História e Geografia - Na luta - Fora PM do Mundo! Fora Univesp!

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CARTA ABERTA DOS ESTUDANTES DE LETRAS
2009uspgreve
 

Desde que entraram em greve, no começo do mês de junho, os estudantes de Letras da Universidade de São Paulo optaram por não retirar cadeiras das salas de aula, nem mesmo fazer piquetes na frente do prédio.

Essa decisão consensual no meio estudantil tinha por objetivo zelar pelo diálogo e convencimento entre as partes, portanto, sempre que uma aula começava, um grupo era formado para informar os colegas de curso sobre as decisões das assembléias (tanto de estudantes como de professores e funcionários), esclarecer dúvidas e convencê-los a aderir ao movimento.

No dia oito de junho, um professor, Gabriel Antunes de Araujo, impediu um grupo de estudantes de levar essas informações aos seus alunos. As turmas deste professor eram as únicas, no curso de Letras, a se manterem completamente lotadas durante a greve. Ao final dessa aula, uma aluna do professor encaminhou-se à assembléia dos estudantes da Letras que acontecia na entrada principal do prédio e deu informe de que o professor teria a prática de, talvez para impedi-los de aderir ao movimento grevista, informar aos alunos que ele não estava em greve, não aderiria a ela e seus alunos que o fizessem correriam o risco de ser reprovados ou por acúmulo de faltas ou por perda de avaliações. Foi decisão unânime da assembléia que a atitude do professor poderia configurar assédio moral, já que alunos seus estavam sendo impedidos de decidir por si próprios, como informara esta estudante, se adeririam ou não à greve já deflagrada pelos três setores (professores, estudantes e funcionários). A assembléia decidiu, então, de forma conjunta, encaminhar-se até a sala onde o professor estava, sem piquete físico do lado
de fora, mas com piquete moral do lado de dentro, e garantir que seus representados estudantes fossem informados, esclarecidos e tivessem o direito de decidir por si próprios se queriam continuar dentro daquela sala ou sair dela, sem nenhuma pressão ou assédio moral.

Assim que os primeiros estudantes entraram na sala, o professor doutor Gabriel Antunes de Araújo correu em direção a eles, deu um salto e socou com os dois punhos o peito de um ingressante do primeiro semestre do curso, empurrando-o para trás. Em seguida, o professor saltou à porta, bateu-a com força contra os demais estudantes que entravam e tentou mantê-la fechada à força, colocando um dos pés para trás, para ter mais apoio, danificando a maçaneta da porta. Percebendo o ridículo da situação, o
professor recuou, foi até sua mesa, sacou seu aparelho de telefone celular e começou a fotografar o rosto dos estudantes da assembléia. Percebendo amovimentação, outros professores que passavam pelos corredores tentaram acalmar os ânimos tanto do professor quanto dos estudantes, propondo que ali se estabelecesse o diálogo. A partir daí, Gabriel Araujo passou a dizer,
ainda em estado alterado, que nenhum estudante estaria coagido a assistir suas aulas. “Não recebo por cabeça, portanto é até melhor que eu tenha menos alunos na sala de aula”, disse provocativamente o professor. Disse isso tudo não sem dirigir, de forma
lamentável para um professor da universidade mais respeitada do país, palavras de baixo calão a um dos diretores do CAELL, o centro acadêmico dos estudantes do curso de Letras da USP.

Este mesmo professor, semanas antes, entrara em conflito com o movimento estudantil, quando, segundo relatos, haveria agredido verbalmente uma aluna em uma paralisação. Na ocasião os estudantes decidiram fechar uma das entradas do prédio e deixar a outra aberta. Araujo, para espanto de todos, teria olhado de forma provocativa aos manifestantes e começado a empurrar
agressivamente mesa e cadeira que ali estavam para cima de uma aluna, em uma tentativa brusca de forçar passagem. Intimidada, nossa colega retirou-se rumo à biblioteca. Tivemos relatos de que ele a teria seguido e apontado o
dedo, de forma ameaçadora. Segundo outras pessoas, que ouviam mas não viam o incidente, ele estaria "berrando que nem um maluco".

Esse mesmo professor teria caracterizado diversas vezes, em sala de aula e fora dela, o movimento de estudantes, professores e funcionários de maneira pejorativa e caluniosa. Segundo alunos matriculados nesse semestre, nas duas matérias lecionadas por ele, desde que a greve começou, o docente teria cobrado presença dos alunos, marcado prova e avisado por e-mail que o
conteúdo da mesma seria dado durante o período de greve.

São, no mínimo, insensatas as posições deste professor, cuja contratação pela USP só foi possível graças ao longo movimento grevista de 2002, que conquistou a maior contratação de professores da história da Faculdade. Entretanto, deixamos de nos surpreender, quando passamos a saber que, publicamente, Gabriel Antunes de Araujo é partidário de João Grandino Rodas,
o membro do CO responsável pela relatoria da resolução que autoriza a entrada da PM na universidade.

Após todos os incidentes relatados acima, mostrando e confirmando que não cederia ao diálogo de forma alguma - diálogo tão prezado e necessário em uma universidade, local onde as divergências e o debate são tão imprescindíveis
quanto dispensáveis são a truculência, a força física, a ameaça moral e policial -, o professor resolveu continuar suas aulas no prédio da Química, para onde convocou seus alunos.

Todos estes fatos aqui relatados foram colhidos de inúmeras testemunhas que assistiram, estupefatas, ao rol de arroubos cênicos descontrolados do professor. Caso algum departamento, a Congregação ou outra parte qualquer considere necessário, nós podemos convocar essas testemunhas para relatar pessoalmente cada um desses lamentáveis acontecimentos protagonizados por um professor tão respeitado por sua produção acadêmica, mas tão relapso em respeito à democracia e ao debate de idéias, um fundamento indispensável, para a produção de conhecimento na universidade.

 

 

 

Estudantes do curso de Letras da USP:

Amanda de Moraes Brito
Ana Beatriz da Costa Moreira
Ana Cláudia Borguin
Antônio Fernandes Góes Neto
Arielli Tavares Moreira
Beatriz Cyrineo Pereira
Carolina Solano Carrion
Diego Navarro
Diogo Moraes Leite
Edilson da Silva Cruz

Emi Asakura
Erika Pires
Estevão Pascole

Fernando Bustamante
Fernando Peres Penteado

Francisco Cabral
Gabriela Hipólito

Guilherme Augusto de Assis Rodrigues

Gustavo Diniz de Faria

Ícaro Francesconi Gatti
Isadora Rebello

Ísis Liberato Martins

Ivan Antunes

João Paulo de Cária Silva

José Eduardo de Souza Góes

José Quibao Neto
Julia de Almeida
Juliana Lopes Miasso
Kraly de Castella

Lucas George

Leandro Paixão

Luciana Placucci Vizzoto

Luiz Henrique Vieira Lins

Maria Júlia Alves Garcia Montero
Marcilia Barros Brito
Marina Almeida Nascimento

Micael Cimet Dattoli
Michel de Castro Sousa

Milena de Moura Barba

Natalya Amaral Stabile
Nathalia Canale Guerra

Oriana Harumi de Lima Tanaka

Pablo Angyalossy Alfonso

Paula Aparecida Carvalho

Pedro Ribeiro

Peter Mac Hamilton

Raiana Araujo
Rafael de Almeida Padial

Rafael Zanvettor
Renata Alves da Silva
Ricardo Maciel
Sâmia de Souza Bomfim

Simone Oliveira

Suelen A Pereira

Taila Virgine Costa

Tatiana Castro

Thais França Freire

Vanessa Couto da Silva
Vinícius de Lima Zaparoli

Vitor Mortara


Solidariamente, estudantes de outros cursos da USP:

Gabriela Iglesias - curso de ciências sociais
Luana Cordeiro Cardoso - Ciências Sociais
Ludmila Facella - Artes Cênicas

Amanda Freire de Sousa - Filosofia - USP


Solidariamente:
Diego Vilanova, professor da rede estadual
Maicon Alves de Miranda, empresário
Maria Estela Veneziane, estudante de Psicologia da Unicsul
Teila Cristina Veneziane, psicóloga
Ana Cristina Oliveira da Silva - Professora de História - Recife/PE

Rosa Guadalupe Soares Udaeta - historiadora




As seguintes entidades e órgãos representativos:


Gestão Ver Com Olhos Livres, do CAELL
Comando de Greve dos Estudantes da Letras USP

Assembléia do curso de Letras


comando da união sinistra! segunda, 27/07!
2009uspgreve
galera!



essa segunda , às 18h, no espaço aquário, teremos mais um comando da unificado história/geografia!

a montagem da semana de mobilização está muito bem estruturada. entretanto, falta acertamos alguns detalhes para que possamos, a paritr desta semana, divulgá-la!

a idéia trocarmos idéia na segunda e nos proximos dias realizar uma força-tarefa de divulgação - crafts, panfletos, painéis e tudo  mais.

o nome da semana, ao que tudo indica, será




Semana de debates: Memórias, Realidades e Movimentos




11/08 :: Terça - Painel sobre Univesp com César Minto
no anfiteatro da História


12/08 :: Quarta - Debate sobre a Estrutura de Poder na Universidade com
* José Pereira de Queiroz Neto (Geografia)
* Carlos Guilherme Motta (História)
* Pablo Ortelado (EACH/USP)

no anfiteatro da Geografia


13/08 :: Quinta - Bate-Papo sobre Criminalização dos Movimentos Sociais
Tribunal Popular, MST, MTST, Sintusp, Adusp, DCE, Associação de Moradores de Paraisópolis,Movimento da São Jorge, integrante da ocupação pinheirinho, integrante da favela real parque

No dia do bate-papo, na parte da tarde, ficaremos passando  vídeos que os movimentos sociais produziram sobre as formas de criminalização que vem sofrendo.

no Espaço Aquário


montaremos também um painel sobre a mobilização na greve para expor durante a semana.

 


14/08 :: Sexta - Festa  "Contra o Capital, Skol a  um Real!"

com bandas e discotecgaem da rádio várzea!

no Espaço Aquário




- Todas as atividades, com exceção da festa, serão das 17horas às 20:30


e vamo que vamo!


abs!


"união sinistra que apavora e arrepia
é história e geografia"

comando de mobilizaçao da união sinistra!
2009uspgreve


Olá pessoas,

No último 13/07 houve mais um encontro do  Comando de Mobilização Hist./Geo ou Geo/Hist.!
Nessa reunião fechamos a programação da semana, ainda sem nome, que segue abaixo:

11/08 :: Terça - Painel sobre Univesp com César Minto
no anfiteatro da História


12/08 :: Quarta - Debate sobre a Estrutura de Poder na Universidade com
* José Pereira de Queiroz Neto (Geografia)
* Carlos Guilherme Motta (História)
* Pablo Ortelado (EACH/USP)

no anfiteatro da Geografia


13/08 :: Quinta - Bate-Papo sobre Criminalização dos Movimentos Sociais
Tribunal Popular, MST, MTST, Sintusp, Adusp, DCE, Associação de Moradores de Paraisópolis e o Movimento da São Jorge.

no Espaço Aquário


14/08 :: Sexta - Festa com banda e Skol a R$1,00 !!!!

no Espaço Aquário


- Todas as atividades, com exceção da festa, serão das 17horas às 20:30


A próxima reunião, segunda-feira 20/07 às 18horas.


"união sinistra que apavora e arrepia
é história e geografia"

Continuando a mobilização!
2009uspgreve

Na última terça-feira, houve o encontro do Comando de Mobilização Geografia/História que discutiu, especificamente, a construção de uma semana de atividades no momento do retorno às aulas, no segundo semestre.
Algumas coisas foram encaminhadas:

*Eixos:
Os eixos serão: Criminalização aos Movimentos Sociais,
Estrutura de Poder na USP e
UNIVESP.

a princípio as atividades acontecerão em três dias na semana do dia 10/08. a idéia é paralisar as aulas parcialmente.

*Formato:
Este é um ponto que se encontra em aberto, mas a ideia inicial é que tenhamos um grupo de discussão sobre Criminalização dos Movimentos Sociais, um debate sobre Estrutura de Poder na USP e um painel sobre a UNIVESP. Os nomes de quem irá compor cada mesa, também se encontram em aberto, menos o painel que será o César Minto da Adusp.
- Houve uma boa discussão, mas não o suficiente, sobre o Movimento Estudantil, sua estrutura de poder (afinal, se nós estamos discutindo a da instituição universitária, pq não fazermos isso consoco?), aspectos que tangem a questão da representatividade. Foi apontado de realizarmos algum tipo de atividade sobre este tema -  não durante essa semana - para debatermos mais sobre esse ponto.
 

Ficou claro q nós não procuraremos ajuda do DCE. se eles tiverem interesse no q estamos realizando, eles q se juntem a nós. a iniciativa  parte da hist/geo, que caminharam durante toda a mobilização no sentido contrário ao DCE e seu comando de greve.

a idéia é tentar expandir para os outros cursos, desde que consigamos solidificá-lo na nossa querida rodoviária. o que é bem provável.

O Próximo encontro está marcado para a segunda-feira (13/07) às 18horas no Aquário (Hist./Geo.)
 
Nessa segunda, então, podemos nos organizar melhor para trocarmos idéia nos outros cursos, seja para falarmos com os outras pessoas e CAs como para escrevero panfletos e distribuí-los. E também para dar prosseguimento às formas e conteúdos dos eventos e as pessoas que convidaremos!
 

até segunda!

bom feriado! (pelo menos pra isso a revolução? constitucionalista serviu!)
 
 

TRIBUNAL POPULAR
2009uspgreve

Galera, o tribunal popular já existe há um tempo.
Essa seção de agosto busca se contrapor à conferência nacional de segurança pública que o governo federal irá realizar.

VAMO AE!!




O que será da Universidade de São Paulo no futuro?
2009uspgreve
por Cristiano, 4º Ano, História       

 
Basta caminhar pelas unidades da USP para rapidamente obter a resposta.
 
Ancoradas na  Universidade estão fundações milionárias que faturam pesado comercializando com a “marca” USP, cursos, consultorias, pesquisas e estudos.
 
Se por um lado o sistema de vestibular sepulta os sonhos de milhares de jovens, da entrada em uma universidade pública, as fundações por outro, cobrando caro, a peso de ouro, possibilitam a entrada na USP de pessoas dispostas a desembolsarem uma fortuna, muitas vezes patrocinadas por empresas, para polirem seus currículos.
 
Qual a correlação entre a falta de democracia na Universidade e a proliferação de institutos e fundações?
 
Até que ponto a democratização dos processos decisórios não colocaria em risco as atividades milionárias destas pessoas que de maneira vergonhosa privatizaram uma instituição de ensino que deveria ser pública? Que tipo de serviço esta gente está prestando?
 
  O que será da Universidade de São Paulo no futuro?
 
O que são as fundações hoje! Lugar de venda de conhecimento e apuração de vultosos lucros sem qualquer compromisso com inclusão social, reflexão crítica, formação humana, enfim são empresas de ensino voltadas para o mercado consumidor (para quem tem dinheiro para pagar!). A privatização já ocorreu.
 
Quanto vale a marca USP?
 
Por exemplo, um mestrado em Administração na Fia, fundação ligada à Fea-Usp, custa à Vista: R$ 53.100,00!!.
No site www.fia.com.br informam que já formaram mais de 6.000 pessoas nos cursos de MBA´s em 16 anos de atividades; ou seja  6.000 pessoas  x R$ 30.000,00 (custo médio de um MBA) = R$ 180.000.000,00!!!. Que espetáculo de serviço público prestado!
 
Outro magnífico exemplo é o trabalho da Fundação Carlos Alberto Vanzolini (www.vanzolini.org.br). Seus belos anúncios, todos os domingos nos principais cadernos de empregos de São Paulo, são pérolas! Prestam o magnífico serviço de venda de cursos de extensão e MBA a profissionais de mercado com a “grife” USP.
 
Que Usp queremos? O que está em jogo no processo de Democratização? Quanto vale a marca USP?
 
A Usp, ainda, é pública e gratuita! Dias de luta! 
   

Calendário dos Professores para a Reposição.
2009uspgreve
Segue abaixo o calendário de reposição e as recuperações de alguns professores. Estas são informações que a Comissão de Comunicação conseguiu diretamente com os docentes por e-mail. Elas estão selecionadas por ordem alfabética de curso e professor. Conforme formos recebendo informações mais atualizadas, colocaremos aqui no blog. Uma observação importante é de que a Comissão de Comunicação é aberta a todos que tenham interesse em participar.


História Antiga I

- Francisco Murari Pires
Os informes sobre o curso estão sendo dados pelo site do programa em que ficaram definidas as datas de entrega dos trabalhos mais a Recuperação. Como, no caso do professor, as aulas finais do curso previstas no programa foram editadas no mesmo site em razão de sua viagem, não há aulas a repor. Estará no Departamento nas segundas-feiras durante o mês de julho para atendimento dos alunos.

- Marcelo Rede
AVISO
As aulas de reposição consistirão de exercícios de análise, conduzidos pelo professor, dos documentos que compunham os seminários não realizados. É portanto indispensável que os alunos estejam munidos da Apostila de Seminário do curso.
CALENDÁRIO
Vespertino: 27/7 e 3/8
Noturno: 28/7 e 4/8
RECUPERAÇÃO
A atividade de recuperação consiste de uma análise documental a ser entregue, por escrito, até o dia 22 de julho de 2009, impreterivelmente.
A base documental é composta pelas fontes de um dos seminários do curso, a ser escolhido pelo aluno, com exceção daquele realizado durante o semestre. Todos os documentos do seminário devem ser levados em consideração na análise. A análise deve articular os documentos com as aulas expositivas e as leituras realizadas no decorrer do semestre. 

- Marlene Suano
Reposição dias 6 e 7 de julho.

História Contemporânea I

- Francisco Alambert
Terá duas aulas de reposição: dia 23 e 30/07 (noturno)/24/7 e 01/08 (vespertino). Os textos destas aulas serão aqueles correspondentes às unidades 2 (textos de Marx - do 18 Brumário apenas a primeira parte) e 3.
O último dia para a entrega do relatório, que será o único trabalho do curso, será o dia 23 ou 24 de julho. 

- Lincoln
CALENDÁRIO DE RECUPERAÇÃO
27 de julho - As provas estarão no xerox (para fazer em casa).
7 de agosto - Data Máxima para a entrega das provas na secretaria até às 20h (pedir para deixar no escaninho do professor).

História da América Colonial

- Eduardo Natalino dos Santos
ADAPTAÇÕES NO PROGRAMA
·        A última aula do Módulo IV (aula 13) e a aula de encerramento (aula 15) não serão ministradas;
·        A 2ª. prova não será realizada e a nota da 1ª. (que em princípio valia de 0 a 5 pontos) será duplicada, ou seja, valerá de 0 a 10 pontos;
·        Caso algum aluno ainda não tenha entregado o trabalho, deverá fazê-lo até o dia 8 de julho (deixando-o em minha sala, caso eu lá esteja, ou na Secretaria do Depto. de História);
·        A composição da nota final será, portanto, calculada pela média simples entre a nota da prova já realizada (0 a 10 pontos) e a nota do trabalho (0 a 10 pontos);
·        Os alunos que não atingirem a nota mínima farão a Recuperação (segundo os critérios previstos no programa da disciplina).
CRONOGRAMA DA REPOSIÇÃO E DA RECUPERAÇÃO
·        20 e 21 de julho – Aula 11 (nestes dias, os trabalhos corrigidos e comentados serão devolvidos e as notas e frequências finais serão divulgadas);
·        27 e 28 de julho – Aula 12;
·        3 e 4 de agosto – Recuperação: realização de nova prova sobre os módulos I, II e III (aulas anteriores à greve) ou entrega de trabalho refeito, dependendo da avaliação em que o aluno tenha tido o desempenho menos satisfatório (vide Critérios de Recuperação no programa).
.      7 de agosto – Divulgação das notas de Recuperação

- Horacio Gutiérrez
CALENDÁRIO
Dias 20/21 de julho (vespertino/noturno) : Aula (Estados Unidos)
Dias 27/28 de julho (vespertino/noturno): Aula (reformas borbônicas e rebeliões)
Dias 3/4 de agosto (vespertino/noturno): Prova Final

História da América Independente

- Júlio
AULAS
As últimas aulas ficam, então, agendadas para: 20.07, segunda, vespertino: aulas sobre Rodó e Octavio Paz; 21.07, terça, noturno: aula sobre Octavio Paz.
RECUPERAÇÃO
Aqueles que desejarem fazer a recuperação, devem entregar até o dia 28 de julho: análise do texto extraído de Facundo e lido durante o curso; resenha de Ariel, de José Enríque Rodó.

- Maria Lígia
Problemas individuais serão resolvidos pessoalmente no reinício das aulas.
Calendário de reposição:
20/21-07 – Dois seminários:
1)    Cultura Popular
2)    História, paisagem e nação
27/28-07 – Seminário: Construções identitárias
27/28-07 – Entrega de relatórios (referentes à terceira unidade)
03/04-08 – Seminário: Pensando as identidades latino-americanas
                                   Apresentação de pinturas
03/04-08 - Entrega de relatórios (referentes à quarta unidade)
03/04-08 – Entrega do trabalho optativo
03/04-08 – Proposta do tema da prova final a ser realizada em casa.
                  Entrega no dia seguinte. 
07-08 – 17h30 - Recuperação (diurno e noturno) – Prova a ser feita em classe.

História da Cultura I

- Carlos Nogueira
AULAS
Fará a reposição das aulas nos dias 30 de julho e 06 de agosto.
TRABALHO
Aos alunos que estavam em greve, podem fazer o trabalho e enviar ao professor. 
 

 

História das Instituições

- Márcia Berbel
Encontrará os alunos no dia 22 de julho, às 14h, para decidir a data da prova.

História do Brasil Colonial I

- João Paulo
AULAS
06/08, quinta-feira, 19:30: aula n.9, "O debate em torno do Antigo Sistema Colonial" (só para o noturno)
13/08, quinta-feira, 19:30: aula n.10, "A formação do território" (só para o noturno)
15/08, sábado, 10:00 hs., aula n.11, "Administração colonial" (noturno e vespertino juntos)
22/08, sábado, 10:00 hs., aula n.12, "Fundamentos da sociedade colonial" (noturno e vespetino juntos)
OBSERVAÇÃO
Aos alunos, esta reposição é facultativa. Ela não está sujeita a controle de presença ou mudança das notas já atribuídas.

- Pedro Puntoni
Retomada das aulas dias 20 (noite) e 21 (tarde) de julho, dias em que explicará as mudanças quanto à sistemática da avaliação.
CALENDÁRIO
20/7 e 21/7: O escravismo moderno: a conquista da África e o tráfico de escravos.
27/7 e 28/7: Senhores e lavradores.
03/8 e 4/8: A sociedade escravista: formas de resitência e legitimação; entrega da prova escrita [peso 8 (turma da noite) peso 5 (turma da tarde)].

- Rodrigo Ricupero

 
Seguirá o calendário de reposição proposto:
Dia 20 e 21/7 Textos 10 A, B e C (entrega dos fichamentos)
Dia 27 e 28/7 Textos 11 A, B e C (entrega dos fichamentos)
Dia 03 e 04/8 Textos 12 A e B (entrega dos fichamentos)
PROVA FINAL
Ainda não decidiu se mantem a prova final para toda a turma ou apenas para os alunos que não foram bem na primeira avaliação. Com certeza, ainda dará mais um pequeno trabalho para complementar a nota de exercícios.
OBSERVAÇÃO
Dada a situação de greve os alunos que não entregaram a primeira avaliação e o exercício do texto do Nassau devem procurar o professor.

História do Brasil Independente I

- Esmeralda Blanco B. de Moura.
Iniciará a reposição em 20 de julho e a terminará em 03 de agosto com a possibilidade, se necessário, de usar um dia a mais em uma das semanas. Se precisar usar mais um dia em uma das semanas usarei ou a quarta ou a quinta-feira, após consultar os alunos.

- Maria Helena P. T. Machado
AULAS
20 e 21 de julho, 27 e 28 de julho e 3 e 4 de agosto.
O curso prosseguirá de onde foi interrompido (aula 10). Cobrirá mais de um item do programa por aula, portanto os alunos devem comparecer com o máximo de leituras feitas para acompanhar as discussões.
As aulas têm como objetivo a reposição do conteúdo da matéria. Alunos que, por motivo de força maior, estiverem ausentes no período não serão penalizados com faltas.
TRABALHO
Data máxima de entrega: 20 de julho.
Pede aos alunos que puderem entregar antes da data limite o façam. Caso não encontrem a professora ou a monitora, favor colocar o trabalho por debaixo da porta da sala da professora Maria Helena, a O1, e mandar e-mail registrando a entrega para mairachinelatto@gmail.com, com nome e número USP.
A nota do curso será aquela do trabalho.
PROVA E RECUPERAÇÃO
Não haverá prova como meio normal de avaliação.
A recuperação do curso será realizada nos dias 3 e 4 de agosto, através de prova de toda a matéria com consulta. 

- Mônica Dantas
CALENDÁRIO
28/07 (terça-feira) - Tema 9
01/08 (sábado) - Tema 10
04/08 (terça-feira) - Temas 11 e 12
PROVA
Estarão dispensados da segunda prova todos os que tiverem obtido 5 (cinco) ou mais. Para aqueles que não tiverem alcançado nota 5,0, dará uma outra prova para ser feita em casa.


História do Cotidiano

- Marina
Não têm aulas a repor, estará recebendo os trabalhos até dia 20/07 e dará a recuperação dia 05/08 no horário de aula, em sala. Os trabalhos podem ser deixados na secretaria caso não a encontrem.

História Econômica

- Vera Ferlini

AULAS
Reiniciarão dia 20/08. Nesse dia, redefinirão o cronograma das aulas durante a reposição e discutirão os seguintes textos: SOUBOUL, Albert. “Descrição e medida em história social”. In: GODINHO,Vitorino Magalhães. História social: problemas, fontes e métodos. Trad Port. Lisboa: Cosmos, 1993, pp. 25-44. / LABROUSSE, Ernest. “La crisis de la economia fracesa al final Del Antiguo Regimen y al principio de la Revolucion”. In: Flutuaciones econômicas e historia social. Trad. Esp. Madri: Editorial Tecnos, 1973. Pp. 337-372. / VILAR, Pierre. Iniciación al vocabulário Del análisis histórico. 3ª Ed. Trad. Esp. Barcelona: Editora critica, 1981, pp. 51-105.
TRABALHOS
Os trabalhos deverão ser entregues até o dia 03/08/2008. Os alunos que já entregaram, se quiserem, poderão refazê-los, até essa data.

História e Fontes Visuais

- Marcos Silva
Reposição será feita dentro do calendário informado pela faculdade: de 20 de julho a 7 de agosto. A reposição será rigorosamente integral.

História Ibérica


- Ana Paula
Megiani
Vespertino (2 aulas) - 22 e 29 de julho
Noturno (3 aulas) - 24 e 31 de julho e 7 de agosto

 - Íris
Vespertino: 29 de julho. Encerramento do curso e reposição de aula.
Noturno: 30 de julho: Reposição; 31 de julho: Reposição e Encerramento do curso.

- Vera Ferlini
AULAS
Reiniciarão dias 22 e 24/08. Nesses dias, redefinirão o cronograma das aulas durante a reposição e realizarão a aula sobre Iquisição, na qual o curso havia sido interrompido.
TRABALHOS
Os trabalhos deverão ser entregues até o dia 03/08/2008. Os alunos que já entregaram, se quiserem, poderão refazê-los, até essa data.

História Medieval

- Ana Paula T. Magalhães
Aulas estão encerradas. Haverá uma prova de recuperação no dia 23/07, às 19h30, na sala Caio Prado Jr.

História Moderna I

- Carlos Zeron
·        Retomará as aulas nos dias 15 e 16 de julho. Nas três semanas de julho, concluirá o programa previsto originalmente (três aulas sobre o Estado moderno e discussão dos textos de Jean Bodin, Francisco de Vitória e Juan de Mariana).
·        Devido ao fato de muitos alunos já terem assumido outros compromissos (Anpuh, Eneh, viagens, trabalhos), e devido ainda ao prazo para a entrega de notas finais determinado pela Pró-reitoria de Graduação (incluindo as de recuperação, cf. artigo 1º. da Resolução), não fará a prova final. A avaliação será feita com base apenas na resenha.
·        Considerará as resenhas de Bodin, Vitoria e Mariana entregues nesta primeira semana de julho, mas aceitará a sua substituição, até as datas de discussão dos respectivos textos (Bodin: 15 e 16/7; Vitoria: 22 e 23/7; Mariana: 29 e 30/7), daqueles alunos que assim o desejarem. (Importante: conforme está abrindo esta possibilidade, esclarece desde já que não corrigirá as resenhas que foram entregues até as respectivas datas de discussão dos textos, de maneira que não responderá a perguntas sobre a opinião quanto à necessidade ou não de fazer tal substituição).
·        A primeira semana de agosto será dedicada exclusivamente às provas orais de recuperação, a serem realizadas no horário normalmente reservado às aulas (dias 5 e 6/8, respectivamente 4ª feira noturno e 5ª feira vespertino).
·        A divulgação da primeira nota fica prevista para o dia 3/8. As notas finais, incluindo as de recuperação, no dia 7/8.

História Visual e Ensino

 - Maurício Cardoso
Vai fazer o calendário esta semana e encaminhar para o maling. Por enquanto, dará as aulas de reposição definidas pelo calendário, a partir do dia 20 de julho.

 Metodologia da História I

- Marcos Silva
Fará a reposição dentro do calendário que foi informado pela Faculdade: de 20/7 a 7/8.
Combinará com os alunos uma estratégia para compensar uma aula que faltaria em termos lineares (talvez usar um sábado).

Teoria da História I

-Elias
AULAS
Será feita a reposição da aula final, nos dias 5/8(quarta-feira) e 7/9(sexta-feira) nos horários normais do vespertino e noturno. Oportunamente, enviará o esquema prévio desta ultima aula.
AVALIAÇÃO
Os prazos para entrega da avaliação ficam mantidos. Contudo, quem tiver dificuldades para entregar até dia 8/7, pode depositar na sala do professor, até 17/7.




 

 

 



Calendário da Semana!
2009uspgreve

TERÇA, 07/07


18h -  HISTÓRIA E GEOGRAFIA  (união sinistra!)

     COMANDO UNIFICADO DE MOBILIZAÇÃO


19H30 - REUNIÃO DO COMITÊ DE COMUNICAÇÃO DA HISTÓRIA


20h00 - Grupo de estudos: ensino na história


O BONDE DA HISTÓRIA
2009uspgreve
por Luís Branco

 
A greve do primeiro semestre de 2009 na USP ficará marcada pela latência da crise das instituições de poder e representatividade da Universidade. Seu fim, sem a conquista das pautas mais evidenciadas, embora nos dêem um gosto amargo, parece dessa vez não significar um momento alto de desgaste, procedido de um período de “ressaca”. Pelo contrário, a simultânea saída das 3 categorias (a assembléia geral dos estudantes,  ainda não deliberou o seu fim, mas a tendência é a saída da greve, seguindo o posicionamento das assembléias de curso, que definiram por sua suspensão - casos da História, Geografia e Filosofia), articuladas no sentido de não só questionar, mas concretamente alterar a estrutura de poder na USP, significa que, para além das pautas específicas de cada categoria e a despeito de seus posicionamentos e ações políticas diferentes, (essa discussão fica para um outro texto) como está a USP não fica: chegamos ao limite.  A tensão será a tônica do próximo semestre. É bom lembrar que haverá eleição para reitor. A mobilização estudantil no curso de História certamente continuará forte nesse segundo semestre; ainda que com algumas limitações, uma profunda reflexão sobre o momento o qual estamos passando e a real possibilidade de intervenção efetiva nele, foram construídas nesse mês de junho. A idéia aqui é dividir com todos o que foi, então, esse processo na História, sua mobilização e suas perspectivas.
 

A negação do diálogo e a (in)conseqüente opção da reitoria pela entrada do aparato militar para repressão propiciou uma rápida resposta de parte da comunidade universitária, indignada com a presença da PM no campus para “mediar” as relações entre as categorias.  Os estudantes do curso de História deliberaram por greve no mesmo dia, como reação imediata à essa atitude.
 
Durante os dois dias seguintes, a mobilização no curso se deu por passagem nas salas no sentido de paralisá-las, conversando com os colegas e docentes sobre os motivos da greve. A partir do terceiro, barricadas, para impedir os fura-greves e forçar o diálogo e o posicionamento de professores e estudante, que se colocavam como indiferentes à grave situação presente da USP, completamente fora de sua normalidade.
 
A conseqüência das barricadas foi o tensionamento no departamento. A direita dos alunos se organizou para desmontar as cadeiras que bloqueavam os corredores na surdina, para jogá-las nos grevistas, chamar a polícia para garantir o tão propalado “direito de ir e vir” e o “direito de ter aula“. A chefia do departamento, compreendendo o grave momento que se colocava, convocou uma plenária departamental para discutir o momento. Com boa presença de discentes e docentes, a plenária girou em torno do fato de estudantes e professores desrespeitarem os fóruns das categorias e as suas decisões.  A maioria dos presentes se colocou como preocupada em relação a isso: é evidente que os fóruns de deliberação possuem problemas, porém eles são os espaços coletivos , públicos de discussão. Se existem problemas, cabe a todos tentar melhora-los, quem sabe até transformá-los, para que eles recuperem sua legitimidade. Decisões e posicionamentos individualistas foram amplamente lamentados, rejeitados.
 
 A constatação de que o nível de hostilidades era crescente entre os estudantes e que alguns professores não iriam respeitar a decisão do movimento estudantil da história de paralisar as aulas por completo, passou pela questão de que esse tensionamento se dava muito pela inexistência de um canal de diálogo, de um debate, franco entre os indivíduos que compõe o departamento.
 
A partir disso, estudantes e professores buscaram criar esse espaço de diálogo. O resultado foram os chamados bate-papo semanais, às quartas-feiras, em que professores e estudantes expõe da maneira mais livre possível, suas visões sobre a greve, os problemas do departamento, análises e propostas sobre a USP. Foram até agora quatro quartas-feiras muito interessantes. Se a primeira começou com uma série de desabafos pessoais sobre o que significava a universidade, a greve, o curso de história para cada um (o que demonstra realmente a então falta de espaço para se debater publicamente uma série de questões), a última terminou com idéias sobre qual é o papel da Faculdade Filosofia na Universidade, na sociedade; sobre a estrutura de poder no departamento e na USP, o que significa uma greve; que tipo de estudante entra na História, que tipo de historiador, de cidadão estamos formando, que tipo de professor entra no departamento; o caráter político das aulas ministradas, o papel do professor, a estrutura curricular do curso, o caráter das pesquisas, o peso do CNPQ e da FAPESP, as condições de pesquisa oferecidas na graduação e na pós,  a falta de relação entre elas...Enfim, uma série de reflexões há tanto tempo acumuladas individualmente ou guardada por poucos grupos e que agora se abrem para o esforço de pensar coletivo, um esforço de se elaborar projetos coletivos de transformação. Garantido esse espaço e que o respeito às decisões tomadas coletivamente seriam respeitadas, as barricadas deixaram de cumprir o seu papel, fundamental, aliás, para que ocorresse efetivamente uma mobilização ativa e complexa no curso.
 
As plenárias dos estudantes de História durante o período em que a greve esteve vigente, sempre giraram em torno de 100 alunos – um número muito significativo. Diferentemente das assembléias gerais, com seus vícios, conchavos, manobras e marcações de posições intransigentes de certos grupos partidários, as plenárias da história, embora cansativas como toda plenária, correram num clima de respeito as posições, discussões intensas e complexas sobre as pautas da greve- superando, inclusive, essas. A penúltima, nem mesa tinha – e funcionou muito bem! Isso se deve muito ao grande e intenso envolvimento dos estudantes autônomos, militantes independentes – sua atuação permite que as diferenças possam coexistir e serem discutidas, proporcionando uma radicalização do debate e das tomadas de posição. Assim, os partidos políticos são impossibilitados de se tornarem “a vanguarda do movimento” (argh!) : não conseguem pautá-lo e delimitá-lo politicamente. Não engessam o processo de reflexão e radicalização, o que esvazia o próprio movimento.  Foram obrigados a de fato dialogarem e a construir verdadeiramente com os seus colegas.
 
Durante, então, o processo de mobilização, nos bate-papos de quarta, nas plenárias estudantis e nos comandos de greve, uma das coisas mais colocadas foi a necessidade de se aprofundar nos temas que geraram maior discussão no departamento. Surgiu a idéia, por exemplo, de se ocupar as salas de aula, no período de greve e também quando esta acabar – com grupos de estudos e trabalho. quatro já foram formados, sendo que dois já estão funcionando.  São eles: 
          Ensino de História;
          Universidade: projetos
          História Recente do Movimento Estudantil;
          Estado, Violência e autoridade
 
Assim, o que se busca é pensar, estimular um outro projeto não só para o departamento de História, mas para a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, resgatando o seu espírito crítico na Universidade e também na sociedade, pois é evidente que esse está se desmilinguindo, sendo massacrado por pelo produtivismo acadêmico e pela noção, tosca, de que a Universidade é uma mera prestadora de serviços, formadora de profissionais. É preciso sim, reafirmar a história da FFLCH e as suas lutas. É preciso sim fazer a história do departamento de História, ainda inexistente, para que a gente não ouça mais absurdos como os ouvidos no último mês, de que “Greve não serve pra nada”, “sou contra a greve política (????)”, “o meu direito de assistir (ou dar) aula tem que ser respeitado”, “quero me formar e ponto” ou atitudes de franca ridicularização por parte de alguns professores estudantes frente aqueles que buscavam dialogar com seus colegas. Isso sem contar  manifestações de cunho classista contra os funcionários e o seu direito de greve.  Essas frases e atitudes foram, sobretudo, realizadas por gente está cursando o seu primeiro ano, segundo ano. Pois é evidente que a greve desse semestre é um divisor de águas no que diz respeito a mobilização em vários sentidos. Aponto aquele que nos interessa, nesse texto: o conservadorismo, a tecnocracia e a ação reacionária se encontram de maneira  bem mais organizada na Faculdade de Filosofia – e não se restringe aos professores e a um pequeno grupo de estudantes. 
 
A disputa está dada e não basta apenas nos defendermos contra o processo de desmantelamento, de esvaziamento das chamadas ciências humanas. Reafirmo: É preciso atacar - o que significa irmos além do urgente resgate político e acadêmico da FFLCH, mas de elaboramos um novo projeto, um novo sentido para a sua existência, que a coloque em relação com as questões, as problemáticas da nossa sociedade, com os movimentos que visem a sua transformação.
 
 
 
O que houve no curso de História foi um salto de qualidade no que tange a organização do movimento e no embasamento das discussões. A saída da greve se tornou inevitável,  e a sua escolha, dentro de um contexto maior, preserva os ganhos que essa mobilização teve. Não, não falo em vitória e derrotas – a idéia aqui não é vender os resultados da greve. É constatar que, ainda que as pautas que encabeçam o movimento geral não tenham sido alcançadas - fora PM, Fora Reitora, Fora Univesp (o que aponta para os limites do movimento, que devem ser discutidos criticamente) - na História houve um real aprofundamento do que significa a Univesp, o que é o ensino à distância;  a entrada e permanência da PM, o papel, aliás, da PM na sociedade ( Defendemos o FORA PM DO MUNDO!), o que significa o exercício de poder na USP, que aliás tem muito a ver com a periodicidade em que ocorrem as greves .
 
Em agosto, a volta as aulas, com garantia de reposição efetiva se apresenta com muita perspectiva empenho, para estudantes e professores de se continuar fortemente a mobilização a partir, então, de uma patamar de debate mais qualificado e com muitas ações já em mentes, visando a articulação de todo o departamento - funcionários inclusive, uma vez que, sem dúvida, não conseguimos aproxima-los da discussões, um problema grave. Logicamente que Julho não passará batido. Os grupos de estudo e trabalho continuarão na ativa, bem como reuniões visando a organização do semestre no que tange as lutas.
 
Ficou claro que posicionamentos individualistas não serão mais tolerados no departamento e sim atacados.. Cabe aos estudantes continuarmos puxando e tensionando. O fim da greve não deve ser encarado como a volta à normalidade. E Isso é um grande desafio: é difícil nos mobilizarmos realmente, concretamente, com as aulas de volta (até quando estamos em greve as dificuldades são grandes!).  Por isso, mais do que alterar a estrutura de poder, necessária mesmo num departamento conhecido como um dos mais democráticos da USP, a questão é exercer de fato o poder (tomá-lo ou destruí-lo...) exercer de fato a democracia. É agir no sentido de que não serão mais as aulas ordinárias, as atividades acadêmicas que ditarão o ritmo do departamento.
 
A mobilização na História tem um peso muito grande no movimento atual. Não é a toa que as bombas da polícia estouraram no prédio que abriga a gente e outro curso bem mobilizado, o da Geografia.    Nossas posições e ações influenciam os outros cursos da FFLCH. O momento é também de tomarmos consciência disso e articularmos com os nossos vizinhos, aprofundando os debates e a radicalidade a  partir do acúmulo já construído. Pra faculdade de Filosofia tomar uma posição clara na disputa pela universidade e na sociedade.
 

Bonde da História é como alguns alunos do curso, muito ativos na mobilização e notadamente conhecidos por sua criatividade na composição de músicas e ações para as manifestações, se denominam

OS PLANOS DO SERRA!
2009uspgreve

http://www.youtube.com/watch?v=oMaM7ipWpwM

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