico, que se p&amp;otilde;e em um momento, e n&amp;atilde;o algo positivo e est&amp;aacute;tico que se adota ou n&amp;atilde;o pelo resto dos dias. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O argumento dos &amp;ldquo;contra a greve&amp;rdquo; se aproveita do quantitativo e da aparente &amp;ldquo;transpar&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo; dos n&amp;uacute;meros de presentes para julgar a legitimidade das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Assim, se esquecem que essas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es da USP n&amp;atilde;o foram criadas do dia para noite e n&amp;atilde;o podem ter sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica julgada &amp;agrave; revelia, utilizando-se percentuais colhidos pelos jornais como se fossem senten&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Apesar de todos os erros e os abusos que os sindicatos possam cometer e cometem, essas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o podem ser jogadas na lata do lixo e serem niveladas com &amp;ldquo;flahs-mobs&amp;rdquo; e grupelhos criados virtualmente.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Quem sabe, com o uso pol&amp;iacute;tico do Orkut (que n&amp;atilde;o &amp;eacute; do uso de todos, apesar de p&amp;uacute;blico), j&amp;aacute; estejam antecipando o v&amp;aacute;cuo de di&amp;aacute;logo e de experi&amp;ecirc;ncia colmum da futura Univesp.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando um aluno ou funcion&amp;aacute;rio da USP deixa de ir numa assembleia da sua categoria, ele est&amp;aacute; retirando a legitimidade da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou est&amp;aacute; deixando de dialogar no espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico? O extremo individualismo que vivemos fetichizou at&amp;eacute; mesmo as fronteiras entre p&amp;uacute;blico/privado. Num mundo onde o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; levado n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma galhofa, ningu&amp;eacute;m acredita que n&amp;atilde;o ir a uma assembleia &amp;eacute; depreciar a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ao contr&amp;aacute;rio, quem n&amp;atilde;o vai &amp;agrave; assembleia est&amp;aacute; depreciando a sua chance de agir como um cidad&amp;atilde;o, de dialogar com a diversidade de opini&amp;otilde;es daqueles que tem atividades comuns.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por que os que odeiam a greve n&amp;atilde;o foram &amp;agrave;s assembleias e por que jamais ir&amp;atilde;o? Porque eles preferem se colocar no mundo p&amp;uacute;blico pela sua aus&amp;ecirc;ncia, e n&amp;atilde;o por aquilo que poderiam dizer para convencer a todos. Preferem o Orkut, as conversas no corredor ou outro meio n&amp;atilde;o comum porque n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o dispostos a fazer a experi&amp;ecirc;ncia do confronto entre iguais. Eles querem o confronto, mas com o diferente, um embate que parte do desprezo e n&amp;atilde;o do respeito &amp;agrave; legitimidade das partes que divergem.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os que optaram por se ausentar dos f&amp;oacute;runs comuns de discuss&amp;atilde;o se esquecem que esses espa&amp;ccedil;os n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o &amp;ldquo;espa&amp;ccedil;os de greve&amp;rdquo;. Quem n&amp;atilde;o percebe isso, tem pouca viv&amp;ecirc;ncia da USP. Talvez porque freq&amp;uuml;enta pouco os espa&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos da universidade e toca sempre virtualmente a luta hist&amp;oacute;rica pelo ensino p&amp;uacute;blico. Porque &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel freq&amp;uuml;entar a USP sem viv&amp;ecirc;-la, n&amp;atilde;o &amp;eacute;?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Isso exp&amp;otilde;e uma diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o fundamental entre os sindicatos e essas novas entidades &amp;ldquo;contra a greve&amp;rdquo;. Enquanto os sindicatos apostam na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um espa&amp;ccedil;o &amp;ldquo;pontencialmente&amp;rdquo; de todos&amp;nbsp; porque &amp;eacute; aberto e comum (mesmo que a presen&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o seja de 100%), esses novos grupos apostam no &amp;oacute;dio pr&amp;eacute;-fabricado e incondicional &amp;agrave; greve, como se toda greve fosse igual e como se, no fundo, n&amp;atilde;o importasse a motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das greves. O que importa &amp;eacute; a ades&amp;atilde;o individual a um &amp;oacute;dio contra os espa&amp;ccedil;os de di&amp;aacute;logo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; "&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que precisa ser esclarecido &amp;eacute; que n&amp;atilde;o importa quantas pessoas estejam nas assembleias dos sindicatos. O que realmente importa &amp;eacute; que os sindicatos s&amp;atilde;o , apesar de tudo, espa&amp;ccedil;os de discuss&amp;atilde;o, onde n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada decidido antes do debate. Se os sindicatos est&amp;atilde;o sempre tentados a transpor o limite e se tornarem espa&amp;ccedil;os de &amp;ldquo;consensos pr&amp;eacute;-fabricados&amp;rdquo;, isso &amp;eacute; um problema que s&amp;oacute; pode ser resolvido no pr&amp;oacute;prio espa&amp;ccedil;o. Esses &amp;quot;novos&amp;quot; grupos s&amp;atilde;o lament&amp;aacute;veis n&amp;atilde;o por negar as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais em si, mas principalmente porque&amp;nbsp; s&amp;oacute; oferecem a ades&amp;atilde;o incondicional a uma ideia absoluta (contra a greve) e n&amp;atilde;o um espa&amp;ccedil;o genu&amp;iacute;no de di&amp;aacute;logo. Por essas e outras, prefiro lutar por d&amp;eacute;cadas para que os sindicatos me deixem falar o que eu quiser (e em seis anos de usp sempre pude fazer isso, &amp;agrave;s vezes com olhares tortos de colegas que queriam naqueles momentos a greve) do que entregar alguns segundos a essas cr&amp;iacute;ticas que j&amp;aacute; nascem prontas e mal fabricadas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;</content>
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    <title>Calendário de atividades da História</title>
    <published>2009-06-23T03:24:06Z</published>
    <updated>2009-06-30T19:02:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: larger;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;SEGUNDA FEIRA, 29/06&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;18h00&lt;/strong&gt; - Plen&amp;aacute;ria da Hist&amp;oacute;ria&lt;br /&gt;Pautas: Greve&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estrutura de poder no departamento de Hist&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: larger;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;TER&amp;Ccedil;A FEIRA, 30/06&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;17h&lt;/strong&gt; - Comando de Greve da Hist&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;19h30 &lt;/strong&gt;- Grupo de estudo sobre Ensino de Hist&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: larger;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;QUARTA FEIRA, 01/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;16h - Comando de greve unificado -hist&amp;oacute;ria e geografia (uni&amp;atilde;o que arrepia!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;17h&lt;/strong&gt; - Bate papo com os professores da Hist&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;19h30&lt;/strong&gt; - Grupo de estudo sobre Universidade&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: larger;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;QUINTA FEIRA, 02/07&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18h -&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/strong&gt;Plen&amp;aacute;ria da Hist&amp;oacute;ria&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h30&lt;/strong&gt; - Grupo de estudo sobre Hist&amp;oacute;ria Recente do Movimento Estudantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: larger;"&gt;&lt;br /&gt;SEXTA FEIRA, 03/07&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h30 - Grupo de estudos sobre Estado, Viol&amp;ecirc;ncia e autoridade&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Calendário de atividades fora da História/Geografia</title>
    <published>2009-06-23T03:21:03Z</published>
    <updated>2009-06-25T19:10:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-size: x-large; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;PROGRAMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O OCUPA USP!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;&lt;span style="font-size: medium; "&gt;&lt;strong&gt;Quinta-feira, 25/06&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;11h&amp;nbsp;&amp;ndash;&amp;nbsp;Abertura:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;- Escolha de temas para os grupos de trabalho&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;- Divis&amp;atilde;o das comiss&amp;otilde;es do alojamento&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;12h -&amp;nbsp;Cena:&amp;nbsp;Cheiro de Pequi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Um exerc&amp;iacute;cio solo perform&amp;aacute;tico sobre aspectos do ritual ind&amp;iacute;gena do kwarup.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das artes&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;12h30 -&amp;nbsp;Cena:&amp;nbsp;O Quarto Escuro:&amp;nbsp;Um estudo em cima da pe&amp;ccedil;a de um ato do Tennessee Williams.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;A pe&amp;ccedil;a se passa no suburbio de uma cidade grande durante a grande depress&amp;atilde;o americana. Este &amp;quot;fragmento&amp;quot; de drama fala sobre a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estado na vida das pessoas em tempo de crise.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Sala 24 do CAC&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;13h&amp;nbsp;-&amp;nbsp;Cena: Mulher do Gordo (&amp;agrave; confirmar)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local indefinido&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;13h30 -&amp;nbsp;Cena: O Caso das Pet&amp;uacute;nias Esmagadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Cena curta (apr&amp;oacute;x 20min) criada a partir de processo sobre texto do Tennessee Williams com alunos do CAC do terceiro e primeiro anos&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Sala 25 do CAC&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;14h30 &amp;agrave;s 16h30&amp;nbsp;-&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;lsquo;Let The Sunshine In&amp;rsquo;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Ensaio da coreografia do musical &amp;lsquo;Hair&amp;rsquo; com todos os interessados (volunt&amp;aacute;rios) e apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o/interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no v&amp;atilde;o do pr&amp;eacute;dio da Hist&amp;oacute;ria e Geografia&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Hist&amp;oacute;ria/Geografia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;17h30 -&amp;nbsp;Cena: O Quarto Rosa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Pe&amp;ccedil;a de Tennessee Williams montada inicialmente para o curso de Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o II (do CAC), com pesquisa voltada para o corporal, o presencial e o perform&amp;aacute;tico. O texto conta o t&amp;eacute;rmino da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 8 anos de um casal de amantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Sala 24 do CAC&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;18h -&amp;nbsp;Dan&amp;ccedil;a: O Memorial do Quarto Escuro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Quarto &amp;eacute; o s&amp;iacute;tio da intimidade onde se encarnam mem&amp;oacute;rias, ang&amp;uacute;stias, desejos e esperan&amp;ccedil;as. &amp;Eacute; tamb&amp;eacute;m neste espa&amp;ccedil;o que a tens&amp;atilde;o indiv&amp;iacute;duoXsociedade pode ganhar al&amp;iacute;vio, onde cada um est&amp;aacute; &amp;agrave; merc&amp;ecirc; de sua consci&amp;ecirc;ncia, e qualquer tentativa de apar&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; in&amp;uacute;til. Segredos, sil&amp;ecirc;ncios, mortes e nascimentos ocorrem no espa&amp;ccedil;o-tempo de um pensamento-a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Memorial do quarto escuro s&amp;atilde;o fragmentos &amp;iacute;ntimos na busca de ser inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Canil ou Sala do CAC&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(&amp;agrave; confirmar)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;19h -&amp;nbsp;Cena: &amp;quot;Essas S&amp;atilde;o as Escadas que Voc&amp;ecirc; Deve Vigiar&amp;quot;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Ensaio aberto de cena curta do Tennessee Williams, com atividade coletiva de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica no DCE&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: DCE Ocupado&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;20h&amp;nbsp;&amp;nbsp;-&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Carta aos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Leitura adaptada do texto &amp;quot;Carta aos reitores das universidades europeias&amp;quot;, de Antonin Artaud.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Em frente &amp;agrave; reitoria, Rue da Universidade Livre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;20h -&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Grafites no DCE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: DCE Ocupado&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;20h20 -&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: A Dureza da Flor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Um conjunto de poemas que falam da ternura e amor necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; luta, e da sobriedade indispens&amp;aacute;vel para resistir &amp;agrave;s dores e percal&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Em frente &amp;agrave; reitoria, Rua da Universidade Livre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;21h&amp;nbsp;&amp;nbsp;-&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: GizZa&amp;ccedil;o:&amp;nbsp;Desenhos, frases e palavras no ch&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Ideia inicial: flowerchuker do Banksy (militante lan&amp;ccedil;ando n&amp;atilde;o coquetel molotov mas um buque de flores) e dizeres de Che: Temos q endurecer mas jamais perder a ternura!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Em frente &amp;agrave; reitoria, Rua da Universidade Livre +&amp;nbsp;Pra&amp;ccedil;a do Rel&amp;oacute;gio&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;21h30 -&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Batizado e Inaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rua Universidade Livre.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Trata-se da Rua que passa em frente &amp;agrave; reitoria da USP; o evento se far&amp;aacute; com um cortejo de Maracatu e outras bandas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Em frente &amp;agrave; reitoria, Rua da Universidade Livre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;22h -&amp;nbsp;Festa Junina&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: DCE Ocupado&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;&lt;span style="font-size: medium; "&gt;&lt;strong&gt;Sexta-feira, 26/06&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;10h -&amp;nbsp;Debate: Grupos de Trabalho tem&amp;aacute;ticos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;A partir dos temas escolhidos na quinta-feira grupos se formar&amp;atilde;o pra debat&amp;ecirc;-los; as discuss&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o, depois, relatadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Salas do CAC&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;13h -&amp;nbsp;Cinema: Chris Marker e o Cinema Militante.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de filmes seguidos de exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e debates.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Audit&amp;oacute;rio Paulo Em&amp;iacute;lio ou CTR (&amp;agrave; confirmar)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;13h -&amp;nbsp;M&amp;uacute;sica: Maracatu&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;14h -&amp;nbsp;M&amp;uacute;sica: Banda Sexto Grau&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;15h -&amp;nbsp;M&amp;uacute;sica: Banda Morsa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;16h -&amp;nbsp;M&amp;uacute;sica: F&amp;aacute;bula Ac&amp;uacute;stica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;17h -&amp;nbsp;M&amp;uacute;sica: B NEG&amp;Atilde;O (!)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;19h -&amp;nbsp;Dan&amp;ccedil;a: Our love is like the flowers&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Num espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, pessoas cruzam-se, carregando seus sonhos, seus afazeres, suas hist&amp;oacute;rias. Dos encontros e desencontros num mundo de solid&amp;otilde;es proclamadas e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es virtualizadas. Espet&amp;aacute;culo de dan&amp;ccedil;a contempor&amp;acirc;nea do Coletivo de artistas Abismo de Sonhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Rotat&amp;oacute;ria em frente ao CEPEUSP&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;20h -&amp;nbsp;M&amp;uacute;sica: TOM Z&amp;Eacute; (!)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;O show do Tom Z&amp;eacute; &amp;eacute; promovido pelo SINTUSP para arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fundo de greve. Por isso os ingressos custar&amp;atilde;o R$10,00&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Vel&amp;oacute;dromo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;&lt;span style="font-size: medium; "&gt;&lt;strong&gt;S&amp;aacute;bado, 27/06&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;10h&amp;nbsp;-&amp;nbsp;Teatro: Jogos da Greve&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Do grupo de Teatro do Oprimido Universit&amp;aacute;rio Metaxis.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Quadrado das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;11h30 -&amp;nbsp;Debate: Quadrinhos e Quest&amp;otilde;es Sociais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e debate de alguns quadrinhos de autoria de Dedo Zuka.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: O&amp;aacute;sis das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;13h30 -&amp;nbsp;Debate: Grupos de Trabalho tem&amp;aacute;ticos (parte II)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da relatoria de cada grupo de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: O&amp;aacute;sis das Artes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;strong&gt;16h -&amp;nbsp;Encerramento: Sarau de Luta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;Organizado por estudantes de Ci&amp;ecirc;ncias Sociais da PUC; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e proposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o livres.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 40px; "&gt;&lt;em&gt;Local: Pra&amp;ccedil;a do Rel&amp;oacute;gio&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;OUTRAS Atividades:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;- Exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es: (Local: Aqu&amp;aacute;rio de vidro do DCE Ocupado)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Experimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es com nanquim em tamanho gigante; de Paloma Franca Amorim&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fotos da ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da PM e do ato no P1; de Zink&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desenhos de greve (&amp;agrave; confirmar)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;- Leitura: Ininterrupta da &amp;iacute;ntegra de A Odiss&amp;eacute;ia de Homero. (Local: por entre os eventos; no alojamento; salas do CAC; etc.).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;em&gt;informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em www.ocupausp.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;em&gt; e ocupausp2009@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</content>
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    <title>Carta à Suely Vilela</title>
    <published>2009-06-23T03:18:03Z</published>
    <updated>2009-06-23T03:18:03Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="gmail_quote"&gt;Caros alunos,&lt;/div&gt; &lt;div class="gmail_quote"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="gmail_quote"&gt;Transcrevo abaixo o texto da carta enviada pelo Prof. Dr. M&amp;aacute;rio M. Gonzalez, ex chefe do Departamento de Letras Modernas, em resposta &amp;agrave; manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &amp;nbsp;Reitora Suely Vilela sobre&amp;nbsp;a presen&amp;ccedil;a de tropas da PM no campus e sobre os acontecimentos de 09 de junho.&amp;nbsp;Considero o texto um documento significativo do momento que estamos vivendo na Universidade e na FFLCH em especial.&lt;/div&gt;    &lt;div class="gmail_quote"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;font face="Comic Sans MS"&gt; &lt;blockquote style="border-left: 1px solid rgb(204, 204, 204);" class="gmail_quote"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Segue abaixo o texto da resposta &amp;agrave;&lt;/font&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote style="border-left: 1px solid rgb(204, 204, 204);" class="gmail_quote"&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;quot;Carta &amp;agrave; comunidade universit&amp;aacute;ria&amp;quot;, que acabo de enviar &amp;agrave; sua assinante, a Reitora da USP,&amp;nbsp;professora Suely Vilela.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Mario M. Gonz&amp;aacute;lez&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Prezada Reitora da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo:&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Docente aposentado compulsoriamente da USP, sinto-me na obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responder &amp;agrave; sua carta. Fundamentalmente porque sou contr&amp;aacute;rio a qualquer viol&amp;ecirc;ncia, particularmente, no caso, &amp;agrave;quela que constitui a presen&amp;ccedil;a e conseguinte a&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;cia Militar em nossa Universidade. Estive na Assembl&amp;eacute;ia da Adusp que deliberou pela atual greve e votei a favor desta porque, mesmo que minorit&amp;aacute;ria, considero que &amp;eacute; a maneira que cabe de manifestar nossa indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o perante o fato de vermos a USP ocupada pela Pol&amp;iacute;cia Militar como nos tempos da ditadura. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; como dar aulas nessas circunst&amp;acirc;ncias.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Considero que se chegou nisso por uma enorme falta de capacidade para o di&amp;aacute;logo por parte da Reitora ao longo do seu mandato. Digo isso pelo fato de ter ocupado a chefia do Departamento de Letras Modernas entre mar&amp;ccedil;o de 2004 e junho de 2007, quando fui aposentado. Ficou claro, para mim, o pouqu&amp;iacute;ssimo caso que, por parte da Reitoria, parecem merecer os Departamentos de Letras, sendo que tenho raz&amp;otilde;es para imaginar que os sucessivos reitores da USP mal conhecem o sentido dos estudos e pesquisas neles desenvolvidos. Esse descaso levou durante anos a que, dentre muitos problemas como a falta de docentes em n&amp;uacute;mero adequado, houvesse e crescesse o drama da falta de espa&amp;ccedil;o para gabinetes de docentes e salas de aulas. O pr&amp;eacute;dio de Letras, projetado nos anos 80 (e constru&amp;iacute;do gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica de uma aluna durante a posse do governador Montoro) foi inaugurado pelo reitor Lobo em 1990, mas estava inconcluso ent&amp;atilde;o e continua inconcluso at&amp;eacute; hoje. Quando eu assumi a chefia do DLM, no inicio de 2004, logo mais fiquei sabendo (e comprovei isso ao ver depois por diversas vezes o correspondente processo) que havia uma verba, no montante de um milh&amp;atilde;o de reais, para a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das salas de aula de Letras, o que amenizaria um problema que chegava &amp;agrave;s raias do absurdo, com os alunos assistindo &amp;agrave;s aulas de fora das salas, pelas janelas, numa modalidade bem peculiar de &amp;ldquo;ensino &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia&amp;rdquo;. Tr&amp;ecirc;s anos depois, sequer havia sido colocado um tijolo. Foi quando os alunos tentaram dialogar com a Reitoria da USP, ningu&amp;eacute;m apareceu para escut&amp;aacute;-los e eles reagiram ocupando o pr&amp;eacute;dio da Reitoria. Embora eu, como membro da Congrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FFLCH, me manifestasse ent&amp;atilde;o contra essa ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entendo que s&amp;oacute; assim foi que, um ano depois, tiveram in&amp;iacute;cio as obras de amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das salas de aula de Letras. A falta de di&amp;aacute;logo gerou a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reitoria. E o fato indicou que o &amp;uacute;nico caminho eficaz parecia ser esse. O fato deixou tamb&amp;eacute;m no ar o medo de uma nova ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&amp;eacute;dio da Reitoria, o que na presente greve levou a Reitora a solicitar a &amp;ldquo;reintegra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de posse&amp;rdquo; que, como a Reitora sabia, significaria a entrada da pol&amp;iacute;cia no campus.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Como j&amp;aacute; manifestei, sou contr&amp;aacute;rio &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia. N&amp;atilde;o sou partid&amp;aacute;rio de piquetes com impedimento f&amp;iacute;sico do acesso, embora deva entender que funcion&amp;aacute;rios da Reitoria da USP queiram os piquetes para poder fazer greve, j&amp;aacute; que se dizem constrangidos ao trabalho pelos seus chefes. Entendo que uma universidade &amp;eacute; por excel&amp;ecirc;ncia o espa&amp;ccedil;o do di&amp;aacute;logo. N&amp;atilde;o cabe aos seus dirigentes negar-se a ele ou interromp&amp;ecirc;-lo, como foi feito nas atuais circunst&amp;acirc;ncias, mesmo tendo que enfrentar a viol&amp;ecirc;ncia. Responder com a viol&amp;ecirc;ncia significa detonar um processo que, como estamos comprovando, ningu&amp;eacute;m sabe onde ir&amp;aacute; dar.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Os fatos presentes me levam a pensar que a USP precisa ser radicalmente reformada. N&amp;atilde;o se trata de que a Reitora renuncie ou de que a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o para reitor seja direta. Trata-se de que a atual universidade, violentamente centralizada, cuja c&amp;uacute;pula s&amp;oacute; n&amp;atilde;o ignora as diferen&amp;ccedil;as quando &amp;eacute; para estabelecer absurdos degraus, deve ser radicalmente reformada. Ser&amp;aacute; a &amp;uacute;nica maneira de termos a esperan&amp;ccedil;a da garantia de que possa haver verdadeiro di&amp;aacute;logo. E de que nunca mais um reitor ou reitora n&amp;atilde;o seja capaz de encontrar outra resposta (mesmo que para responder &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia) a n&amp;atilde;o ser trazer a Pol&amp;iacute;cia Militar (essa heran&amp;ccedil;a da ditadura) para dentro do campus.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="ES-AR"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Atenciosamente,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span lang="ES-AR"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Prof. Dr. Mario Miguel Gonz&amp;aacute;lez&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/font&gt;</content>
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    <title>Relato do Profº Ádrian Fanjul (DLM/FFLCH - USP)</title>
    <published>2009-06-23T03:17:17Z</published>
    <updated>2009-06-23T03:17:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="arial,helvetica,sans-serif"&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Abaixo, a &amp;iacute;ntegra do relato do professor &amp;Aacute;drian Fanjul, da &amp;aacute;rea de Espanhol do Departamento de Letras Modernas da FFLCH/USP. Esse relato foi elaborado no dia 09, ap&amp;oacute;s a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o repressiva da invas&amp;atilde;o da PM no campus Butant&amp;atilde; da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo contra professores, funcion&amp;aacute;rios e estudantes das tr&amp;ecirc;s universidades estaduais paulistas. [grifos nossos]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Caros colegas:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Hoje de tarde estava acontecendo a assembleia da ADUSP, no anfiteatro da Geografia, com uma grande quantidade de professores, quando fomos avisados que havia enfrentamentos com a Pol&amp;iacute;cia. Uma parte da Assembleia foi ver o que acontecia, outros quiseram ir para mediar, muitos ficamos esperando no hall da Geografia.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Foi perfeitamente vis&amp;iacute;vel, primeiro, como a PM perseguia os manifestantes (muitos, vimos muitos alunos que cada um de n&amp;oacute;s conhece perfeitamente como aluno), e como jogava bombas e balas de borracha.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Vieram para o pr&amp;eacute;dio e a pol&amp;iacute;cia chegou a jogar v&amp;aacute;rias bombas de g&amp;aacute;s pimenta dentro do hall, logo no momento em que, na Avenida,&amp;nbsp;a Diretora tentava&amp;nbsp;mediar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pelo menos um centenar de professores est&amp;aacute;vamos ali e tivemos que nos proteger desse ataque, v&amp;aacute;rios passaram mal. N&amp;oacute;s, corridos com bombas. N&amp;oacute;s, docentes, pesquisadores, que imagino que n&amp;atilde;o preciso dizer que n&amp;atilde;o portamos armas, como n&amp;atilde;o as portam os alunos nem os funcion&amp;aacute;rios, mas&amp;nbsp;antecipo isso porque espero que ningu&amp;eacute;m tenha o mal gosto, nestas circunst&amp;acirc;ncias, de teorizar justificativas sobre se&amp;nbsp;merec&amp;iacute;amos passar por esse trato. Depois de momentos de afli&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de nos reencontrar na confus&amp;atilde;o para tentar encontrar palavras para a humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a inj&amp;uacute;ria dessa gente que comanda (agora sim, o verbo faz sentido) a Universidade e que n&amp;atilde;o podia n&amp;atilde;o saber que ali acontecia a assembleia da ADUSP, decidimos fazer de tudo para tentar que a Faculdade n&amp;atilde;o fosse invadida e n&amp;atilde;o houvesse mais confronto.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;A Diretora, Sandra Nitrini, dando um verdadeiro exemplo de quem se importa sim pela institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o que dirije, esteve tempo todo ali. Muitos dos professores presentes, junto com a Diretora,&amp;nbsp;tentamos convencer os alunos (muitos) de que se reunissem no hall e n&amp;atilde;o na Av. Luciano Gualberto. Em todo esse tempo, &lt;b&gt;Suely Vilela n&amp;atilde;o atendeu um s&amp;oacute; telefonemas dos muitos que foram feitos.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Est&amp;atilde;o&amp;nbsp; presentes aqui um deputado e v&amp;aacute;rios vereadores (desculpem, esqueci os sobrenomes deles), um dos quais conseguiu uma reuni&amp;atilde;o com o Vice-Reitor, Franco Lajolo, convidando representantes das 3 categorias. Os docentes que est&amp;aacute;vamos (muitos, porque v&amp;aacute;rios que n&amp;atilde;o estavam, na Assembleia chegaram depois), decidimos que por parte dos docentes, participasse com uma comiss&amp;atilde;o. Os estudantes em assembleia por enquanto decidiram n&amp;atilde;o ir, mas&amp;nbsp; a comiss&amp;atilde;o de professores decidiu ir igual e leva uma &amp;uacute;nica proposta: &lt;b&gt;chega desta vergonha, nem um policial no Campus.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;O sentimento geral dos que estamos e estivemos aqui, n&amp;oacute;s,&amp;nbsp;colegas de voc&amp;ecirc;s,&amp;nbsp; corridos &lt;u&gt;dentro de nossa pr&amp;oacute;pria Faculdade&lt;/u&gt; com g&amp;aacute;s lacrimog&amp;ecirc;neo, &amp;eacute; que &lt;b&gt;esta inj&amp;uacute;ria precisa ser o fim de um caminho e algu&amp;eacute;m tem que ter a dec&amp;ecirc;ncia de sair de um lugar de poder que faz tempo que n&amp;atilde;o lhe corresponde. Talvez o fato de que quem est&amp;aacute; tentando (ou aceitando?) falar com a comunidade &amp;eacute; o Vice-Reitor, seja um sintoma de que chegou o final da&amp;nbsp; &amp;quot;gest&amp;atilde;o&amp;quot; que temos sofrido.&amp;nbsp;Esperamos sinceramente que assim seja, quando o g&amp;aacute;s lacrimog&amp;ecirc;neo se disperse e a tropa saia. Posso usar esse plural porque entre n&amp;oacute;s, pelo menos todos que vi, ainda os mais moderados, havia uma grande coincid&amp;ecirc;ncia nisso.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Estamos aguardando o resultado da conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com Lajolo para o que agora preocupa todo mundo: a pol&amp;iacute;cia no campus.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;A Assembleia dos docentes ser&amp;aacute; retomada&amp;nbsp;amanh&amp;atilde;, &amp;agrave;s 10h, na Geografia.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um abra&amp;ccedil;o&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Prof. Dr.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Adri&amp;aacute;n Fanjul.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Uma outra greve é possível</title>
    <published>2009-06-23T03:15:22Z</published>
    <updated>2009-06-23T03:15:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="titulo"&gt;Uma outra greve &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel&lt;/p&gt;                      &lt;p class="linhafina"&gt;Esta semana (a partir de 15 at&amp;eacute; 19 de junho) &amp;eacute; uma semana de greve no ensino alem&amp;atilde;o. V&amp;aacute;rias universidades e muitas escolas secund&amp;aacute;rias paralisaram suas atividades, em diferentes dias, mobilizando-se por mais verbas para a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino, e por uma gest&amp;atilde;o mais democr&amp;aacute;tica do setor. Na Europa t&amp;ecirc;m sido constantes os protestos estudantis motivados contra o chamado &amp;ldquo;Processo de Bolonha&amp;rdquo;, uma declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjunta dos pa&amp;iacute;ses integrantes da Uni&amp;atilde;o Europ&amp;eacute;ia. O artigo &amp;eacute; de Fl&amp;aacute;vio Aguiar.&lt;/p&gt;                      &lt;p class="headline-link"&gt;Fl&amp;aacute;vio Aguiar&lt;/p&gt;                                   Uma outra greve &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel. E uma outra reitoria tamb&amp;eacute;m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana (a partir de 15 at&amp;eacute; 19 de junho) &amp;eacute; uma semana de greve no ensino alem&amp;atilde;o. V&amp;aacute;rias universidades e muitas escolas secund&amp;aacute;rias paralisaram suas atividades, em diferentes dias, mobilizando-se por mais verbas para a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino, e por uma gest&amp;atilde;o mais democr&amp;aacute;tica do setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa t&amp;ecirc;m sido constantes os protestos estudantis motivados contra o chamado &amp;ldquo;Processo de Bolonha&amp;rdquo;, uma declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjunta dos pa&amp;iacute;ses integrantes da Uni&amp;atilde;o Europ&amp;eacute;ia. Esse &amp;ldquo;Processo&amp;rdquo;, criado de 1998 a 2000, teve por objetivo centralizar e uniformizar as pol&amp;iacute;ticas educacionais europ&amp;eacute;ias, tendo como alvo aumentar sua competitividade em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; dos Estados Unidos, no que se refere ao ensino superior. Na pr&amp;aacute;tica, ele trouxe a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma s&amp;eacute;rie de medidas inspiradas em crit&amp;eacute;rios empresariais, e foi implantado sem consulta &amp;agrave;s universidades e outras ag&amp;ecirc;ncias em n&amp;iacute;vel nacional. Significou uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico e um aumento da privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ensino, al&amp;eacute;m de trazer uma aura de descompromisso dos estados nacionais para com o n&amp;iacute;vel superior de ensino, com diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de verbas e por vezes de ofertas de cursos, particularmente aqueles considerados n&amp;atilde;o-rent&amp;aacute;veis, ou &amp;ldquo;de luxo&amp;rdquo;. A &amp;aacute;rea de humanas foi particular e duramente afetada. (Ver, a esse respeito, o artigo de Lima, LC; Azevedo, MLN; Catani, AM; &lt;a target="_blank" href="http://www.scielo.br/pdf/v13n1/a02v13n1.pdf"&gt;&amp;ldquo;O Processo de Bolonha, a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior e algumas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a Universidade Nova&amp;rdquo;&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a greve, uma decis&amp;atilde;o importante foi a da reitoria da Universidade Livre de Berlim (&lt;i&gt;Freie Universit&amp;auml;t Berlin&lt;/i&gt;). O reitor enviou uma carta a todos os docentes pedindo que colaborassem com o movimento dos estudantes, evitando provas nessa semana, pedindo a n&amp;atilde;o ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de faltas ou outras medidas punitivas contra o movimento, e estimulando-os a participar de atividades como debates e aulas p&amp;uacute;blicas sobre os temas do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al&amp;eacute;m da suspens&amp;atilde;o das aulas, das &amp;ldquo;aulas na greve&amp;rdquo; na pr&amp;oacute;pria universidade ou pelas diversas cidades alem&amp;atilde;s, na quarta-feira, dia 17, houve manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rua por toda a Alemanha. Em Berlim os estudantes se concentraram na Alexanderplatz (famoso lugar berlinense, um antigo bairro oper&amp;aacute;rio movimentad&amp;iacute;ssimo, arrasado pela guerra, hoje uma imensa pra&amp;ccedil;a em frente &amp;agrave; prefeitura &amp;ndash; ver o romance de Alfred D&amp;ouml;blin, &amp;ldquo;Berlin Alexanderplatz&amp;rdquo;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta Maior esteve l&amp;aacute;: havia milhares de jovens (no olh&amp;ocirc;metro, pois o lugar &amp;eacute; muito vasto e a multid&amp;atilde;o estava muito dispersa, calculei umas dez mil pessoas). Havia muitos jovens muito jovens, que vinham das escolas secund&amp;aacute;rias, muitos e muitos estudantes universit&amp;aacute;rios, e alguns &amp;ldquo;seniores&amp;rdquo; que nem eu, que eram professores, tamb&amp;eacute;m portando cartazes e faixas, como os outros. Muitos pais jovens levaram suas crian&amp;ccedil;as, e havia um n&amp;uacute;mero significativo de parapl&amp;eacute;gicos com suas cadeiras de rodas motorizadas ou n&amp;atilde;o. Como sempre, nessas ocasi&amp;otilde;es, era pequena a presen&amp;ccedil;a do &amp;ldquo;escal&amp;atilde;o m&amp;eacute;dio de idade&amp;rdquo;, assim, digamos, entre os 30 e os 50 anos, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s outras faixas geracionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o evidentemente atrapalhou o tr&amp;acirc;nsito, e modificou a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o na regi&amp;atilde;o. Pude observar o ar irritado de uns tipos &amp;ldquo;executivos&amp;rdquo;, com seus ternos e gravatas, na casa dos quarenta anos, com aquilo que para eles devia ser uma perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o in&amp;uacute;til da &lt;i&gt;&amp;ldquo;Ordnung&amp;rdquo;&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e cartazes para todos os gostos. Iam desde pedidos espec&amp;iacute;ficos, como &amp;ldquo;Um computador para a sala tal da Faculdade X&amp;rdquo; (esqueci o n&amp;uacute;mero e o nome) at&amp;eacute; o gen&amp;eacute;rico &lt;i&gt;&amp;ldquo;Mehr Geld f&amp;uuml;r Bildung&amp;rdquo;&lt;/i&gt;, &amp;ldquo;Mais Dinheiro (ou Verba) para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;. Tamb&amp;eacute;m: &amp;ldquo;A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; um instrumento (Apparat, aparelho) da economia&amp;rdquo;. E havia os engra&amp;ccedil;ados: &amp;ldquo;Mais c&amp;eacute;rebros para todos&amp;rdquo;, ou &amp;ldquo;Quando eu crescer, serei apenas um capital humano&amp;rdquo;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pol&amp;iacute;cia seguia de perto e de longe a manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o houve confrontos, nem mesmo quando os manifestantes sa&amp;iacute;ram em passeata em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Hackescher Markt, outro ponto tradicional da cidade, antigo bairro judeu e hoje sede de uma s&amp;eacute;rie de espa&amp;ccedil;os culturais, sindicatos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas n&amp;atilde;o pensem que tudo s&amp;atilde;o flores e jardins amenos. Na noite anterior, 14, um grupo de estudantes ocupou a reitoria da Freie Universit&amp;auml;t. O reitor, que enviara a carta, chamou a pol&amp;iacute;cia, para a reintegra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de posse. Mas houve uma negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conduzida por um grupo de professores, e os manifestantes se retiraram pacificamente do pr&amp;eacute;dio, que ficou inc&amp;oacute;lume, sem danos. &amp;Eacute; verdade que em sites da greve apareceram reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es, dizendo que alguns dos estudantes foram &amp;ldquo;molestados&amp;rdquo; pela pol&amp;iacute;cia. Mas nem de longe qualquer coisa que se assemelhasse &amp;agrave;quilo com que estamos acostumados, quando a nossa pol&amp;iacute;cia &amp;ldquo;entra em campus&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, quando digo que nem tudo s&amp;atilde;o flores, quero dizer que tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; espinhos brabos por aqui. Na Fran&amp;ccedil;a as manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos estudantes contra as mesmas medidas t&amp;ecirc;m sido marcadas pela repress&amp;atilde;o policial. Na Alemanha, em protestos de rua, &amp;eacute; freq&amp;uuml;ente a presen&amp;ccedil;a dos &amp;ldquo;Autonomen&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Aut&amp;ocirc;nomos&amp;rdquo;, grupos de centenas de jovens, que se auto-convocam pela internete, se vestem de preto, com &amp;oacute;culos escuros ou len&amp;ccedil;os sobre o rosto, e que invariavelmente v&amp;atilde;o para o confronto com a pol&amp;iacute;cia, queima de carros, apedrejamento de vitrines,e outras viol&amp;ecirc;ncias do g&amp;ecirc;nero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite do dia 14, enquanto estudantes ocupavam a reitoria da FU, a televis&amp;atilde;o mostrou uma reportagem sobre um jovem aluno universit&amp;aacute;rio que, em 2007, durante as manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra o G-8, em Rostock (Carta Maior tamb&amp;eacute;m esteve l&amp;aacute;), perdeu uma vista devido &amp;agrave; a&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;cia. A reuni&amp;atilde;o do G-8 era em cidade vizinha, com forte aparato policial isolando os acessos. Grupos de jovens tentaram chegar ao local atravessando os descampados das &amp;aacute;reas rurais. Tamb&amp;eacute;m foram contidos pelos policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas ocasi&amp;otilde;es, a pol&amp;iacute;cia, n&amp;atilde;o se sabe muito bem por qu&amp;ecirc;, resolveu dispersar os manifestantes com jatos de &amp;aacute;gua. Ali&amp;aacute;s, quando daquela cobertura, pude constatar em v&amp;aacute;rias ocasi&amp;otilde;es o despreparo, pelo menos daquelas for&amp;ccedil;as policiais que l&amp;aacute; estavam, para lidar com essas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al&amp;eacute;m de repressora, a atitude dos policiais foi absurda, pois os jovens n&amp;atilde;o bloqueavam qualquer caminho, nem investiram contra o aparato. O jovem em quest&amp;atilde;o foi surpreendido &amp;ndash; pois o clima n&amp;atilde;o era de confronto &amp;ndash; e tomou o aparentemente &amp;ldquo;inofensivo&amp;rdquo; jato de &amp;aacute;gua de frente, em pleno rosto, o que lhe esmagou um dos olhos. O jovem agora processa a pol&amp;iacute;cia que, por seu turno, nega ter qualquer responsabilidade pelo ocorrido (?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos jovens &amp;ndash; e pude conversar com alguns a respeito &amp;ndash; reclamam que nos &amp;uacute;ltimos anos houve um &amp;ldquo;endireitamento&amp;rdquo; do corpo docente, tornado mais e mais conservador em muitas &amp;aacute;reas. Isso rima com aquela observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que fiz acima e em outras mat&amp;eacute;rias, sobre a exist&amp;ecirc;ncia de uma &amp;ldquo;gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o perdida&amp;rdquo; na Europa, a que amadureceu com a crise e a queda dos regimes comunistas do leste europeu. Felizmente entre os mais jovens a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; outra, mais participativa e tamb&amp;eacute;m mais contestadora &amp;ndash; o que n&amp;atilde;o quer dizer que tenham propriamente nostalgia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos regimes que ru&amp;iacute;ram. T&amp;ecirc;m, e h&amp;aacute; pesquisas interessantes a respeito &amp;ndash; de alguns aspectos, sobretudo, &amp;eacute; claro, nas &amp;aacute;reas de emprego e pol&amp;iacute;ticas sociais. Al&amp;eacute;m de que no lado oriental as pol&amp;iacute;ticas eram de pleno emprego, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das mulheres, por exemplo, em mat&amp;eacute;ria de creches e direitos da maternidade, era muito melhor do que a de agora, no capitalismo triunfante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, a semana de greve pela educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi cheia de ensinamentos para este correspondente. Entre eles, a de que, com todos os problemas e conflitos que podem existir, uma outra greve e um outro tipo de autoridade universit&amp;aacute;ria s&amp;atilde;o poss&amp;iacute;veis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16040&lt;br /&gt;</content>
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    <title>Link</title>
    <published>2009-06-23T03:13:32Z</published>
    <updated>2009-06-23T03:13:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;a href="http://universidadeparaquem.wordpress.com/"&gt;http://universidadeparaquem.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vale a pena!</content>
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    <title>Comparato: A autonomia universitária é uma farsa</title>
    <published>2009-06-23T03:11:20Z</published>
    <updated>2009-06-23T03:11:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;h1&gt;&lt;font size="1"&gt;Comparato: A autonomia universit&amp;aacute;ria &amp;eacute; uma farsa&lt;br /&gt; 	&lt;/font&gt;&lt;/h1&gt; &lt;font size="1"&gt;	&lt;br /&gt;  	  	&lt;/font&gt;&lt;div align="left" style="background-color: rgb(239, 239, 239); font-family: Arial,Verdana;"&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;br /&gt; 		 	&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;font size="1"&gt;		&lt;/font&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;O jurista&amp;nbsp;sofreu uma decep&amp;ccedil;&amp;atilde;o na &amp;uacute;ltima quinta-feira (18). Ao chegar para a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma tese de Mestrado, o professor deparou-se com as portas da Faculdade de Direito do Largo S&amp;atilde;o Francisco cerradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por decis&amp;atilde;o do diretor Jo&amp;atilde;o Grandino Rodas, o hist&amp;oacute;rico pr&amp;eacute;dio ficou fechado ao longo do dia por temor do que poderia ocorrer durante a passeata de estudantes, funcion&amp;aacute;rios e professores de USP, Unesp e Unicamp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de subir ao caminh&amp;atilde;o de som dos manifestantes e afirmar que a reitora da USP, Suely Vilela, n&amp;atilde;o tem mais confian&amp;ccedil;a dos &amp;ldquo;dirigidos&amp;rdquo; para permanecer no cargo, o professor conversou com a reportagem da Rede Brasil Atual sobre a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade &amp;ndash; jornalistas de outros ve&amp;iacute;culos acompanharam a conversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o jurista, a reitora, que deveria ser representante da comunidade universit&amp;aacute;ria, comporta-se como secret&amp;aacute;ria do governador Jos&amp;eacute; Serra, que utilizou a Pol&amp;iacute;cia Militar como capangas do estado de S&amp;atilde;o Paulo ao reprimir manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o semana passada na Cidade Universit&amp;aacute;ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o estadual, F&amp;aacute;bio Konder Comparato aponta abuso no uso de publicidade como forma de promover eleitoralmente Jos&amp;eacute; Serra e destaca que tal propaganda vai contra a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H&amp;aacute; dois anos, o jurista foi v&amp;iacute;tima da aposentadoria compuls&amp;oacute;ria, adotada para professores das universidades estaduais paulistas que atingem os 70 anos. Para ele, trata-se da &amp;ldquo;expuls&amp;oacute;ria&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o professor mant&amp;eacute;m estreita rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a academia e desenvolve atividades nas &amp;aacute;reas de Direito Comercial e dos Direitos Humanos, nas quais esteve focado ao longo dos &amp;uacute;ltimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor viu o fechamento do pr&amp;eacute;dio da Faculdade de Direito do Largo S&amp;atilde;o Francisco?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acho que nunca aconteceu na Faculdade de Direito. &amp;Eacute; um ato ins&amp;oacute;lito porque, se os diretores de faculdade e a reitora se queixam da greve, eles deveriam tamb&amp;eacute;m se manifestar contra o lockout. Isso &amp;eacute; exatamente o oposto da greve, &amp;eacute; o lockout, que &amp;eacute; quando uma empresa fecha as portas e n&amp;atilde;o deixa entrar os oper&amp;aacute;rios. &amp;Eacute; o que aconteceu aqui e eu fiquei muito envergonhado como professor. Eu fiquei literalmente surpreso com essa decis&amp;atilde;o, que n&amp;atilde;o tem a meu ver nenhum apoio nos princ&amp;iacute;pios republicanos que devem reger a Universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor acompanhou os fatos da semana passada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O que &amp;eacute; grave &amp;eacute; que a Pol&amp;iacute;cia Militar, que &amp;eacute; composta por oficiais e soldados dignos, dedicados, come&amp;ccedil;a a ser utilizada como um grupo de capangas do governador do estado e da reitora da Universidade. Isso &amp;eacute; humilhante n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a Universidade, mas tamb&amp;eacute;m para os oficiais e soldados. Eles t&amp;ecirc;m que exercer o papel mantendo a seguran&amp;ccedil;a e a ordem p&amp;uacute;blica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; uma cidade absolutamente desordeira e submetida ao banditismo mais desbragado. N&amp;atilde;o sei se as pessoas se d&amp;atilde;o conta, mas de um ano para c&amp;aacute; o n&amp;uacute;mero de furtos de ve&amp;iacute;culos crescem em 300%. Oras, &amp;eacute; evidente que, para reprimir isso, &amp;eacute; preciso saber utilizar a Pol&amp;iacute;cia Militar, e n&amp;atilde;o simplesmente concentra-la no campus da USP para atacar estudantes, professores e funcion&amp;aacute;rios. &amp;Eacute; uma invers&amp;atilde;o de objetivos.&lt;br /&gt;O servi&amp;ccedil;o da pol&amp;iacute;cia n&amp;atilde;o pode ser utilizado desta forma. Isso &amp;eacute; um abuso de poder por parte do governo do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O&amp;nbsp;senhor entende que os fatos feriram o conceito da Universidade como institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o aut&amp;ocirc;noma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sem d&amp;uacute;vida. Ali&amp;aacute;s, a autonomia da Universidade &amp;eacute; uma farsa, a come&amp;ccedil;ar pelo aspecto financeiro. O artigo 207 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o declara as universidades aut&amp;ocirc;nomas sob o aspecto did&amp;aacute;tico-cient&amp;iacute;fico, financeiro e administrativo, e o que se verifica &amp;eacute; que sob o aspecto financeiro a Universidade &amp;eacute; tratada como se fosse uma simples fonte de gastos. Ou seja, para n&amp;oacute;s, tradicionalmente no Brasil, o servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; uma esp&amp;eacute;cie de ralo por onde somem os recursos p&amp;uacute;blicos. A fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; servir o povo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; servir a economia e dar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para n&amp;oacute;s, tradicionalmente no Brasil, o servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; uma esp&amp;eacute;cie de ralo por onde somem os recursos p&amp;uacute;blicos. A fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; servir o povo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; servir a economia e dar dinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia n&amp;oacute;s faremos restringindo a propaganda governamental. O governador do estado faz propaganda da sua gest&amp;atilde;o, indo contra a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e ele resolve fazer economia em servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos. Isso &amp;eacute; um esc&amp;aacute;rnio. &amp;Eacute; preciso que se diga claramente que o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico Estadual &amp;eacute; culpado por n&amp;atilde;o atacar essa propaganda governamental que &amp;eacute; feita com dinheiro do povo simplesmente para beneficiar o governador de plant&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo 37 par&amp;aacute;grafo 1&amp;ordm; da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o pro&amp;iacute;be a publicidade oficial em tom de propaganda ou para projetar a figura oficial de pol&amp;iacute;ticos, e &amp;eacute; o que se faz de alto a baixo em todos os estados da federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O&amp;nbsp;senhor falou que a reitora perdeu a confian&amp;ccedil;a da comunidade. Uma vez posto isso, qual o caminho a ser seguido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Infelizmente, o Estatuto da USP n&amp;atilde;o abre um caminho. &amp;Eacute; por isso que tem que ser mudado. A reitora da Universidade n&amp;atilde;o &amp;eacute; eleita pelo Conselho, ela &amp;eacute; nomeada pelo governador. Claro, a partir de uma lista tr&amp;iacute;plice, mas essa lista &amp;eacute; formulada por uma maioria esmagadora de professores. Os estudantes e funcion&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o subrepresentados no Conselho Universit&amp;aacute;rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, al&amp;eacute;m disso, no momento em que ela perdeu a confian&amp;ccedil;a de todos, ela n&amp;atilde;o pode ser destitu&amp;iacute;da. Nem o governador pode a rigor destitu&amp;iacute;-la, porque ela &amp;eacute; nomeada por tempo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; democracia. At&amp;eacute; agora, funcionou porque a exig&amp;ecirc;ncia democr&amp;aacute;tica na sociedade brasileira era muito fraca. Mas a nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se conforma com isso. A minha gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda achava que a elite &amp;eacute; que deveria governar e que o povo &amp;eacute; ignorante e incompetente. Hoje, gra&amp;ccedil;as a Deus, essas no&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o desaparecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo sabe que n&amp;atilde;o &amp;eacute; idiota e sabe que &amp;eacute; explorado, que n&amp;atilde;o tem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de manifestar sua soberania. Qual o fundamento da democracia? Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes ou diretamente. Os reitores de universidades n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o representantes do povo universit&amp;aacute;rio, e isso &amp;eacute; de uma verdade mais do que evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ent&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s temos que continuar pregando a Rep&amp;uacute;blica e a democracia na Universidade mesmo quando n&amp;atilde;o h&amp;aacute; chance para que nossa prega&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja ouvida. Aos poucos, nossas reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o penetrando nas consci&amp;ecirc;ncias, e quando a maioria se convencer que n&amp;oacute;s vivemos um regime pol&amp;iacute;tico imoral, explorador e desordeiro, esse regime estar&amp;aacute; com os dias contados. Infelizmente, n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; para o meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os fatos da semana passada podem marcar um momento de inflex&amp;atilde;o dentro da luta por democracia na Universidade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu espero que sim, mas &amp;eacute; preciso n&amp;atilde;o perder de vista o seguinte: toda vez que a imoralidade e a viol&amp;ecirc;ncia irracional crescem na sociedade, a direita se torna mais forte. A direita espera sempre que haja algu&amp;eacute;m forte e decidido para tomar conta do Estado. E &amp;eacute; o que est&amp;aacute; acontecendo. H&amp;aacute; um grupo forte de estudantes que n&amp;atilde;o acredita mais em democracia e nunca acreditou em Rep&amp;uacute;blica e est&amp;aacute; esperando algo como um fascismo tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu n&amp;atilde;o tenho raiva deles, pelo contr&amp;aacute;rio, considero como meus filhos e, de certa maneira, eu sei que eles est&amp;atilde;o errados. N&amp;oacute;s erramos ao deixar de lutar eficazmente pela democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade, n&amp;oacute;s erramos ao sermos condescendentes com a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e agora estamos pagando o pre&amp;ccedil;o disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a verdadeira esquerda n&amp;atilde;o &amp;eacute; an&amp;aacute;rquica ou destruidora. A verdadeira esquerda &amp;eacute; aquela que se liga indissoluvelmente aos pobres, aos humilhados e aos oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &amp;eacute; por isso que quando surge uma figura como o Lula, que est&amp;aacute; longe de ser perfeito, mas que tem sensibilidade pelo pobre e que fala a linguagem do pobre, ele &amp;eacute; n&amp;atilde;o s&amp;oacute; acolhido como ele &amp;eacute; venerado. E isso irrita profundamente a direita e a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Neste momento de greve, sempre h&amp;aacute; quem queira desmerecer as decis&amp;otilde;es tomadas em assembleias.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Brasil e em v&amp;aacute;rios outros pa&amp;iacute;ses n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uma manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de soberania. O povo n&amp;atilde;o consegue impor a sua vontade unicamente elegendo representantes. Para que possa impor sua vontade, seria preciso, em primeiro lugar, que al&amp;eacute;m de eleger, tivesse o poder de destituir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se chama recall. Isso existe em 15 estados dos Estados Unidos. No momento em que o povo soubesse que ele pode eleger, mas que pode tamb&amp;eacute;m destituir, a pol&amp;iacute;tica mudaria de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o povo precisa ter o direito de se manifestar sobre temas econ&amp;ocirc;micos, pol&amp;iacute;ticos e sociais diretamente. &amp;Eacute; preciso abrir o referendo e o plebiscito. O Congresso Nacional impede isso porque &amp;eacute; contra o clube deles, tanto de esquerda quanto de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Analisando em termos gerais, v&amp;ecirc;-se uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade opondo-se fortemente &amp;agrave;s a&amp;ccedil;&amp;otilde;es estudantis, tidas como radicais. Qual o papel que a Universidade vem desempenhando na sociedade para que se acabe alastrando esse tipo de opini&amp;atilde;o?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O grande problema &amp;eacute; que a Universidade, todas as universidades p&amp;uacute;blicas de modo geral, talvez com honrosas exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, agem com objetivos n&amp;atilde;o-republicanos. Ou seja, como se fosse um assunto privado. Professores se ocupam com a sua carreira, funcion&amp;aacute;rios com a sua carreira, estudantes com o seu diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta faculdade est&amp;aacute; no centro de uma metr&amp;oacute;pole cujo peso de pobreza e de mis&amp;eacute;ria &amp;eacute; imenso. A cem metros daqui, n&amp;oacute;s podemos entrar em um corti&amp;ccedil;o onde as pessoas alugam cama por algumas horas. E sobretudo no frio, agora no inverno, fazem quest&amp;atilde;o de alugar uma cama de algu&amp;eacute;m que acabou de sair porque ela est&amp;aacute; quentinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Faculdade de Direito, que est&amp;aacute; aqui no centro da mis&amp;eacute;ria, cujas portas se abrem toda manh&amp;atilde; com dezenas de pedintes, de miser&amp;aacute;veis que dormiram ao relento, a faculdade n&amp;atilde;o se preocupa com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; nenhum professor que d&amp;ecirc; como trabalho pr&amp;aacute;tico aos seus alunos cuidar de contratos de loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos corti&amp;ccedil;os aqui do centro. Quer cuidar disso? Vai ver como se aluga cama durante oito horas e, portanto, d&amp;aacute; tr&amp;ecirc;s alugu&amp;eacute;is por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de discutirmos problema de direito do trabalho, por que n&amp;atilde;o enviar os alunos at&amp;eacute; quem precisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade p&amp;uacute;blica existe para qu&amp;ecirc;? Qual o objetivo dela? Ela &amp;eacute; financiada sobretudo pelos pobres, que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m o menor retorno da Universidade. &amp;Eacute; claro que eles t&amp;ecirc;m raiva. Agora, no dia em que as universidades se voltarem para os direitos dos pobres, a&amp;iacute; eu quero ver as classes abastadas dizerem que a Universidade s&amp;oacute; faz desordem e que ela depreda, que ela atinge a Pol&amp;iacute;cia Militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema brasileiro, fundamental, j&amp;aacute; foi dito na primeira metade do s&amp;eacute;culo XVII pelo primeiro historiador do Brasil, Frei Vicente do Salvador: nenhum homem nesta terra &amp;eacute; republico nem zela e trata do bem comum, se n&amp;atilde;o cada um do bem particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58319&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <title>Mais um texto sobre a Univesp</title>
    <published>2009-06-23T02:49:18Z</published>
    <updated>2009-06-25T19:21:32Z</updated>
    <content type="html">S&amp;atilde;o Paulo, s&amp;aacute;bado, 20 de junho de 2009&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;TEND&amp;Ecirc;NCIAS/DEBATES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Univesp &amp;eacute; um bom caminho para ampliar o acesso ao ensino superior no pa&amp;iacute;s?&lt;br /&gt; N&amp;Atilde;O&lt;br /&gt; &amp;quot;Univesp &amp;eacute; arremedo de ensino superior&amp;quot;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p&gt;NO BRASIL , &amp;eacute; comum atribuir rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o intr&amp;iacute;nseca e biun&amp;iacute;voca entre&amp;nbsp;ensino &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia (E&amp;agrave;D) e tecnologias de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;(TIC), modernas ou n&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano, pois tais tecnologias n&amp;atilde;o caracterizam nem sequer s&amp;atilde;o&amp;nbsp;exclusivas do E&amp;agrave;D. A incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das TIC no ensino presencial, por&amp;nbsp;sinal, &amp;eacute; modesta, entre outros motivos, porque faltam &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino recursos para prover a infraestrutura necess&amp;aacute;ria. Por outro lado, a pr&amp;aacute;tica do E&amp;agrave;D no pa&amp;iacute;s apresenta caracter&amp;iacute;sticas negativas:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1) cursos modulares, aligeirados;&lt;br /&gt;2) reduzida carga de ensino presencial, nem sempre conduzida por professores (substitu&amp;iacute;dos por monitores e tutores);&lt;br /&gt;3) fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo de ensino: planejamento, elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acompanhamento e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o realizados por pessoas distintas; e;&lt;br /&gt;4) precariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho dos docentes, monitores e tutores, todos submetidos a contratos tempor&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt; Educadores e pesquisadores t&amp;ecirc;m estudado o tema. Experi&amp;ecirc;ncias que&amp;nbsp;tamb&amp;eacute;m se valeram em parte do E&amp;agrave;D (como as licenciaturas parceladas no&amp;nbsp;MT e o projeto Gavi&amp;atilde;o no PA) auguram alguns indicadores positivos.&lt;br /&gt; Mas ainda n&amp;atilde;o dispomos de um conjunto fundamentado de saberes sobre o&amp;nbsp;assunto que justifique a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o plena do E&amp;agrave;D. Contudo, institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es e&amp;nbsp;pessoas distorcem os esfor&amp;ccedil;os citados para defender o seu uso&lt;br /&gt; indiscriminado, a come&amp;ccedil;ar pela forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores e em larga&amp;nbsp;escala. Os defensores incondicionais do E&amp;agrave;D t&amp;ecirc;m agido rapidamente,&amp;nbsp;tanto no plano nacional (cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade Aberta do Brasil)&amp;nbsp;como em SP, onde criaram o programa Universidade Virtual do Estado de&amp;nbsp;S&amp;atilde;o Paulo (Univesp). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutiremos aqui duas de suas alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) E&amp;agrave;D&amp;nbsp;e Univesp democratizam o acesso ao ensino superior (ES) e;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;2) Suprem a&amp;nbsp;falta de professores de algumas disciplinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Grande contingente de pessoas n&amp;atilde;o tem acesso ao ES presencial,&amp;nbsp;supostamente por quest&amp;otilde;es sociais ou geogr&amp;aacute;ficas; assim, a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o do&amp;nbsp;E&amp;agrave;D seria uma iniciativa democratizadora. Por&amp;eacute;m, muitos desses&amp;nbsp;exclu&amp;iacute;dos residem em munic&amp;iacute;pios onde h&amp;aacute; ES p&amp;uacute;blico, presencial e de&amp;nbsp;qualidade, mas sem vagas em n&amp;uacute;mero suficiente.&amp;nbsp;Ora, se h&amp;aacute; jovens alijados do ensino superior por raz&amp;otilde;es sociais ou&amp;nbsp;econ&amp;ocirc;micas, os instrumentos a usar s&amp;atilde;o outros: cursos noturnos, bolsas&amp;nbsp;de estudo, moradia estudantil etc. Quanto &amp;agrave;s regi&amp;otilde;es desprovidas de&amp;nbsp;ES, o Plano Estadual de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Proposta da Sociedade Paulista&amp;nbsp;(parado na Assembleia Legislativa) resolveria tal problema por meio da&amp;nbsp;expans&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas presenciais.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista educacional, o E&amp;agrave;D poder&amp;aacute; trazer in&amp;uacute;meras limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;nbsp;para os estudantes, desde aus&amp;ecirc;ncia de programas de inicia&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;cient&amp;iacute;fica a dificuldades de acesso a boas bibliotecas e a&amp;nbsp;laborat&amp;oacute;rios bem equipados. E ser&amp;atilde;o privados da indispens&amp;aacute;vel&amp;nbsp;intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os estudantes, destes com os professores e de uns e&amp;nbsp;outros com os objetos de conhecimento, em preju&amp;iacute;zo da aprendizagem.&amp;nbsp;V&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses adotam E&amp;agrave;D para contemplar pessoas que n&amp;atilde;o podem ser&amp;nbsp;atendidas presencialmente: impossibilitados de locomo&amp;ccedil;&amp;atilde;o,&lt;br /&gt; prisioneiros, militares engajados em regi&amp;otilde;es de fronteira etc. Por que&amp;nbsp;n&amp;atilde;o se faz isso no Brasil? Por que se busca impor o E&amp;agrave;D em&amp;nbsp;substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ensino presencial regular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as redes p&amp;uacute;blicas de ensino, incluindo a paulista, sofrem com a&amp;nbsp;falta de docentes, em especial de f&amp;iacute;sica, matem&amp;aacute;tica, qu&amp;iacute;mica e&amp;nbsp;biologia. Mais do que a insufici&amp;ecirc;ncia de professores formados, por&amp;eacute;m,&amp;nbsp;prevalece a precariedade das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e sal&amp;aacute;rio nessas&amp;nbsp;redes, ignorada por sucessivos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; H&amp;aacute; um contingente subutilizado de docentes que est&amp;atilde;o atuando em outras&amp;nbsp;&amp;aacute;reas por aus&amp;ecirc;ncia de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es na rede p&amp;uacute;blica paulista.&amp;nbsp;Curiosamente, um dos cursos que dar&amp;atilde;o in&amp;iacute;cio &amp;agrave; Univesp, com 5.000&amp;nbsp;vagas, &amp;eacute; o de pedagogia, &amp;aacute;rea na qual n&amp;atilde;o faltam profissionais!&amp;nbsp;Por que comprometer perigosamente a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores nas&amp;nbsp;pr&amp;oacute;ximas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Por que oferecer apenas e t&amp;atilde;o-somente o E&amp;agrave;D &amp;agrave;queles&amp;nbsp;que, por raz&amp;otilde;es socioecon&amp;ocirc;micas e, sobretudo, pelo sucateamento da&amp;nbsp;rede p&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o tendo a oportunidade de frequentar o ensino&amp;nbsp;superior p&amp;uacute;blico presencial?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;em&gt;C&amp;Eacute;SAR AUGUSTO MINTO, 59, &amp;eacute; professor na Faculdade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da USP e&lt;br /&gt; vice-presidente da Adusp (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Docentes da USP).&lt;/em&gt;</content>
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    <title>Texto de Ruy Braga, professor de sociologia da FFLCH/USP</title>
    <published>2009-06-23T02:43:05Z</published>
    <updated>2009-06-23T02:43:05Z</updated>
    <content type="html">&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;Uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, sob as ordens do mercado&lt;br clear="all" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Ruy Braga&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; S&amp;Atilde;O PAULO&amp;nbsp;-&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;ldquo;A tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos oprimidos nos ensina que o &amp;lsquo;estado de exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rsquo; em que vivemos &amp;eacute;, na verdade, a regra geral.&amp;rdquo;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Walter Benjamin&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;O ataque militar com bombas de g&amp;aacute;s, bombas de concuss&amp;atilde;o e tiros de borracha ao pr&amp;eacute;dio da FFLCH, na Cidade Universit&amp;aacute;ria, &amp;eacute; t&amp;atilde;o chocante quanto emblem&amp;aacute;tico. &amp;Eacute; chocante, pois os professores, reunidos em assembl&amp;eacute;ia no pr&amp;eacute;dio dos cursos de Hist&amp;oacute;ria e Geografia, nunca representaram amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; ordem p&amp;uacute;blica. Emblem&amp;aacute;tico, pois violentou uma escola que se notabilizou internacionalmente por sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o acad&amp;ecirc;mica cr&amp;iacute;tica, reflexiva e, por isso mesmo, tradicionalmente insubmissa aos poderosos de plant&amp;atilde;o e seus projetos antidemocr&amp;aacute;ticos de universidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Evidentemente, trata-se de uma viol&amp;ecirc;ncia interessada. O governador de S&amp;atilde;o Paulo, Jos&amp;eacute; Serra, e a professora Suely Vilela, reitora da USP, sabem o que se encontra em disputa hoje: dois projetos antag&amp;ocirc;nicos de universidade enfrentaram-se em 2007, quando ent&amp;atilde;o o governador buscou eliminar a autonomia universit&amp;aacute;ria por meio de seus mal-afamados decretos. Naquela ocasi&amp;atilde;o, a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o fizeram-no recuar, impondo-lhe uma incontest&amp;aacute;vel derrota. A rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tardou e o armist&amp;iacute;cio simbolizado pelo decreto declarat&amp;oacute;rio de maio daquele ano parece estar sendo revogado aos poucos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Universidade Virtual do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, a nova carreira docente, a pol&amp;iacute;tica de modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial permanente, a demiss&amp;atilde;o de um dirigente sindical em pleno mandato e o recurso &amp;agrave; Pol&amp;iacute;cia Militar para reprimir um protesto pac&amp;iacute;fico de estudantes desarmados mostram, inequivocamente, que o ataque &amp;agrave; autonomia universit&amp;aacute;ria voltou. O objetivo de Serra e Suely Vilela &amp;eacute; aprofundar a fratura que j&amp;aacute; existe na universidade, entre cursos desprestigiados e destinados a formar for&amp;ccedil;a de trabalho semiqualificada em larga escala e cursos prestigiados e organicamente, vinculados a empresas interessadas em obter conhecimento tecnocient&amp;iacute;fico subsidiado pelo Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma das principais amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; autonomia universit&amp;aacute;ria consiste na progressiva submiss&amp;atilde;o dos pesquisadores ao despotismo de mercado. A heteronomia acad&amp;ecirc;mica se imp&amp;otilde;e como regra, limitando a natureza criativa e inovadora do campo cient&amp;iacute;fico. Assim, a pr&amp;aacute;tica do pesquisador se v&amp;ecirc; degradada e sua liberdade, cerceada. Um novo regime disciplinar de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o do conhecimento cient&amp;iacute;fico vai se consolidando na universidade que responde, sozinha, por cerca de 28% da pesquisa cient&amp;iacute;fica brasileira. Um regime cujo sentido consiste em fazer com que a pesquisa cient&amp;iacute;fica se submeta &amp;agrave;s estrat&amp;eacute;gias do modelo de acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente no pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contra esse projeto, setores universit&amp;aacute;rios insubordinaram-se novamente este ano, sendo duramente reprimidos pela PM. N&amp;atilde;o causa espanto: tal projeto &amp;eacute; incompat&amp;iacute;vel com qualquer forma, ainda que incipiente, de democracia. N&amp;atilde;o &amp;eacute; sem raz&amp;atilde;o que no col&amp;eacute;gio eleitoral que escolheu o nome de Suely Vilela como primeiro da lista tr&amp;iacute;plice a ser levada ao governador, os votos dos representantes de entidades empresariais de agricultores, pecuaristas, comerciantes e industriais eram equivalentes em n&amp;uacute;mero aos votos de todos os representantes dos servidores n&amp;atilde;o-docentes da USP.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A falta de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da comunidade atenta contra o Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (LDB), que trata dos princ&amp;iacute;pios da Gest&amp;atilde;o Democr&amp;aacute;tica. O col&amp;eacute;gio do segundo turno contou com apenas 300 votantes entre 97.000 professores, estudantes e funcion&amp;aacute;rios. Ou seja, 0,3% daqueles que participam da universidade indicaram o dirigente m&amp;aacute;ximo da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas mesmo isso j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; suficiente. Serra e Suely Vilela mostraram-se dispostos a aprofundar essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: cinco das &amp;uacute;ltimas nove reuni&amp;otilde;es do Conselho Universit&amp;aacute;rio foram realizadas no Instituto de Pesquisas Energ&amp;eacute;ticas e Nucleares (IPEN). Por se tratar de uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica para o programa nuclear brasileiro, toda a &amp;aacute;rea &amp;eacute; fortemente militarizada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pela mesma raz&amp;atilde;o, a nova carreira docente da USP, que submete promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es por m&amp;eacute;rito ao arb&amp;iacute;trio da reitoria, foi aprovada de forma sum&amp;aacute;ria em uma vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o reconhecida pela pr&amp;oacute;pria assessoria jur&amp;iacute;dica da universidade como ilegal. Em s&amp;iacute;ntese, temos acordos salariais n&amp;atilde;o cumpridos, demiss&amp;atilde;o de sindicalistas, recusas em negociar com entidades representativas, reuni&amp;otilde;es em &amp;aacute;reas militarizadas, vota&amp;ccedil;&amp;otilde;es ilegais... Para realizar seu projeto, a reitora, apoiada pelo governo do Estado, necessita atentar contra a LDB, os acordos, as normas e as regras da pr&amp;oacute;pria universidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Suely Vilela n&amp;atilde;o agiu irrefletidamente ao chamar a PM para ocupar o campus. E Serra sabia o que estava fazendo ao autorizar o ataque &amp;agrave; USP. A repress&amp;atilde;o aos piquetes n&amp;atilde;o passa de mero pretexto. Na verdade, esse projeto n&amp;atilde;o tolera nenhuma forma de dissenso, de conhecimento cr&amp;iacute;tico, reflexivo, por isso fomos encerrados em um verdadeiro &amp;ldquo;estado de exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; n&amp;atilde;o-declarado, sob o ataque de bombas de g&amp;aacute;s, bombas de concuss&amp;atilde;o e tiros de borracha.&lt;/p&gt;(texto originalmente publicado no Estad&amp;atilde;o)&lt;br /&gt;</content>
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    <title>A esquerda tem uma política para o ensino superior e para a ciência?</title>
    <published>2009-06-23T02:32:48Z</published>
    <updated>2009-06-25T19:24:07Z</updated>
    <content type="html">&lt;p align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A esquerda tem uma pol&amp;iacute;tica para o ensino superior e para a ci&amp;ecirc;ncia?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Por Maria Carlotto e Pablo Ortellado&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;A reuni&amp;atilde;o da FAPESP e das universidades estaduais paulistas sob a mesma secretaria, realizada pelo novo secret&amp;aacute;rio de Ensino Superior, Carlos Vogt, completou o movimento de recuo do governo estadual em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos decretos de janeiro de 2007. A ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reitoria da USP, aliada ao movimento de greve de docentes, estudantes e funcion&amp;aacute;rios conseguiu assim sua estranha vit&amp;oacute;ria: a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da autonomia universit&amp;aacute;ria e o retorno ao que havia antes.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Os decretos do governador Jos&amp;eacute; Serra foram, at&amp;eacute; o momento, a proposta mais ousada de remodelar o sistema de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior no pa&amp;iacute;s no seu n&amp;uacute;cleo de excel&amp;ecirc;ncia. No entanto, outras mudan&amp;ccedil;as v&amp;ecirc;m acontecendo de maneira incremental, sem alarde e, por isso mesmo, enfrentam menos resist&amp;ecirc;ncia da comunidade acad&amp;ecirc;mica. Essas mudan&amp;ccedil;as incrementais, aliadas &amp;agrave; reforma bruta ensaiada pelo governo estadual, comp&amp;otilde;em o contorno de um projeto de universidade cujas matizes variam de acordo com os grupos pol&amp;iacute;ticos dominantes, mas que tem um n&amp;uacute;cleo consensual que poderia ser resumido nos seguintes termos:&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-left: 40px; "&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&amp;bull; Para universalizar ou mesmo ampliar o acesso ao ensino superior &amp;eacute; preciso diversific&amp;aacute;-lo e estratific&amp;aacute;-lo, criando novas profiss&amp;otilde;es e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de novo tipo. Isso significa reconhecer que a universidade de pesquisa &amp;ndash; herdeira do ideal humboldtiano &amp;ndash; &amp;eacute; elitista e n&amp;atilde;o pode ser universalizada. O financiamento deste sistema de ensino superior com novas profiss&amp;otilde;es, forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;eacute;-bacharelado e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino sem pesquisa pode ser p&amp;uacute;blico, privado ou misto, dependendo da orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica do proponente e do jogo de for&amp;ccedil;as na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&amp;bull; A universidade de pesquisa (apenas uma parte do sistema de ensino superior e apenas uma parte do sistema de pesquisa) deve dar a sua contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao desenvolvimento da sociedade que a financia, seja gerando tecnologias convers&amp;iacute;veis em inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o produtiva, seja contribuindo para a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas. Deve ser mais &amp;quot;operacional&amp;quot;, contribuindo para o aumento da efici&amp;ecirc;ncia do Estado e para o crescimento econ&amp;ocirc;mico do pa&amp;iacute;s, por meio do desenvolvimento de novos produtos e processos.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&amp;bull; A universidade deve ser mais eficiente na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos, aprimorando a sua gest&amp;atilde;o, aumentando o n&amp;uacute;mero de vagas por docente, diversificando as fontes de financiamento da pesquisa e aumentando os controles de produtividade cient&amp;iacute;fica por meio do estabelecimento de metas e da ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de indicadores de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                 &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esse programa de reforma do ensino superior &amp;ndash; que certamente envolve outras dimens&amp;otilde;es como a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ensino &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia e a incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das estruturas curriculares previstas no processo de Bolonha &amp;ndash; j&amp;aacute; est&amp;aacute; sendo implementado pelos gestores do sistema e tem enfrentado uma resist&amp;ecirc;ncia muito desorientada por parte da esquerda acad&amp;ecirc;mica. As respostas dadas a essas investidas, em geral, defendem a expans&amp;atilde;o do ensino p&amp;uacute;blico, gratuito e de qualidade com indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&amp;atilde;o por meio do aumento de vagas, incremento nos sal&amp;aacute;rios, orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pesquisa para quest&amp;otilde;es sociais e democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da gest&amp;atilde;o. Mas podemos considerar a defesa e expans&amp;atilde;o da universidade nos moldes da reforma de C&amp;oacute;rdoba, uma agenda para o s&amp;eacute;culo XXI?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;A ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reitoria e os in&amp;uacute;meros debates que suscitou evidenciaram a nossa debilidade conceitual e program&amp;aacute;tica. A esquerda universit&amp;aacute;ria precisa urgentemente de um programa de reflex&amp;atilde;o, investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e debate social capaz de orientar a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma agenda radical para a reforma da universidade que n&amp;atilde;o seja apenas administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o sist&amp;ecirc;mica humanizada mas, tampouco, um ideal realiz&amp;aacute;vel apenas no long&amp;iacute;nquo cen&amp;aacute;rio de uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o socialista. Seria demais querer conciliar radicalidade e uma orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica concreta, capaz de se contrapor efetivamente ao programa de reformas proposto? Poderemos responder praticamente aos movimentos atuais de reforma da universidade com um modelo de futuro ou estariam os progressistas fadados a defender a conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma universidade que nunca foi social, mas que at&amp;eacute; parece comprometida com o interesse p&amp;uacute;blico face ao modelo que se est&amp;aacute; impondo? Em outras palavras, ser&amp;aacute; a esquerda capaz de formular um programa radical para a universidade que n&amp;atilde;o seja nem conservador, nem in&amp;oacute;cuo? As quest&amp;otilde;es que se colocam s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o urgentes quanto complexas, levantamos apenas algumas.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Como universalizar o acesso ao ensino superior p&amp;uacute;blico, respondendo &amp;agrave; redefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema de profiss&amp;otilde;es?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; O papel da universidade no sistema de profiss&amp;otilde;es capitalista &amp;eacute; sobretudo o de selecionar e distribuir compet&amp;ecirc;ncias melhor remuneradas que subordinam outras formas de trabalho. Tradicionalmente, a universidade contribui para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da for&amp;ccedil;a de trabalho encarregada da concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;quela encarregada da execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Que respostas a esquerda deve dar ao papel da universidade de reproduzir a estratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e, possivelmente, tamb&amp;eacute;m a estrutura de classes? Como responder praticamente &amp;agrave; moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste sistema, que acontece pari passu com as reestrutura&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;oacute;s-fordistas e que est&amp;aacute; criando novas profiss&amp;otilde;es &amp;ndash; e, conseq&amp;uuml;entemente, novas carreiras universit&amp;aacute;rias &amp;ndash; que embaralham a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o e execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Como fica a quest&amp;atilde;o do acesso se a universidade de pesquisa n&amp;atilde;o &amp;eacute; universaliz&amp;aacute;vel? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A universidade de pesquisa, pelos seus custos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; universaliz&amp;aacute;vel mesmo num hipot&amp;eacute;tico cen&amp;aacute;rio socialista. Descontados os gastos com os hospitais e aposentadorias (que inflacionam os custos com despesas extra-acad&amp;ecirc;micas), o custo-aluno na USP (incluindo gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o e p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o) &amp;eacute; de cerca de 11,4 mil reais. Se universalizarmos esse padr&amp;atilde;o de ensino para toda a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estado de S&amp;atilde;o Paulo em idade universit&amp;aacute;ria (3,7 milh&amp;otilde;es de pessoas), ter&amp;iacute;amos que comprometer 42,9 bilh&amp;otilde;es de reais, ou seja, 56,8% de todo o or&amp;ccedil;amento do estado, 7,5% de todo produto interno bruto paulista. Esses custos s&amp;atilde;o insustent&amp;aacute;veis, mesmo descontados os ganhos de escala. Que propostas temos para a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas vagas escassas a partir um crit&amp;eacute;rio universal de justi&amp;ccedil;a?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Como garantir a autonomia da universidade dado que ela depende de financiamento social?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; A recente pol&amp;ecirc;mica em torno da autonomia universit&amp;aacute;ria deixou claro que o problema de fato reside no financiamento da universidade, ou melhor, em como a universidade deve retribuir o &amp;ldquo;investimento&amp;rdquo; feito pela sociedade sem que isso afete sua autonomia did&amp;aacute;tico-cient&amp;iacute;fica. O argumento geral &amp;eacute; que os recursos destinados &amp;agrave; universidade devem ser revertidos em benef&amp;iacute;cios sociais, seja diretamente, por meio do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, seja indiretamente, via um aumento de produtividade e competitividade das firmas, o que geraria emprego, renda e aumento de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria. A universidade deveria contribuir tamb&amp;eacute;m, produzindo estudos que orientassem a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado, fornecendo elementos para a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas. Essas duas demandas, obviamente, contrariam o princ&amp;iacute;pio da autonomia universit&amp;aacute;ria, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; mera autonomia administrativa, mas liberdade para investigar e ensinar sem a press&amp;atilde;o do mercado e do Estado. Como devemos nos posicionar diante desse papel que &amp;eacute; cobrado &amp;agrave; universidade: o de contribuir para o desenvolvimento capitalista nacional e o de qualificar a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado? Se este n&amp;atilde;o &amp;eacute; o papel social da universidade, qual deve ser? E como conciliar uma fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social &amp;ndash; qualquer que ela seja &amp;ndash; com autonomia did&amp;aacute;tico-cient&amp;iacute;fica?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Como fazer para que o conceito de autonomia, no sentido descrito acima, n&amp;atilde;o seja mobilizado para justificar a aus&amp;ecirc;ncia de limites sociais e &amp;eacute;ticos para os avan&amp;ccedil;os da ci&amp;ecirc;ncia?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; A quest&amp;atilde;o dos limites sociais e &amp;eacute;ticos da ci&amp;ecirc;ncia sempre foi importante, mas o crescente papel da ci&amp;ecirc;ncia no desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico tem tornando esse problema ainda mais urgente. Que limites &amp;eacute;ticos deveriam os cientistas enfrentar quando, por exemplo, contribuem para a ind&amp;uacute;stria armamentista? Ou ainda quando submetem sua autonomia de pesquisa aos interesses de uma empresa (por meio de contratos que impedem a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de resultados desfavor&amp;aacute;veis ou que restringem a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o com colegas)? Como conciliar esses limites, que obviamente devem ser propostos e respeitados, com o conceito de autonomia?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Como garantir a publicidade dos resultados das pesquisas num cen&amp;aacute;rio de desenvolvimento de pesquisa aplicada e competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial internacional?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; O ideal mertoniano de &amp;quot;comunismo&amp;quot; dos resultados de pesquisa implica, hoje, em desvantagem competitiva num cen&amp;aacute;rio de difus&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e est&amp;iacute;mulo ao patenteamento. A universidade est&amp;aacute; cada vez mais sendo chamada a colaborar diretamente com o setor produtivo, depositando patentes de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o a partir de pesquisa aplicada. Esse tipo de resultado, mesmo quando fruto de financiamento p&amp;uacute;blico, n&amp;atilde;o pode ser unilateralmente divulgado sob o risco de fazermos transfer&amp;ecirc;ncia tecnol&amp;oacute;gica da periferia para o centro &amp;ndash; e isso sem qualquer contrapartida. Como preservar o ideal de publicidade e colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando h&amp;aacute; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o consolidada de pesquisa aplicada e forte competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Que respostas dar ao controle da atividade intelectual que estabelece par&amp;acirc;metros e metas de produtividade?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; Podemos reagir aos mecanismos de controle que violam a autonomia de pesquisa por meio do estabelecimento de metas de produtividade (como n&amp;uacute;mero m&amp;iacute;nimo de artigos em revistas indexadas) e indicadores (como o n&amp;uacute;mero de patentes depositadas ou a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o professor/ aluno), sem com isso defender o privil&amp;eacute;gio e a inoper&amp;acirc;ncia? Seremos capazes de propor mecanismos n&amp;atilde;o quantitativos de autocontrole da atividade cient&amp;iacute;fica que ganhem legitimidade dentro e fora da universidade? Como estabelecer crit&amp;eacute;rios impessoais e, ao mesmo tempo, qualitativos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade acad&amp;ecirc;mica &amp;ndash; que possam ser usados, tamb&amp;eacute;m, como crit&amp;eacute;rios de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao longo da carreira &amp;ndash; sem que a impessoalidade implique em burocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sem que avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualitativa implique em personalismo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Enquete da FSP</title>
    <published>2009-06-23T02:26:17Z</published>
    <updated>2009-06-23T02:26:17Z</updated>
    <content type="html">USP&lt;br /&gt;A Pol&amp;iacute;cia Militar ocupou o campus da USP para evitar que protestos fechem a entrada dos pr&amp;eacute;dios. A medida desagradou docentes, funcion&amp;aacute;rios e estudantes. Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; favor&amp;aacute;vel &amp;agrave; ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da USP?&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://polls.folha.com.br/poll/0916703/"&gt;http://polls.folha.com.br/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;poll/0916703/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha Online&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.folha.com.br/"&gt;http://www.folha.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vota a&amp;iacute;, que a gente t&amp;aacute; ganhando ehehehehe!&lt;br /&gt;</content>
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